{"id":5658070,"date":"2018-11-16T20:37:28","date_gmt":"2018-11-16T22:37:28","guid":{"rendered":"http:\/\/ciendigital.com.br\/?p=5658070"},"modified":"2018-11-28T17:58:26","modified_gmt":"2018-11-28T19:58:26","slug":"quando-o-diferente-toma-a-palavra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/2018\/11\/16\/quando-o-diferente-toma-a-palavra\/","title":{"rendered":"Quando o diferente toma a palavra"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5658070?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5658070?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><figure id=\"attachment_5658801\" aria-describedby=\"caption-attachment-5658801\" style=\"width: 277px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5658801\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/004-277x300.png\" alt=\"\" width=\"277\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/004-277x300.png 277w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/004-274x297.png 274w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/004-600x650.png 600w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/004.png 700w\" sizes=\"auto, (max-width: 277px) 100vw, 277px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5658801\" class=\"wp-caption-text\">Itamara Ribeiro<\/figcaption><\/figure>\n<h6>B\u00e1rbara Snizek Ferraz de Campos<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> e\u00a0Renata Silva de Paula Soares<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se a sala de aula \u00e9 palco de diferentes impasses, o Laborat\u00f3rio Ciranda de Conversa<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> se norteia pela aposta de que as crian\u00e7as e adolescentes, ao serem escutados em suas posi\u00e7\u00f5es de sujeitos, podem inventar sa\u00eddas pr\u00f3prias e originais para suas quest\u00f5es singulares. Sabemos que acolher a diferen\u00e7a \u00e9 mais do que uma proposta de inclus\u00e3o escolar, \u00e9 dar voz ao estranho no outro e em si pr\u00f3prio. Por\u00e9m, na medida em que as pr\u00e1ticas educativas visam a normatiza\u00e7\u00e3o do gozo da crian\u00e7a, correm o risco de dar suporte ao empuxo de tentar calar as vozes dissonantes, fazendo a diferen\u00e7a retornar sob a forma de amea\u00e7a. O adestramento do gozo, em nome da \u201ceduca\u00e7\u00e3o\u201d, pode levar \u00e0 segrega\u00e7\u00e3o, uma vez que toma a forma de um ideal normatizante que impede a inven\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>. Promover conversa\u00e7\u00f5es inter-disciplinares em torno de quest\u00f5es como estas \u00e9 um desafio para o CIEN, em sua aposta nas inven\u00e7\u00f5es das crian\u00e7as, sujeitos que podem encontrar suas pr\u00f3prias solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O dispositivo da conversa\u00e7\u00e3o, ao fazer circular a palavra, aposta que falar faz diferen\u00e7a, ou seja, pode criar reflex\u00e3o e espa\u00e7o para que algo novo possa ser dito. A conversa\u00e7\u00e3o \u00e9 a \u201c<em>possibilidade de favorecer a enuncia\u00e7\u00e3o que permite, para aquele que se aventura nessa aposta, na qual nada est\u00e1 garantido &#8211; n\u00e3o uma preocupa\u00e7\u00e3o terap\u00eautica, em todo caso &#8211; que um saber in\u00e9dito possa ser dito.<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Entretanto, \u00e9 de suma import\u00e2ncia ressaltar que \u201c<em>o dom da palavra \u00e9 um dom ali onde isso n\u00e3o fala<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>, ou seja, \u00e9 preciso levar a s\u00e9rio a considera\u00e7\u00e3o da causalidade ps\u00edquica. \u201c<em>Para operar um desajuste das identifica\u00e7\u00f5es que coloque em jogo o saber e faz\u00ea-lo circular, \u00e9 preciso conservar um v\u00e9u sobre o objeto a. O v\u00e9u sobre a causa em jogo define o objetivo do grupo<\/em>.\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> Colocar um limite \u00e0 associa\u00e7\u00e3o livre, finaliz\u00e1-la bruscamente \u00e9 tamb\u00e9m uma maneira de n\u00e3o aceitar os princ\u00edpios diretivos, de n\u00e3o aceitar funcionar \u201cem nome de\u201d, pelo bem-estar da institui\u00e7\u00e3o em geral, pelo discurso dominante. Ou seja, a conversa\u00e7\u00e3o n\u00e3o investe na ideia de que falar alivia, mas ao contr\u00e1rio, parte do princ\u00edpio que existe \u201c<em>gozo do bl\u00e1-bl\u00e1-bl\u00e1<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>, assim, o corte pode ter um efeito sobre o gozo, podendo colocar os sujeitos a trabalho.<\/p>\n<p>Apresentamos um recorte de uma conversa\u00e7\u00e3o realizada com uma turma de uma escola municipal de Curitiba, localizada em uma comunidade muito espec\u00edfica da cidade, uma favela atravessada pela pobreza e pelo tr\u00e1fico intenso de drogas. S\u00e3o alunos do 5\u00b0 ano, idade entre 10 a 14 anos, considerados \u201cimposs\u00edveis\u201d pela coordena\u00e7\u00e3o e professores da escola. Expostos a um cotidiano de viol\u00eancia e segrega\u00e7\u00e3o, alguns s\u00e3o refugiados, outros s\u00e3o carrinheiros ou crian\u00e7as em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social com viv\u00eancia de rua.<\/p>\n<p>No decorrer de nossos encontros n\u00e3o eram raros os relatos de tiroteios, assassinatos e embates entre policiais e traficantes, nos quais as crian\u00e7as eram espectadoras atentas, quando n\u00e3o parte dos conflitos. Entendemos a escola como um local central da constru\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia na comunidade, na medida em que acolhia as crian\u00e7as e suas fam\u00edlias na amplitude de sua viv\u00eancia, como um ponto de ancoragem na experi\u00eancia social da favela. Ou seja, a escola, no cotidiano, n\u00e3o era um abrigo idealizado onde as crian\u00e7as podiam aprender e desfrutar de suas inf\u00e2ncias, mas uma parte da totalidade de sua experi\u00eancia social. Ao pensar dessa forma, o Laborat\u00f3rio p\u00f4de acompanhar esses sujeitos a um ponto outro de elabora\u00e7\u00e3o de sua subjetividade.<\/p>\n<p>Logo em nosso primeiro contato, as professoras se mostraram apreensivas, entre outras demandas, com um aluno, o Joaquim. Ressaltaram que era \u201cdiferente, estranho\u201d, mesmo tendo rendimento escolar razo\u00e1vel. A preocupa\u00e7\u00e3o estava relacionada \u00e0 intera\u00e7\u00e3o social do menino, que se relacionava de forma impulsiva com os colegas, ora batendo, ora apanhando. Iniciamos as conversa\u00e7\u00f5es sem lan\u00e7ar um olhar diferente para Joaquim, mas atentas \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de palavras entre as crian\u00e7as. Logo que o tema do <em>bullying<\/em> surgiu, ele foi dado pela turma como exemplo de um aluno que tanto fazia, quanto sofria <em>bullying<\/em>. Se para eles, <em>bullying<\/em> era \u201c<em>bater, xingar, dar apelidos<\/em>\u201d, o fato de o terem apelidado de \u201c<em>Juca, Joca, Nariz de Pipoca<\/em>\u201d lhes parecia revelador, a prova concreta do <em>bullying<\/em>. Expuseram que seu grande inc\u00f4modo era o fato do menino imitar animais, em momentos inoportunos e fora de contexto. Por sua vez, ele tentava ser participativo interrompendo os colegas, usando seu corpo para se aproximar das participantes do laborat\u00f3rio e gritando. Perceb\u00edamos que os outros alunos falavam de Joaquim sem lhe \u201cpassarem a palavra\u201d, como se ele n\u00e3o estivesse presente na roda ou como se ele n\u00e3o tivesse entendendo muito bem o que estava se passando. Melhor dizendo, os colegas falavam dele, mas n\u00e3o falavam com ele. Era not\u00e1vel como o menino \u201crespondia\u201d batendo nos colegas ou gritando. Em um dado momento, interviemos passando a palavra para Joaquim. Pedimos que ele falasse algo e sustentamos sua fala pedindo que os colegas lhes prestassem aten\u00e7\u00e3o. Ele se dirigiu para o meio da roda, mostrando alguns animais que imitava. Foi ent\u00e3o que outro menino tomou a palavra para lan\u00e7ar uma quest\u00e3o \u00e0 turma: ser\u00e1 que Joaquim fazia <em>bullying<\/em> ou s\u00f3 se expressava de forma diferente? Disse: \u201c<em>Ele \u00e9 diferente porque imita animais. Mas \u00e9 diferente chamar algu\u00e9m de filho da puta e vai se foder de imitar animais. Qual o problema de ele imitar animais se nem est\u00e1 nos provocando?<\/em>\u201d<\/p>\n<p>Joaquim se colocava de forma estranha, revelando um modo pr\u00f3prio de rela\u00e7\u00e3o \u00e0 linguagem, com seus pares e com o mundo que o cercava. Seu comportamento parecia esquisito para os colegas e era tratado com estranhamento, sendo alvo de agressividade. Tendo em vista uma quest\u00e3o levantada por Miquel Bassols<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>, indagamos sobre o vivo dessa experi\u00eancia: \u201c<em>como se incluir, efetivamente, a partir da exce\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d? Neste ponto, ressaltamos que a turma era atravessada pela agressividade: traziam na fala o que carregavam da viv\u00eancia na comunidade, onde presenciavam cotidianamente fatos brutais mergulhados em uma sociabilidade que valorizava a viol\u00eancia. Entre as crian\u00e7as, os assuntos acabavam sendo \u201cresolvidos\u201d por meio de empurr\u00f5es e tapas. Suas palavras eram duras e as professoras se queixavam de seus comportamentos violentos. O menino Joaquim era nomeado como o agressivo, mas a trucul\u00eancia estava em todos os cantos da sala. Essa nomea\u00e7\u00e3o parecia ter uma dupla fun\u00e7\u00e3o: localizar a agressividade da turma e tamponar a diferen\u00e7a que Joaquim revelava com sua forma estranha de estar no mundo. Assim, quando as crian\u00e7as puderam lan\u00e7ar uma pergunta sobre que amea\u00e7a estava lan\u00e7ada na imita\u00e7\u00e3o dos animais, elas puderam escutar suas pr\u00f3prias palavras sobre sua viv\u00eancia violenta e a amea\u00e7a encarnada em Joaquim caiu. Quando a palavra circulou, novas possibilidades de rela\u00e7\u00e3o se descortinaram para aquelas crian\u00e7as, que inventaram uma nova maneira de se relacionar com as suas pr\u00f3prias palavras, e, consequentemente, entre si.\u00a0 Um novo saber foi inventado.<\/p>\n<p>No decorrer das conversa\u00e7\u00f5es, as crian\u00e7as passaram a tratar de sua experi\u00eancia de imers\u00e3o na viol\u00eancia da comunidade. Trouxeram a fragilidade da autoridade familiar em contrapartida com a autoridade estabelecida pelo tr\u00e1fico na comunidade. Todos demonstraram conhecer e seguir os c\u00f3digos do local, como se comportar para evitar conflitos e perigos quando os embates aconteciam. Enfim, puderam se questionar sobre seus lugares de sujeito em meio a uma estrutura social t\u00e3o organizada em torno do tr\u00e1fico. J\u00e1 em um dos nossos \u00faltimos encontros, o assunto <em>bullying<\/em> voltou \u00e0 roda, momento em que pudemos perceber uma mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Joaquim, ou melhor, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s diferen\u00e7as. Uma das crian\u00e7as disse: \u201c<em>ele \u00e9 bem louc\u00e3o, mas d\u00e1 pra trocar uma ideia<\/em>..<em>. ele tem o jeito dele. Ele \u00e9 nosso parceirinho. \u00c0s vezes a gente zoa, mas \u00e9 de boa.<\/em>\u201d Contaram que nomearam o mascote da turma, um pinguim de pel\u00facia, como \u201cPipoca\u201d, em homenagem ao Joca Pipoca. O Joaquim sentenciou: \u201c<em>eu ia preferir Joaquim Junior, mas Pipoca tamb\u00e9m ficou bom<\/em>\u201d. O relacionamento entre os colegas era bem diferente do come\u00e7o, pois as crian\u00e7as interagiam com Joaquim de forma amig\u00e1vel e o acolhiam em sua singularidade. Contaram que o menino ficava bastante nervoso em algumas situa\u00e7\u00f5es, mas que eles sabiam que gibis o acalmavam. Assim, eles diziam que j\u00e1 sabiam como agir nos momentos de crise de Joaquim, inclusive explicando \u00e0s professoras sobre a import\u00e2ncia das revistinhas para o menino. Nas conversa\u00e7\u00f5es subsequentes, Joaquim encontrou um modo pr\u00f3prio de dizer o que desejava e os colegas, uma forma de o escutarem em sua diferen\u00e7a, como por exemplo quando discutiram sobre as pluralidades das formas do amor: ele explicou para a turma que \u201c<em>existe amor de v\u00e1rios jeitos<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Em meio a um cotidiano atravessado pelos tiros e drogas, essas crian\u00e7as, at\u00e9 ent\u00e3o \u201cimposs\u00edveis\u201d, inventaram algo que parecia imposs\u00edvel: ousaram se questionar sobre a possibilidade de fazer diferente. Elas nos ensinaram que \u00e9 preciso furar a barreira da pobreza e da segrega\u00e7\u00e3o urbana, pois \u201c<em>quando o Outro asfixia o sujeito, trata-se, com a crian\u00e7a, de faz\u00ea-la regular esse Outro a fim de devolver \u00e0 crian\u00e7a uma respira\u00e7\u00e3o<\/em>.\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> Eis o alcance do CIEN, um alcance que toma a crian\u00e7a como epicentro de sua pr\u00f3pria inven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Psicanalista, Especialista em Sa\u00fade Mental, Psicopatologia e Psican\u00e1lise &#8211; PUC\/PR, Mestre em Antropologia Social &#8211; UFPR. barbarasnizek@gmail.com. Participante do Laborat\u00f3rio Ciranda de Conversa- CIEN-PR.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Psicanalista Praticante, Correspondente da Delega\u00e7\u00e3o Paran\u00e1 \u2013 EBP, Coordenadora do CIEN-PR. renataspsoares@gmail.com<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> O Laborat\u00f3rio Ciranda de Conversa realiza conversa\u00e7\u00f5es com os profissionais que atuam em institui\u00e7\u00f5es escolares, assim como com as crian\u00e7as e adolescentes, possibilitando que coloquem em palavras as situa\u00e7\u00f5es de impasses e mal-estar. Seus participantes s\u00e3o Andr\u00e9a Neves, B\u00e1rbara Snizek Ferraz de Campos, Eug\u00eania C. Souza, Fl\u00e1via Cera, Fidelis Libero Grando Filho, Renata Silva de Paula Soares (respons\u00e1vel pelo Laborat\u00f3rio), Suely Poitevin, Val\u00e9ria Beatriz Araujo, Willie Anne Provin.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> BASSOLS, Miquel &#8220;Trauma e Real, o que as crian\u00e7as inventam&#8221;. In. BROWN, Nohem\u00ed, MAC\u00caDO, Luc\u00edola, LYRA, Rodrigo. <em>Trauma, Solid\u00e3o e La\u00e7o na Inf\u00e2ncia e na Adolesc\u00eancia. Experi\u00eancias do CIEN no Brasil<\/em>. Belo Horizonte: EBP Editora, 2017, p.51.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> LACADE\u00c9, Philippe (2017) &#8220;<u>A vinheta pr\u00e1tica tal como ela se elabora no laborat\u00f3rio do CIEN&#8221;.<\/u> op cit<em>., <\/em>pg. 93.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> LAURENT, \u00c9ric &#8220;Retornar a defini\u00e7\u00e3o do projeto do CIEN e examinar sua situa\u00e7\u00e3o atual&#8221;. <em>op cit., <\/em>pg 44.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> LAURENT, \u00c9ric <em>op cit.,<\/em>pg 46.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> LAURENT, \u00c9ric <em>op cit.,<\/em>pg 40.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> BASSOLS, Miquel (2017) &#8220;A singularidade da crian\u00e7a<u>&#8220;<\/u>. <em>op cit., <\/em>pg. 88.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> BASSOLS, Miquel. (2017) &#8220;Trauma e Real, o que as crian\u00e7as inventam&#8221;. <em>op cit.<\/em>pg. 56.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>B\u00e1rbara Snizek Ferraz de Campos[1] e\u00a0Renata Silva de Paula Soares[2] &nbsp; Se a sala de aula \u00e9 palco de diferentes impasses, o Laborat\u00f3rio Ciranda de Conversa[3] se norteia pela aposta de que as crian\u00e7as e adolescentes, ao serem escutados em suas posi\u00e7\u00f5es de sujeitos, podem inventar sa\u00eddas pr\u00f3prias e originais para suas quest\u00f5es singulares. 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