{"id":5658062,"date":"2018-11-16T20:33:54","date_gmt":"2018-11-16T22:33:54","guid":{"rendered":"http:\/\/ciendigital.com.br\/?p=5658062"},"modified":"2018-11-28T17:58:26","modified_gmt":"2018-11-28T19:58:26","slug":"o-encontro-com-a-crianca-na-instituicao-invencao-e-solidao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/2018\/11\/16\/o-encontro-com-a-crianca-na-instituicao-invencao-e-solidao\/","title":{"rendered":"O encontro com a crian\u00e7a na institui\u00e7\u00e3o: inven\u00e7\u00e3o e solid\u00e3o."},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5658062?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5658062?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><figure id=\"attachment_5658805\" aria-describedby=\"caption-attachment-5658805\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5658805\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/008.png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/008.png 400w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/008-200x300.png 200w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/008-274x411.png 274w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5658805\" class=\"wp-caption-text\">Camille Kachani<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Cl\u00e1udia Regina Santa Silva<\/h6>\n<h6>Laborat\u00f3rio: O saber da crian\u00e7a \u2013 Campinas\/SP<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O laborat\u00f3rio <em>O saber da crian\u00e7a<\/em> vem tra\u00e7ando sua caminhada na localiza\u00e7\u00e3o de impasses dos profissionais que, trabalhando em algumas institui\u00e7\u00f5es, ficam divididos entre o que \u00e9 apresentado a partir de uma normatiza\u00e7\u00e3o e o que \u00e9 dar voz ao singular. S\u00e3o institui\u00e7\u00f5es como escolas, unidades de sa\u00fade mental infanto-juvenil, estabelecimento de acolhimento de crian\u00e7as e adolescentes, aos quais o laborat\u00f3rio tem acesso.<\/p>\n<p>No percurso de nosso laborat\u00f3rio, durante os \u00faltimos anos, temos percorrido temas diversos, sobre os quais apareceram quest\u00f5es importantes. Hoje problematizaremos o tema aqui proposto, da norma e o singular: qual o efeito de se dar voz \u00e0s crian\u00e7as, sobretudo para os adultos que est\u00e3o ao lado delas? Seria poss\u00edvel arriscar a hip\u00f3tese de que \u00e0s vezes se misturam com o que escutam, principalmente diante dos relatos das crian\u00e7as, carregados de sofrimento? Escutar uma crian\u00e7a, seja na institui\u00e7\u00e3o de acolhimento ou na escola gera consequ\u00eancias, o que se dir\u00e1 de se considerar, para al\u00e9m da escuta, o desejo do profissional de que o singular desta crian\u00e7a tenha um lugar? Uma aposta de que cada crian\u00e7a n\u00e3o se perca no anonimato das regras generalizadoras? A quest\u00e3o n\u00e3o gira em torno da exist\u00eancia ou n\u00e3o das regras e normas, que l\u00e1 estar\u00e3o com um papel a ser cumprido, mas, sim, de como a institui\u00e7\u00e3o vai ou n\u00e3o atend\u00ea-las.<\/p>\n<p>De um lado, localizamos profissionais que respondem seguindo \u00e0 risca a disciplina que det\u00e9m um saber sobre o trabalho com a crian\u00e7a (Leis de diretrizes e bases da educa\u00e7\u00e3o, conte\u00fados pedag\u00f3gicos e cronogramas, orienta\u00e7\u00f5es da assist\u00eancia social, Sistema \u00danico da Assist\u00eancia Social-SUAS, e as pr\u00f3prias normas internas que cada institui\u00e7\u00e3o vai tra\u00e7ando). De outro lado, profissionais que arriscam ir al\u00e9m daquilo que \u201creza a cartilha\u201d.<\/p>\n<p>Momento importante para o laborat\u00f3rio <em>O saber da crian\u00e7a<\/em>, foi trazer para as Conversa\u00e7\u00f5es a distin\u00e7\u00e3o entre universal e singular, diferenciando que o universal seria o que marca o \u201cpara todos\u201d, o que est\u00e1 do lado da norma, da regra. O singular seria o saber ou a inven\u00e7\u00e3o de cada crian\u00e7a frente a esse Outro social.<\/p>\n<p>Em recentes conversa\u00e7\u00f5es abertas para a cidade (\u201cA institui\u00e7\u00e3o de acolhimento \u00e9 fam\u00edlia ou n\u00e3o \u00e9?\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>, \u201cDa universaliza\u00e7\u00e3o ao singular: o que nos orienta no encontro com a crian\u00e7a?\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>, \u201cA agita\u00e7\u00e3o nos corpos dos adolescentes\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>, realizada em Ribeir\u00e3o Preto em conjunto com o laborat\u00f3rio Afinarte.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>), temos interrogado como se d\u00e1, nas institui\u00e7\u00f5es, o manejo do universal\/singular, do \u201cpara todos\u201d e do \u201cum a um\u201d, tanto para o adulto como para a crian\u00e7a. Interrogamos, ainda, os efeitos das interven\u00e7\u00f5es do laborat\u00f3rio nas institui\u00e7\u00f5es e na cidade.<\/p>\n<p>Um tanto de universal \u00e9 necess\u00e1rio. No CIEN, n\u00e3o podemos deixar de escutar o saber das disciplinas que comp\u00f5em um laborat\u00f3rio. H\u00e1 saber constitu\u00eddo na psiquiatria, na pedagogia. Quem chega ao CIEN, chega com uma pergunta, um \u201cn\u00e3o sei bem o qu\u00ea\u201d, mas sei que incomoda e me traz um mal-estar. Esse mal-estar, muitas vezes localizado como queixas que causam desconforto e at\u00e9 sofrimento, induz o \u201cn\u00e3o saber\u201d, motor de uma constru\u00e7\u00e3o poss\u00edvel de solu\u00e7\u00e3o para aquele sujeito.<\/p>\n<p>O convite a falar, conversar sobre o mal-estar implica que o profissional muitas vezes se reposicione frente \u00e0 disciplina que o marca. Mas n\u00e3o significa que esta marca da disciplina o deixe. Entendemos que uma professora entra professora em um laborat\u00f3rio e sai dele como professora\u2026 Contudo, apesar de inserida no universal da disciplina, seus tra\u00e7os de inven\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria podem ser localizados nas Conversa\u00e7\u00f5es, que acolhem lampejos do singular existentes em sua pr\u00e1tica com crian\u00e7as. Isto requer que este profissional subjetive o que realmente o orienta nesta empreitada. Os momentos quando \u00e9 poss\u00edvel escapar do discurso do mestre, permitem que o que \u00e9 mais pr\u00f3prio de si e tamb\u00e9m do encontro com aquilo que \u00e9 pr\u00f3prio daquela crian\u00e7a advenha, dando a chance a um novo saber. O sujeito, mesmo na norma, no universal, pode se abrir \u00e0s quest\u00f5es, ao diferente. Muitas vezes o que angustia \u00e9 olhar para aquilo que rompe um sistema, diria at\u00e9 um sistema fechado, que vem muitas vezes hierarquizado por inst\u00e2ncias que est\u00e3o longe de seu alcance (leis de diretrizes e bases, LOAS -Lei org\u00e2nica da Assist\u00eancia Social) e at\u00e9 mesmo a organiza\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o enquanto modelo que se reproduz a partir de um saber disciplinar.<\/p>\n<p>Os impasses que surgem da\u00ed, trazem sujeitos interessados nesta abertura, naquilo que dentro de uma universaliza\u00e7\u00e3o pode gerar uma inven\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria naquilo que orienta o encontro com a crian\u00e7a. Um novo impasse caracteriza-se ent\u00e3o: como, diante da possibilidade de escutar o que a crian\u00e7a tem a dizer, e que muitas vezes o que ela diz pode levar ao para al\u00e9m da norma, podem os profissionais transmitir essa inven\u00e7\u00e3o para uma institui\u00e7\u00e3o onde a maioria dos profissionais apresentam-se normativamente herm\u00e9ticos.<\/p>\n<p>Nesse percurso, chegamos ao ponto que tem orientado as conversa\u00e7\u00f5es no laborat\u00f3rio: Como manejar a solid\u00e3o que vem aparecendo nos relatos de alguns participantes do laborat\u00f3rio, que tendo se interessado pelo tra\u00e7o singular da crian\u00e7a se deparam com institui\u00e7\u00f5es que t\u00eam dificuldade de escutar, e que n\u00e3o querem saber daquilo que \u00e9 de cada um.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Participantes do laborat\u00f3rio: Ana Tridico (professora) Lilian Matsumoto (enfermeira) Cl\u00e1udia Santa (respons\u00e1vel pelo laborat\u00f3rio) Emelice Bagnola (enfermeira-psicanalista) Nataly Pimentel (psiquiatra) Mariza Silva (professora) Camila Morelli (psic\u00f3loga) Sibele Campos (psic\u00f3loga) Cristina Campos (professora) Eleida Campos de Faria (psic\u00f3loga) Daniel Salvador (psic\u00f3logo) Bianca Bedin (psic\u00f3loga).<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Conversa\u00e7\u00e3o em 2016 com a presen\u00e7a do psicanalista Marcus Andr\u00e9 Vieira do Rio de Janeiro.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Realizada em 2017 com a presen\u00e7a das psicanalistas Cl\u00e1udia Reis e Glaucineia Gomes.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Realizada em 2018 com a presen\u00e7a das psicanalistas Cl\u00e1udia Reis e Cl\u00e1udia Regina Santa Silva.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Laborat\u00f3rio do CIEN, realizado na cidade de Ribeir\u00e3o Preto. Respons\u00e1veis: Cl\u00e1udia Reis e Silvia Sato.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cl\u00e1udia Regina Santa Silva Laborat\u00f3rio: O saber da crian\u00e7a \u2013 Campinas\/SP[1] &nbsp; O laborat\u00f3rio O saber da crian\u00e7a vem tra\u00e7ando sua caminhada na localiza\u00e7\u00e3o de impasses dos profissionais que, trabalhando em algumas institui\u00e7\u00f5es, ficam divididos entre o que \u00e9 apresentado a partir de uma normatiza\u00e7\u00e3o e o que \u00e9 dar voz ao singular. 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