{"id":5658064,"date":"2018-11-16T20:35:19","date_gmt":"2018-11-16T22:35:19","guid":{"rendered":"http:\/\/ciendigital.com.br\/?p=5658064"},"modified":"2018-11-28T17:58:26","modified_gmt":"2018-11-28T19:58:26","slug":"eles-nao-deviam-estar-ali","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/2018\/11\/16\/eles-nao-deviam-estar-ali\/","title":{"rendered":"\u201cEles n\u00e3o deviam estar ali&#8221;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5658064?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5658064?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><figure id=\"attachment_5658804\" aria-describedby=\"caption-attachment-5658804\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5658804\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/007-300x198.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/007-300x198.png 300w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/007-274x181.png 274w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/007-600x396.png 600w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/007.png 625w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5658804\" class=\"wp-caption-text\">Iris Helena<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Laborat\u00f3rio Inf\u00e2ncia Errante (CIEN-Rio)<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No tempo da inexist\u00eancia do Outro, quando o decl\u00ednio do patriarcado promove uma verdadeira queda dos ideais, a aus\u00eancia de refer\u00eancias deixa o adolescente mais propenso \u00e0s condutas de risco. \u00c9 o tempo dos desenganados e da err\u00e2ncia, segundo Miller (1996-1997), quest\u00e3o j\u00e1 enunciada por Lacan (1938) desde seu texto sobre os complexos familiares.<\/p>\n<p>Entre os temas de pesquisa do laborat\u00f3rio, a err\u00e2ncia tem sido uma constante e deixa sua marca na nomea\u00e7\u00e3o: \u201cInf\u00e2ncia Errante\u201d, principalmente a respeito da adolesc\u00eancia, essa \u201cpassagem l\u00f3gica na escolha de uma posi\u00e7\u00e3o na partilha entre os sexos, uma delicada transi\u00e7\u00e3o em que o encontro com o real do sexo, comumente suscita ang\u00fastia e solid\u00e3o\u201d (Maia, 2012).<\/p>\n<p>Este \u00e9 tamb\u00e9m o tempo em que a demanda de saber do sujeito adolescente &#8211; que era at\u00e9 ent\u00e3o dirigida ao Outro, ao adulto que supostamente o detinha &#8211; passa a ser \u201cformulada \u00e0 m\u00e1quina\u201d:<\/p>\n<p>\u201cA f\u00f3rmula que empreguei, o saber esta\u0301 no bolso, faz pensar no que Lacan diz do psic\u00f3tico, que tem seu objeto <em>a<\/em> \u201cno bolso\u201d, e precisamente ele n\u00e3o necessita passar por uma estrat\u00e9gia com o desejo do Outro. Ha\u0301, hoje, uma autoero\u0301tica do saber que e\u0301 diferente da er\u00f3tica do saber que prevalecia antigamente, porque ela passava pela rela\u00e7\u00e3o ao Outro\u201d (Miller, 2015).<\/p>\n<p>O saber n\u00e3o est\u00e1 mais depositado no adulto, no professor cuja fun\u00e7\u00e3o era de mediador entre o sujeito e o saber. As informa\u00e7\u00f5es, os amigos, podem ser obtidos na rede virtual, tudo est\u00e1 no Google!<\/p>\n<p>Somado ao abandono das identifica\u00e7\u00f5es parentais e \u00e0 presentifica\u00e7\u00e3o do gozo indiz\u00edvel que traz para o adolescente uma sensa\u00e7\u00e3o de estranheza com o pr\u00f3prio corpo, est\u00e1 o saber no bolso. E se o sujeito n\u00e3o precisa mais passar pelo desejo do Outro, essa autoer\u00f3tica do saber j\u00e1 traz um impasse desde o ponto de partida no trabalho das escolas hoje.<\/p>\n<p>No sistema escolar, a evas\u00e3o tem ocorrido ao longo do tempo por diversos motivos que incluem desde as dificuldades do aluno e sua fam\u00edlia, at\u00e9 os impasses diante dos quais se encontram os profissionais que lidam com o sujeito em sua rela\u00e7\u00e3o com o saber. Um ponto crucial \u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o dos alunos por turma, o que segue a norma do ano que ser\u00e1 cursado e a idade em que se encontram. No entanto, o que se constata \u00e9 que n\u00e3o raras s\u00e3o \u00e0s vezes em que a repeti\u00e7\u00e3o de ano imp\u00f5e uma \u201cinclus\u00e3o\u201d escolar que funciona mesmo como exclus\u00e3o e leva \u00e0 evas\u00e3o. Tudo depende do manejo e de que modo s\u00e3o solucionados os problemas, em cada caso.<\/p>\n<p>A partir da proposta do CIEN da oferta da palavra, e tendo em vista \u201cO que falar quer dizer\u201d, uma vinheta sobre esse tema ilustra um limite encontrado numa experi\u00eancia em uma escola.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de tr\u00eas adolescentes com quinze anos em uma turma de terceiro ano do ensino fundamental, em que a maioria tinha nove anos, trouxe um impasse para os profissionais de uma escola e assim foi dado in\u00edcio a um trabalho multidisciplinar com uma equipe constitu\u00edda tamb\u00e9m de psic\u00f3logas e assistentes sociais. A transmiss\u00e3o de conhecimentos para alunos com idades t\u00e3o diferentes e a possibilidade de conviv\u00eancia com a diferen\u00e7a foram um problema para a escola, j\u00e1 que o sistema educacional permitia a matr\u00edcula destes alunos.<\/p>\n<p>O hist\u00f3rico escolar destes adolescentes era marcado por abandonos sucessivos. Dificuldades de aprendizagem, de sa\u00fade, de falta de sentido para investirem nos estudos eram fatores presentes. Suas presen\u00e7as causavam inc\u00f4modo em alunos e profissionais da escola, embora alguns estivessem dispostos a acolh\u00ea-los, por perceberem a delicada situa\u00e7\u00e3o em que todos se encontravam.<\/p>\n<p>Diante da impossibilidade de estarem em outro lugar, a proposta era construir algo que interrompesse o ciclo de abandono escolar desses adolescentes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s escolas pelas quais passavam.<\/p>\n<p>A equipe multidisciplinar realizou grupos semanais com os tr\u00eas adolescentes com o objetivo de escut\u00e1-los em suas diferen\u00e7as e programou um trabalho coletivo com toda a turma no qual fortaleceu o projeto de reciclagem, visando alguma mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o. Revitalizar a horta e o esporte foram atividades sugeridas pela turma. V\u00e1rios atravessamentos marcaram a viabiliza\u00e7\u00e3o deste trabalho. Todavia, apesar das dificuldades, discuss\u00f5es e estrat\u00e9gias tamb\u00e9m foram constru\u00eddas de forma a levar a proposta acordada adiante.<\/p>\n<p>Apesar dos poucos encontros com os adolescentes, alguns efeitos se apresentaram. Um deles foi o ci\u00fames da turma. O coment\u00e1rio foi que os adolescentes haviam &#8220;crescido&#8221; e que estavam &#8220;se achando&#8221;. Em uma conversa\u00e7\u00e3o do laborat\u00f3rio, uma quest\u00e3o foi colocada: se trata de um efeito negativo ou uma forma de estes adolescentes aparecerem como sujeitos, j\u00e1 que foram para isso convocados?<\/p>\n<p>O corpo docente tamb\u00e9m colocou impossibilidades para que os projetos coletivos fossem realizados, o que trouxe a necessidade de um novo planejamento do trabalho em que foram inclu\u00eddas rodas de conversa com toda a turma. No entanto, dois acontecimentos ocorreram no espa\u00e7o da escola e determinaram outra dire\u00e7\u00e3o do trabalho, atravessando os planos acordados.<\/p>\n<p>Primeiro, um dos tr\u00eas adolescentes teve uma \u201ccrise\u201d que deixou todos assustados e temerosos de que ele viesse a t\u00ea-la de novo. A equipe de sa\u00fade da Cl\u00ednica da Fam\u00edlia do territ\u00f3rio foi contactada e acompanhou o caso.<\/p>\n<p>E, segundo, logo em seguida ao primeiro, o mesmo adolescente entrou em conflito com outro adolescente da turma. Houve uma briga durante uma aula com agress\u00f5es f\u00edsicas e verbais, o que preocupou alguns respons\u00e1veis e determinou a decis\u00e3o da escola de transferir os dois alunos. A resposta da escola foi \u201caqui n\u00e3o h\u00e1 lugar para voc\u00eas\u201d.<\/p>\n<p>Apenas um dos tr\u00eas adolescentes permaneceu estudando. Os demais, apesar de transferidos para outras escolas, n\u00e3o deram continuidade aos estudos.<\/p>\n<p>No trabalho com os adolescentes, a equipe multidisciplinar acompanhava a situa\u00e7\u00e3o geral e tentava marcar que tamb\u00e9m entre eles havia diferen\u00e7as. Nesse processo identificou que um deles n\u00e3o estava gostando da escola e pedia para ser transferido. Tamb\u00e9m percebeu que o outro adolescente envolvido na briga parecia ter constru\u00eddo um la\u00e7o com a escola, principalmente com a professora da turma. Ele a defendia e reclamava da indisciplina dos demais alunos durante as aulas.<\/p>\n<p>As quest\u00f5es levantadas no trabalho desta equipe que se referiam a manter um dos adolescentes na escola, j\u00e1 que ele vinha frequentando o espa\u00e7o com regularidade e constru\u00eddo um la\u00e7o importante com os demais professores, n\u00e3o foram levadas em considera\u00e7\u00e3o na decis\u00e3o da transfer\u00eancia dos alunos. Mesmo assim, foi dada continuidade ao projeto elaborado para esta institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em torno desta vinheta pr\u00e1tica foram realizadas conversa\u00e7\u00f5es com os participantes do laborat\u00f3rio Inf\u00e2ncia Errante e uma conversa\u00e7\u00e3o no encontro de junho\/2018 dos laborat\u00f3rios do CIEN-Rio.<\/p>\n<p>Do impasse inicial \u00e0 transfer\u00eancia de dois dos tr\u00eas adolescentes para outras escolas, ficou para a equipe a pergunta sobre o manejo com os profissionais desta escola e com os alunos, assim como os efeitos do trabalho realizado.<\/p>\n<p>O que fazer quando estamos diante de adolescentes numa turma de crian\u00e7as? &#8211; este \u00e9 um grande desafio para todos da rede de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Conversar individualmente com os alunos \u00e9 estigmatizar e &#8220;medicalizar&#8221;, no sentido de coloc\u00e1-los sob o olhar da psicopatologia como sujeitos que apresentam \u201cproblemas\u201d para permanecer na escola?<\/p>\n<p>O que a institui\u00e7\u00e3o e os profissionais, inclusive a pr\u00f3pria equipe multidisciplinar, podem fazer diante de impasses que resultam da pol\u00edtica da \u201ceduca\u00e7\u00e3o para todos\u201d <em>versus<\/em> a singularidade de sujeitos para os quais \u00e9 insuport\u00e1vel estar no espa\u00e7o escolar?<\/p>\n<p>Existe alguma forma de a escola acolher a todos os alunos em suas diferen\u00e7as, e possibilitar que prossigam e concluam a forma\u00e7\u00e3o escolar?<\/p>\n<p>Uma quest\u00e3o fundamental surgiu nas conversa\u00e7\u00f5es do laborat\u00f3rio: educar est\u00e1 entre os \u201cimposs\u00edveis\u201d apontados por Freud (1930), em sua leitura sobre o mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A equipe se deu conta de que este imposs\u00edvel j\u00e1 estava posto desde o in\u00edcio e que nada havia a fazer no sentido de o solucionar, de o tornar poss\u00edvel. Restava somente contorn\u00e1-lo.<\/p>\n<p>\u201cEles n\u00e3o deveriam estar ali\u201d foi a conclus\u00e3o a que o laborat\u00f3rio chegou, ao final dessas conversa\u00e7\u00f5es. E foi este o t\u00edtulo dado ao cartaz elaborado a pedido do CIEN-Rio para a divulga\u00e7\u00e3o da conversa\u00e7\u00e3o em que esta experi\u00eancia p\u00f4de ser compartilhada com os participantes dos outros laborat\u00f3rios.<\/p>\n<p>\u201c[&#8230;] Por que foram transferidos? N\u00e3o deveriam estar ali? E onde, ent\u00e3o, deveriam estar?\u201d &#8211; pergunta o laborat\u00f3rio, no cartaz de divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o da impossibilidade de educar apareceu tamb\u00e9m nesta conversa\u00e7\u00e3o com os outros laborat\u00f3rios. E a indaga\u00e7\u00e3o sobre onde os tr\u00eas adolescentes deveriam estar foi lida como \u201cser\u00e1 que eles queriam estar ali?\u201d Os dois epis\u00f3dios &#8211; a \u201ccrise\u201d de um deles e a briga entre dois &#8211; n\u00e3o seriam uma forma de expressarem que j\u00e1 n\u00e3o queriam estar na escola?<\/p>\n<p>Lacan (1963-64) ressalta a import\u00e2ncia do Outro como um lugar em que o sujeito se constitui como ideal, um lugar em que ele se v\u00ea e fala. Em suas palavras: esse \u201cponto de onde o sujeito se v\u00ea am\u00e1vel\u201d (LACAN, 1973, p. 255). Ponto fundamental para o adolescente se referenciar, onde ele pode \u201cse ver digno de ser amado, e mesmo am\u00e1vel por um Outro que saiba dizer sim ao novo, ao real da libido que nele surge\u201d (LACAD\u00c9E, 2011, p.46).<\/p>\n<p>Em outras \u00e9pocas, comenta Lacad\u00e9e, o adolescente sonhava com o amor e com o ideal (2017). Hoje ele sonha com o \u00faltimo objeto <em>gadget<\/em>, objeto descart\u00e1vel que fixa o desejo em uma demanda insaci\u00e1vel. A cada ano, surge um novo modelo no mercado e \u201co adolescente pode experimentar a si mesmo como esse objeto descart\u00e1vel, em fun\u00e7\u00e3o de como \u00e9 visto, como um objeto sem destino. \u00c9 sobre estas bordas que a viol\u00eancia pode se desencadear\u201d (p.125). A viol\u00eancia de n\u00e3o ser escutado no desejo de mudar de escola, por exemplo, porque o adolescente pede que o Outro, mesmo que inconsistente, autentique sua palavra em sua busca do que Lacad\u00e9e, inspirado em Rimbaud, diz: na adolesc\u00eancia o sujeito busca uma f\u00f3rmula e um lugar.<\/p>\n<p>Na proposta de se estenderem para o CIEN os dispositivos da palavra fora da sess\u00e3o anal\u00edtica, Laurent (2002)<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> sustenta que \u201co <em>dom da palavra<\/em> \u00e9 um dom ali onde isso n\u00e3o fala\u201d e que \u00e9 necess\u00e1rio que a causalidade ps\u00edquica seja reintroduzida em todos os lugares onde a palavra \u00e9 eliminada.<\/p>\n<p>O laborat\u00f3rio segue na aposta da palavra e das inven\u00e7\u00f5es singulares de cada um, tanto as dos adolescentes, quanto as dos profissionais que, por estarem com eles nas institui\u00e7\u00f5es, precisam tamb\u00e9m inventar solu\u00e7\u00f5es para os impasses que surgem para todos.<\/p>\n<hr \/>\n<h6>Bibliografia:<\/h6>\n<h6>FREUD, Sigmund. . &#8220;O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o&#8221;. <em>Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud<\/em>, vol. 21. Rio de Janeiro: Imago, 1996.<\/h6>\n<h6>LACAD\u00c9E, Philippe. <em>O despertar e o ex\u00edlio \u2013 ensinamentos psicanal\u00edticos da mais delicada das transi\u00e7\u00f5es, a adolesc\u00eancia<\/em>. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2011<\/h6>\n<h6>___________________. <em>Los sufrimientos modernos del adolescente<\/em>. San Mart\u00edn: UNSAM EDITA, 2017<\/h6>\n<h6>LACAN, Jacques. . &#8220;Os complexos familiares na forma\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo&#8221; In<em>: Outros escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003<\/h6>\n<h6>___________________. . <em>O semin\u00e1rio, livro 11: os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1973<\/h6>\n<h6>LAURENT, \u00c9ric. &#8220;El don de la palabra. Retomar la definici\u00f3n del proyecto del CIEN y examinar su situaci\u00f3n actual&#8221;. II Col\u00f3quio do CIEN. <em>El Ni\u00f1o \u2013 Revista del Instituto del Campo Freudiano<\/em>, Barcelona, n. 10, 2002.<\/h6>\n<h6>MAIA, Ana Martha. &#8220;Entre fugas e err\u00e2ncias, um lugar para si&#8221;<em>. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online<\/em>. Escola Brasileira de Psican\u00e1lise. N\u00ba8, 2012.<\/h6>\n<h6>MILLER, Jacques-Alain; LAURENT, \u00c9ric. . <em>El Otro que no existe e sus comit\u00e9s de \u00e9tica<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2005<\/h6>\n<h6>MILLER, Jacques-Alain.. &#8220;Em dire\u00e7\u00e3o a\u0300 adolesc\u00eancia&#8221;<strong>. <\/strong>In <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, n 72. Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise. S\u00e3o Paulo, Edi\u00e7\u00f5es Eolia, mar\u00e7o de 2016.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Participantes do laborat\u00f3rio: Ana Lucia East, Ana Martha Maia (respons\u00e1vel), Jos\u00e9 Alberto Ferreira (respons\u00e1vel), Keronlay Machado (respons\u00e1vel), Luciana Monnerat, Marcia Mendes e Natalia Muniz.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Publicado em portugu\u00eas: Laurent, E. Retomar a defini\u00e7\u00e3o do projeto do CIEN e examinar sua situa\u00e7\u00e3o atual. In: Brown, N; Macedo, L; Lyra, R. Trauma, Solid\u00e3o e La\u00e7o na Inf\u00e2ncia e na Adolesc\u00eancia: experi\u00eancias do CIEN no Brasil. BH: EBP Ed., 2017.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Laborat\u00f3rio Inf\u00e2ncia Errante (CIEN-Rio)[1] &nbsp; No tempo da inexist\u00eancia do Outro, quando o decl\u00ednio do patriarcado promove uma verdadeira queda dos ideais, a aus\u00eancia de refer\u00eancias deixa o adolescente mais propenso \u00e0s condutas de risco. \u00c9 o tempo dos desenganados e da err\u00e2ncia, segundo Miller (1996-1997), quest\u00e3o j\u00e1 enunciada por Lacan (1938) desde seu texto&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5658804,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[118,22],"tags":[81],"post_series":[],"class_list":["post-5658064","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cien_digital_22","category-laboratorios","tag-cien_digital_22","entry","has-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5658064","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5658064"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5658064\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5658804"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5658064"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5658064"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5658064"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=5658064"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}