{"id":5658037,"date":"2018-11-16T19:07:05","date_gmt":"2018-11-16T21:07:05","guid":{"rendered":"http:\/\/ciendigital.com.br\/?p=5658037"},"modified":"2018-11-28T17:58:27","modified_gmt":"2018-11-28T19:58:27","slug":"historia-do-cien-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/2018\/11\/16\/historia-do-cien-brasil\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do Cien Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5658037?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5658037?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><figure id=\"attachment_5658856\" aria-describedby=\"caption-attachment-5658856\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5658856 size-medium\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/013-300x141.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"141\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/013-300x141.jpg 300w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/013-768x360.jpg 768w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/013.jpg 1024w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/013-274x128.jpg 274w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5658856\" class=\"wp-caption-text\">\u00cdris Helena &#8211; Pr\u00eamio PIPA<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><em>Contexto:<\/em><\/strong><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cO CIEN e a sua pol\u00edtica: a aposta da conversa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma aposta sobre o corte?\u201d <\/em>\u00e9 um texto produto de trabalho realizado em cartel escrito em 2013. Ao comentar o que traz Lacan, no <em>Ato de Funda\u00e7\u00e3o<\/em>, que <em>\u201cpara a execu\u00e7\u00e3o do trabalho adotaremos o princ\u00edpio de uma elabora\u00e7\u00e3o sustentada num pequeno grupo\u201d, <\/em>Miller destaca que o cartel \u00e9 o meio para executar esse trabalho, e n\u00e3o o fim em si mesmo. E foi, ent\u00e3o, esse meio que elegemos para iniciar o nosso trabalho, \u201cinvestigativo\u201d, movidos pelo desejo de saber o que era o CIEN \u2013 uma sigla de quatro letras, e \u201cdecifr\u00e1-las\u201d apenas n\u00e3o era suficiente para iniciar o que avist\u00e1vamos no horizonte. Era preciso o trabalho de elabora\u00e7\u00e3o, partindo do que se apresentava como quest\u00e3o para cada cartelizante, cujo resultado seria o produto de cada um.<\/p>\n<p>Assim nascia o Cien na Bahia. Mas tudo come\u00e7ou num instante de ver. Foi em Salvador, na III Manh\u00e3 de Trabalhos do Cien Brasil, cujo tema \u201cFurando Etiquetas\u201d, ao trazer reflex\u00f5es sobre as quest\u00f5es e impasses que tamb\u00e9m vivenci\u00e1vamos em uma Institui\u00e7\u00e3o de Sa\u00fade Mental, nos instigou bastante.<\/p>\n<p>O nosso trabalho foi se construindo aos poucos. Fizemos o primeiro movimento com um Cine-Cien, em 2013, a partir do document\u00e1rio <em>Inf\u00e2ncia sob controle<\/em>, e convidamos para o debate a colega Ana Martha Maia, enquanto membro da Comiss\u00e3o de Coordena\u00e7\u00e3o e Orienta\u00e7\u00e3o do Cien Brasil.<\/p>\n<p>O entusiasmo foi tomando conta de um grupo, e o cartel foi a maneira que encontramos para come\u00e7ar a trilhar o nosso percurso. Do cartel, n\u00e3o sem o seu produto, o de cada um, partimos para o primeiro Laborat\u00f3rio. Nesse momento fervilhante do Cien na Bahia chegamos a ter dois cart\u00e9is constitu\u00eddos e, em seguida, dois Laborat\u00f3rios.<\/p>\n<p><em>\u201cA Causa Freudiana n\u00e3o \u00e9 Escola, e sim campo \u2013 onde cada um ter\u00e1 liberdade para demonstrar o que faz com o saber que a experi\u00eancia deposita.\u201d<\/em> Esta frase de Lacan que est\u00e1 no seu texto <em>D\u2019\u00c9colage<\/em> nos permite fazer uma articula\u00e7\u00e3o entre a experi\u00eancia do trabalho em cartel e a experi\u00eancia do Cien, na medida em que ambas podem vir a recolher, quer seja na forma de um \u201cproduto\u201d, ou de uma \u201cinven\u00e7\u00e3o\u201d, algo que ser\u00e1 sempre pr\u00f3prio e singular de cada um.<\/p>\n<p>\u00c9 a partir deste <em>contexto<\/em> da Hist\u00f3ria do Cien na Bahia, que os convido a ler o <em>texto<\/em>, produto de uma elabora\u00e7\u00e3o provocada por um imenso desejo de saber e fazer a experi\u00eancia do Cien acontecer!<\/p>\n<p><strong><em>O texto:<\/em><\/strong><\/p>\n<h3><strong>O CIEN e a sua pol\u00edtica: a aposta da conversa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma aposta sobre o corte?<\/strong><\/h3>\n<h6>M\u00f4nica Hage Pereira<\/h6>\n<p>O Cien (Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Crian\u00e7a) \u00e9 uma inst\u00e2ncia internacional, ligada aos Institutos do Campo Freudiano, que foi criado em 1996 por Jacques-Alain Miller e \u00e9 coordenado por Judith Miller. Lacan<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>, no Ato de Funda\u00e7\u00e3o da EFP, define tr\u00eas se\u00e7\u00f5es de sua Escola: a se\u00e7\u00e3o de Psican\u00e1lise Pura, a se\u00e7\u00e3o de Psican\u00e1lise Aplicada \u00e0 terap\u00eautica e a se\u00e7\u00e3o de Recenseamento do Campo Freudiano. O CIEN est\u00e1 inserido nesta \u00faltima, que tem como fun\u00e7\u00e3o, dentre outras, a de estabelecer uma articula\u00e7\u00e3o com as ci\u00eancias afins. Funciona na forma de laborat\u00f3rios de investiga\u00e7\u00e3o, que elegem um tema de pesquisa, causando a conversa entre seus integrantes, geralmente profissionais de diversas disciplinas: m\u00e9dicos, psic\u00f3logos, juristas, professores, etc. O laborat\u00f3rio busca abordar, de forma inter-disciplinar, as dificuldades encontradas pelas crian\u00e7as e adolescentes no la\u00e7o social.<\/p>\n<p>No cotidiano do trabalho institucional, quando o real se apresenta sob a forma de um impasse, o CIEN poder\u00e1 propor um convite \u00e0 conversa\u00e7\u00e3o visando fazer acontecer a experi\u00eancia inter-disciplinar. Temos aqui os tr\u00eas princ\u00edpios do CIEN: o impasse, a conversa\u00e7\u00e3o e a inter-disciplinaridade.<\/p>\n<p>Pensando sobre as Institui\u00e7\u00f5es, com Laurent<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>, vemos que elas \u201cs\u00e3o necess\u00e1rias a partir do ideal do dever humanit\u00e1rio. Mas, h\u00e1 que precisar que este imperativo moral, esta chamada ao universal, se imp\u00f5e quando o discurso do mestre j\u00e1 n\u00e3o pode tratar uma contradi\u00e7\u00e3o. As institui\u00e7\u00f5es recusam os nomes dos restos imposs\u00edveis de tratar. O \u201cincur\u00e1vel\u201d, caracteriza as institui\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias, o \u201cineduc\u00e1vel\u201d o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, o \u201cinciviliz\u00e1vel\u201d o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Desses \u201crestos imposs\u00edveis de tratar\u201d, quem se ocupar\u00e1?<\/p>\n<p>Esses \u201crestos\u201d fazem corte na rotina do trabalho dos profissionais, fixadas nos protocolos institucionais, deixando a experi\u00eancia aberta, em suspenso, a um tempo de compreender.<\/p>\n<p>O tra\u00e7o da pol\u00edtica do CIEN \u00e9 inserir a conversa\u00e7\u00e3o nessa abertura, nesse intervalo.<\/p>\n<p>A conversa\u00e7\u00e3o \u00e9 um dispositivo cl\u00ednico, criado nos anos de 1990 por Jacques-Alain Miller, com a finalidade de abrir o campo da investiga\u00e7\u00e3o ao di\u00e1logo da Psican\u00e1lise com outros discursos que incidem sobre a crian\u00e7a. Na conversa\u00e7\u00e3o trata-se de uma \u201cassocia\u00e7\u00e3o livre coletiva\u201d.<\/p>\n<p>Segundo MILLER<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> (2005):<\/p>\n<blockquote>[&#8230;] A associa\u00e7\u00e3o livre pode ser coletivizada na medida em que n\u00e3o somos donos dos significantes. Um significante chama outro significante, n\u00e3o sendo t\u00e3o importante quem o produz em um momento dado. Se confiamos na cadeia de significantes, v\u00e1rios participam do mesmo. Pelo menos \u00e9 a fic\u00e7\u00e3o da conversa\u00e7\u00e3o: produzir \u2014 n\u00e3o uma enuncia\u00e7\u00e3o coletiva \u2014 sen\u00e3o uma associa\u00e7\u00e3o livre coletiva, da qual esperamos um certo efeito de saber. Quando as coisas me tocam, os significantes de outros me d\u00e3o id\u00e9ias, me ajudam e, finalmente, resulta \u2014 \u00e0s vezes \u2014 algo novo, um \u00e2ngulo novo, perspectivas in\u00e9ditas. (MILLER, 2005: 15-16)<\/p><\/blockquote>\n<p>Se na conversa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se trata de produzir uma enuncia\u00e7\u00e3o coletiva, mas sim uma associa\u00e7\u00e3o livre coletiva, da qual esperamos um certo efeito, como isso se d\u00e1?<\/p>\n<p>Laurent<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> adverte que apesar da conversa\u00e7\u00e3o ser instalada pelo \u201cdom da palavra\u201d, por n\u00e3o se tratar de uma tagarelice qualquer, \u00e9 preciso saber que o corte ter\u00e1 lugar, e assim o gozo do bl\u00e1-bl\u00e1-bl\u00e1 ficar\u00e1 suspenso. Se, em 1953, Lacan prop\u00f5e o termo o \u201cdom da palavra\u201d, em 1973 ele insistir\u00e1 no fato de que n\u00e3o h\u00e1 necessidade de dar a palavra, porque o ser falante produz um falat\u00f3rio assim como a aranha tece seu fio e goza dele. Do \u201cdom da palavra\u201d \u00e0 \u201cpalavra como parasita infernal\u201d, \u00e9 preciso estar advertido de que h\u00e1 lugares onde a palavra pode ser \u00fatil e eficaz, mas n\u00e3o se trata de uma \u201cconversa\u00e7\u00e3o amistosa\u201d em que n\u00e3o h\u00e1 nada a temer.<\/p>\n<p>Percebemos, assim, que a \u201caposta na conversa\u00e7\u00e3o\u201d implica que algo ficar\u00e1 suspenso. Afinal, \u00e9 uma \u201caposta\u201d. \u201cAposta\u201d \u00e9 um termo n\u00e3o muito pr\u00f3prio da psicoterapia, j\u00e1 que nesta \u201ca aposta j\u00e1 est\u00e1 ganha de entrada\u201d, afirma Laurent<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>. A psicoterapia sustenta-se na ideia de que falar sempre faz bem, alivia. Para a Psican\u00e1lise, \u201ca primeira aposta \u00e9 saber que ao falar algu\u00e9m deixar\u00e1 de aliviar-se\u201d.<\/p>\n<p>Na conversa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se trata de se deixar levar, mas de intervir para que o dizer possa desfazer o que foi feito pela palavra. Interferir para que cada um possa se escutar, mas respeitando o imposs\u00edvel de dizer de alguns.<\/p>\n<p>Em \u201cFun\u00e7\u00e3o e Campo da Fala e da Linguagem\u201d, Lacan<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> afirma que \u201ca arte do analista deve consistir em suspender as certezas do sujeito&#8230;e \u00e9 no discurso que deve escandir-se a resolu\u00e7\u00e3o delas\u201d. Diz, ainda, que \u201cuma escans\u00e3o tem todo o valor de uma interven\u00e7\u00e3o&#8230;e isso indica libertar esse termo de seu contexto rotineiro&#8230;\u201d Concebe, assim, o ato anal\u00edtico como algo que \u201cd\u00e1 a fala do sujeito sua pontua\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica\u201d.<\/p>\n<p>Avan\u00e7ando na obra de Lacan, percebemos que o ato anal\u00edtico, na forma de corte, vem liberar o significante do significado. Onde est\u00e1 S1 que se dirige ao S2, instala-se a fun\u00e7\u00e3o do corte. Enquanto corte, o ato anal\u00edtico \u00e9 capaz de fazer emergir a causa em jogo. O equ\u00edvoco poder\u00e1 dar um outro rumo, l\u00e1 onde parecia j\u00e1 existir um sentido fixo.<\/p>\n<p>Mas, de que corte se trata na conversa\u00e7\u00e3o? E qual \u00e9 o seu objetivo?<\/p>\n<p>\u00c9 preciso estar advertido de que quando estendemos o dispositivo anal\u00edtico a grupos de palavra, o fim deve tamb\u00e9m estar definido. A associa\u00e7\u00e3o livre tamb\u00e9m dever\u00e1 ter um limite. N\u00e3o se trata de propor uma roda livre, onde a palavra circular\u00e1 livremente. Sabemos que existem identifica\u00e7\u00f5es que lastram o sujeito e o objetivo das conversa\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 o de produzir a\u00ed um desajuste. Mas, sim, apostar que podem livrar-se do gozo que os aprisionam. A fun\u00e7\u00e3o do corte na conversa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 a de possibilitar um movimento nas respostas do sujeito. Isso \u00e9 diferente de transformar, por exemplo, um delinquente em pastor. H\u00e1 que se \u201creintroduzir a causalidade ps\u00edquica em todos os lugares onde ela \u00e9 eliminada\u201d, diz Laurent<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>As conversa\u00e7\u00f5es inter-disciplinares do CIEN permitem, segundo Judith Miller<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>, \u201cabrir espa\u00e7os onde a subjetividade de cada um possa encontrar um lugar.\u201d E elas se instalam quando j\u00e1 n\u00e3o se encontram inven\u00e7\u00f5es poss\u00edveis frente ao real. Apostar que um saber in\u00e9dito possa surgir ali, em meio \u00e0 opacidade da linguagem, \u00e9 a aposta do CIEN.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> LACAN, Jacques. Ato de Funda\u00e7\u00e3o. <em>Outros Escritos<\/em>.\u00a0 Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> LAURENT, \u00c9RIC.\u00a0 Segregaci\u00f3n y diferenciaci\u00f3n. Revista del Instituto del Campo Freudiano, 6.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> MILLER, Jacques Alain. [et al]. <em>La pareja e el amor: conversaciones clinicas com Jacques Alain-Miller em Barcelona.<\/em> Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2005.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Laurent, E. Retomar la definici\u00f3n del proyecto del Cien y examinar su situaci\u00f3n actual. Presentado en el II Col\u00f3quio del CIEN, \u201cEl don de la palabra\u201d. Publicado em portugu\u00eas In: BROWN, N; MAC\u00caDO, L; LYRA, R. <em>Trauma, Solid\u00e3o e La\u00e7o na Inf\u00e2ncia e na Adolesc\u00eancia: experi\u00eancias do CIEN no Brasil.<\/em> BH: EBP Ed., 2017.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Idem. Ibidem.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> LACAN, Jacques. &#8220;Fun\u00e7\u00e3o e Campo da fala e da linguagem&#8221;. In <em>Escritos<\/em>. Rio de janeiro: Jorge Zahar, 1998.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> LAURENT, \u00c9ric. <em>op.cit. <\/em>.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> MILLER, Judith. &#8220;Os corpos falam, como responder?&#8221;\u00a0 V Jornada Internacional do CIEN. Rio de Janeiro. 2011.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contexto:\u00a0 \u201cO CIEN e a sua pol\u00edtica: a aposta da conversa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma aposta sobre o corte?\u201d \u00e9 um texto produto de trabalho realizado em cartel escrito em 2013. 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