{"id":5658935,"date":"2018-11-28T18:24:06","date_gmt":"2018-11-28T20:24:06","guid":{"rendered":"http:\/\/ciendigital.com.br\/?p=5658935"},"modified":"2018-11-28T18:32:21","modified_gmt":"2018-11-28T20:32:21","slug":"o-furo-como-um-traco-de-uniao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/2018\/11\/28\/o-furo-como-um-traco-de-uniao\/","title":{"rendered":"O furo como um tra\u00e7o de uni\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5658935?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5658935?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><figure id=\"attachment_5658936\" aria-describedby=\"caption-attachment-5658936\" style=\"width: 531px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5658936\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/contribuicoes.jpg\" alt=\"\" width=\"531\" height=\"396\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/contribuicoes.jpg 531w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/contribuicoes-300x224.jpg 300w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/contribuicoes-274x204.jpg 274w\" sizes=\"auto, (max-width: 531px) 100vw, 531px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5658936\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: The Restless de Francis Alys E David Zwirner<\/figcaption><\/figure>\n<h6 style=\"text-align: left;\" align=\"right\">S\u00edlvia Sato<a title=\"\" href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><\/a><\/h6>\n<h3>A pr\u00e1tica do Cien<\/h3>\n<p>A pr\u00e1tica do Cien &#8211; Centro Inter-disciplinar de Estudos sobre a Crian\u00e7a e Adolescente &#8211; nasce de uma fun\u00e7\u00e3o que Lacan prop\u00f5e para sua Escola, de manter uma rela\u00e7\u00e3o entre a psican\u00e1lise e os psicanalistas com outras disciplinas. Judith Miller<a title=\"\" href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">\u00a0<\/a>localiza que o Cien se situa no Campo Freudiano, espa\u00e7o que a psican\u00e1lise tem de reconquista dela mesma, assegurando sua pr\u00e1xis no mundo contempor\u00e2neo. E para isso, \u00e9 indispens\u00e1vel que os psicanalistas sejam formados numa Escola de Psican\u00e1lise, tendo a inten\u00e7\u00e3o de se instru\u00edrem por meio das outras disciplinas e ao mesmo tempo, de educar as intelig\u00eancias que se especializam nessas diversas disciplinas.<\/p>\n<p>Essa dupla via encontraria na hi\u00e2ncia entre as disciplinas, o vazio como motor necess\u00e1rio que opera como causa dessa pr\u00e1tica, um n\u00e3o saber em torno da crian\u00e7a e do adolescente. \u00c9 como efeito da forma\u00e7\u00e3o como analista ao sustentar algo do discurso anal\u00edtico, que um praticante da psican\u00e1lise acolhe nos laborat\u00f3rios do Cien, o vazio de sentido presente na apresenta\u00e7\u00e3o dos impasses levados para cada conversa\u00e7\u00e3o. Como enfatiza Judith Miller<a title=\"\" href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">\u00a0<\/a>, cabe ao analista sustentar no Cien\u00a0<em>\u201cUm vazio que pode indicar o lugar de uma aus\u00eancia vibrante, viva, como um cora\u00e7\u00e3o que bate, pulsante.\u201d<\/em><\/p>\n<h3>Impasse, conversa\u00e7\u00e3o e extra\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>O\u00a0<em>aFinarte<\/em>\u00a0acolhe profissionais de disciplinas e institui\u00e7\u00f5es diferentes, vindos de cidades distintas, numa regi\u00e3o do interior paulista. Com essas orienta\u00e7\u00f5es e como respons\u00e1vel por esse laborat\u00f3rio<em>,\u00a0<\/em>trago uma elabora\u00e7\u00e3o desses 5 anos de experi\u00eancia a partir de uma situa\u00e7\u00e3o apresentada em um dos encontros.<\/p>\n<p>Raquel, professora de uma escola municipal, apresenta um impasse experimentado em sua pr\u00e1tica educacional. Ela se inquieta diante de Renan, um menino de 6 anos, que se mostra desafiador,\u00a0<em>\u201cn\u00e3o obedece aos comandos\u201d.<\/em>\u00a0Diferente das outras crian\u00e7as costuma chegar atrasado, n\u00e3o participando do momento de acolhimento na escola. Ao longo das atividades xinga, grita e chora, se op\u00f5e, negando-se a participar, dificultando o trabalho com o grupo de crian\u00e7as. Numa tentativa de resolver o impasse, a professora demanda a interven\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o, mas entende que a dire\u00e7\u00e3o age de maneira autorit\u00e1ria com o menino e a leva a concluir que seria preciso se haver sozinha com ele e com o grupo de crian\u00e7as, j\u00e1 que n\u00e3o seria \u00e0 essa lei autorit\u00e1ria que ele responderia. Com essa resposta da dire\u00e7\u00e3o da escola, a tentativa de recorrer ao Pai da Lei n\u00e3o operou para tratar o impasse, o que demandou \u00e0 Raquel, colocar seu pr\u00f3prio corpo, mantendo sua presen\u00e7a e inventando um fazer, para tratar a situa\u00e7\u00e3o. Ao conversar com a m\u00e3e, conhece o contexto familiar de Renan e aponta para a realidade dele ficar um passo atr\u00e1s, na medida em que est\u00e1 frequentemente atrasado e n\u00e3o \u00e9 acolhido ao chegar.<\/p>\n<p>Em sala, apesar de sua oposi\u00e7\u00e3o em participar das atividades, percebe que Renan se incomoda ao ficar de fora, o que a faz separ\u00e1-lo numa outra mesa na hora do lanche, de onde ele pode ver do qu\u00ea fica de fora. A interven\u00e7\u00e3o produz incerteza em Raquel, teme por favorecer uma exclus\u00e3o, o que n\u00e3o a impede de manter o que Beatriz Udenio<a title=\"\" href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">\u00a0<\/a>nomeou como um ato. Entendo que esse ato em alguma medida faz operar a fun\u00e7\u00e3o do Pai, enquanto lei que barra um gozo, tendo como efeito que localizasse seu desejo de estar com os colegas.<\/p>\n<p>Um fato novo mas comum chama a aten\u00e7\u00e3o na Conversa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o modo desafiador que surge na oposi\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as dessa idade. Freud, ao falar do caso do Homem dos Lobos, conta de um menino que se irrita e se mostra ansioso aos 4 anos e meio, momento em que ele j\u00e1 \u00e9 capaz de pesquisar, querer saber sobre a sexualidade no la\u00e7o com os outros e que afeta seu pr\u00f3prio corpo.<br \/>\nA oposi\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as muito pequenas, que desafiam como adolescentes, a entrada na vida escolar no in\u00edcio da inf\u00e2ncia que as colocam diante da diferen\u00e7a desde muito cedo e com uma demanda de que se insiram numa rotina coletiva di\u00e1ria. Com o caso do Homem dos Lobos, Freud nos permite ler a oposi\u00e7\u00e3o que aparece nessa idade, quando a pr\u00f3pria crian\u00e7a experimenta modifica\u00e7\u00f5es nos la\u00e7os afetivos e por apresentar recurso simb\u00f3lico e de pensamento, o afeto amoroso n\u00e3o \u00e9 mais o \u00fanico que pode ser endere\u00e7ado, vindo acompanhado pela obje\u00e7\u00e3o e pela cr\u00edtica. O que n\u00e3o acontece sem os efeitos da sexualidade infantil.<\/p>\n<p>Nessa conversa\u00e7\u00e3o, algo da surpresa diante do novo, \u201cuma crian\u00e7a que n\u00e3o obedece aos comandos da professora\u201d causa o impasse, que ao acolher o que fica fora da norma, ao acolher suas manifesta\u00e7\u00f5es, a professora permite \u00e0 crian\u00e7a se ver na cena escolar. Assim, ao separar ao inv\u00e9s de excluir, d\u00e1 lugar ao modo de gozo implicado no atua\u00e7\u00e3o do menino, que ao se ver de fora pode se perguntar onde quer ficar, o que deseja. Do lado da professora, ela se questiona a respeito do la\u00e7o, sobre o modo como ele se enla\u00e7a a ela e ao grupo de crian\u00e7as, o que a faz pensar sobre seu fazer.<\/p>\n<h3>Res\u00edduos de uma Manh\u00e3 e um novo giro<\/h3>\n<p>Numa conversa\u00e7\u00e3o partimos dos impasses, mas onde chegamos? Judith Miller nos orienta que cabe ao analista sustentar um lugar vazio, de aus\u00eancia vibrante, mas em torno de que objeto a conversa\u00e7\u00e3o acontece? Ao falar na Manh\u00e3 do Cien, Marcus Andr\u00e9<a title=\"\" href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">\u00a0<\/a>prop\u00f4s uma conversa a partir do corpo como \u201cUm de base\u201d, incluindo o objeto \u201cn\u00e3o coisa\u201d ou o \u201cobjeto furo\u201d, que parte da no\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>objeto a<\/em>\u00a0elaborada por Lacan no Semin\u00e1rio 10, de um objeto extra\u00eddo, como efeito do la\u00e7o simb\u00f3lico que permite a constitui\u00e7\u00e3o de um sujeito desejante. Numa conversa\u00e7\u00e3o, podemos considerar que a \u201cn\u00e3o coisa\u201d d\u00ea forma a um vazio, e num giro a mais ao furo, no\u00e7\u00e3o que Lacan trabalhou no Semin\u00e1rio 23? O vazio estaria relacionado \u00e0 no\u00e7\u00e3o do objeto perdido, que viria em substitui\u00e7\u00e3o a outro objeto. No caso da conversa\u00e7\u00e3o, um saber pr\u00e9vio que viria solucionar o impasse na medida em que fosse descoberto contando que o saber de uma das disciplinas preencheria esse vazio. J\u00e1 o furo, ele d\u00e1 consist\u00eancia \u00e0 inexist\u00eancia de algo a priori, nessa medida coloca os participantes da conversa\u00e7\u00e3o em torno de um mist\u00e9rio, n\u00e3o para ser descoberto, mas frente a uma solu\u00e7\u00e3o que possa ser inventada, incluindo na conversa\u00e7\u00e3o um objeto que est\u00e1 sempre mais al\u00e9m, que o conjunto dos saberes das disciplinas n\u00e3o abarca. O objeto furo faria assim, a superf\u00edcie em torno do que se conversa, partindo do impasse. Objeto que numa conversa\u00e7\u00e3o presentifica o v\u00e3o na inter-disciplinaridade e d\u00e1 ao analista a fun\u00e7\u00e3o de sustentar essa hi\u00e2ncia, pressupondo uma diferen\u00e7a entre uma Conversa\u00e7\u00e3o e outro encontro entre profissionais.<\/p>\n<h3>O ponto cego de cada um na conversa\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Voltando \u00e0 Conversa\u00e7\u00e3o no aFinarte, podemos separar essa \u201cn\u00e3o coisa\u201d do lado de Renan e do lado de Raquel. Entre as normas e antigas tentativas de solu\u00e7\u00e3o que fez recorrer \u00e0 dire\u00e7\u00e3o da escola, a falha no saber pr\u00e9vio faz um v\u00e3o, entre o recurso \u00e0s normas e inventar uma nova solu\u00e7\u00e3o. A conting\u00eancia da falha colocou Raquel diante da decis\u00e3o sobre o que fazer diante dos gritos, choros e xingamentos de Renan, que resulta no ato de separ\u00e1-lo dos demais.\u00a0 Do lado de Renan, ao se ver de fora, o efeito do ato de Raquel, permite apontar para a \u201cn\u00e3o-coisa\u201d ligada ao que lhe incomodava, afetando seu corpo e se manifestando como oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesse caso a Conversa\u00e7\u00e3o girou em torno do ponto cego que, mesmo ap\u00f3s a interven\u00e7\u00e3o, sustentava uma incerteza em Raquel: por um lado se n\u00e3o estaria favorecendo uma exclus\u00e3o, ao coloc\u00e1-lo em outra mesa separando-o dos colegas, por outro lado, um n\u00e3o saber sobre a causa da oposi\u00e7\u00e3o de Renan. Pode-se verificar que n\u00e3o saber sobre a causa em quest\u00e3o para Renan, n\u00e3o impediu seu ato em torno do que entendo, foi o objeto furo. Seu ato permite a Renan poder dizer de seu desejo, n\u00e3o sem a presen\u00e7a de Raquel que lhe pergunta se quer entrar no grupo de crian\u00e7as.<br \/>\nO que nos leva \u00e0 no\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>infans<\/em>, como aquele que n\u00e3o fala, que \u201cn\u00e3o tem seu objeto constru\u00eddo de entrara\u201d, como menciona Bassols<a title=\"\" href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">\u00a0<\/a>e diante de um corte, efeito do ato de Raquel coloca-o diante de uma alteridade que presentifica o objeto olhar. Ele pode se olhar de fora do grupo de crian\u00e7as. Nesse tempo, j\u00e1 n\u00e3o se trata do furo, mas do objeto a enquanto v\u00e9u do vazio, j\u00e1 inscrito numa opera\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, faltosa. \u00c9 o que permite a Renan, diante da pergunta de Raquel, falar de seu desejo, n\u00e3o mais pela atua\u00e7\u00e3o, mas como falasser.<\/p>\n<h3>O objeto furo na conversa\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>O ato de falar sobre seu impasse, com os coment\u00e1rios dos outros participantes do laborat\u00f3rio, permite clarear o objeto em torno do que a situa\u00e7\u00e3o com Renan produziu seu impasse. Ao girar em torno do objeto furo, mant\u00e9m ao final algo do impasse ainda como um mist\u00e9rio, algo por saber, Raquel se pergunta como ficar\u00e1 Renan, j\u00e1 que vai mudar de escola?<\/p>\n<p>Essa conversa\u00e7\u00e3o nos ensinou que n\u00e3o se trata de saber de tudo para poder operar e nem sempre \u00e9 poss\u00edvel nomear o que causa, mas sim, um objeto em torno do qual ela acontece. Por outro lado, a \u201cn\u00e3o coisa\u201d localiza o que do humano n\u00e3o funciona, aquilo que nos termos psicanal\u00edticos, falha e faz sintoma, e n\u00e3o somente a falta que seria suprida pelo Outro. \u00c9 nessa medida que aponta para o furo em rela\u00e7\u00e3o a um poss\u00edvel saber pr\u00e9vio que se possa ter diante de um impasse. Talvez possamos dizer que uma Conversa\u00e7\u00e3o acontece em torno do imposs\u00edvel da rela\u00e7\u00e3o, apontando para a hi\u00e2ncia, onde \u00e9 na conting\u00eancia de cada encontro, com a inter-disciplinaridade, a diversidade de saberes, que com o que se apresenta na fala de cada participante, por vezes, pode se inventar uma solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Nessa medida, \u00e9 considerando a psicanalise como avesso \u00e0 norma e<\/em>\u00a0sustentando esse modo de conversa em torno do objeto furo, que me pergunto se um furo pode se fazer um\u00a0<em>tra\u00e7o de uni\u00e3o,\u00a0<\/em>que particulariza uma Conversa\u00e7\u00e3o do Cien?<\/p>\n<div>\n<h6 id=\"ftn1\">\n<a title=\"\" href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><\/a>Respons\u00e1vel pelo\u00a0<em>aFinarte,<\/em>\u00a0laborat\u00f3rio do Cien\/SP, membro da EBP\/AMP, junto com Cl\u00e1udia Reis, associada do Clin-a. Participam do laborat\u00f3rio: Denise Gasparotti, Ana Celeste Piti\u00e1, Sabrina Marioto, Dayana Coelho, Raquel Astragalli e Silmara Bastos Dias.<\/h6>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><\/a>idem<\/p>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><\/a>idem<\/p>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><\/a>Udenio, B.: coment\u00e1rio feito na Atividade do Cien\/SP: \u201cNovas configura\u00e7\u00f5es familiares: respostas das crian\u00e7as e dos adolescentes\u201d, 17\/05\/2017.<\/p>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><\/a>Vieria, MA: fala realizada na conversa\u00e7\u00e3o da V Manh\u00e3 do Cien \u2013Solid\u00e3o e La\u00e7o na Adolesc\u00eancia, SP, 25 de novembro de 2016, publicado in: Brown. N.; Macedo, L.; Lira, R (org.) Trauma, solid\u00e3o e la\u00e7o na inf\u00e2ncia e na adolesc\u00eancia: experi\u00eancias do Cien no Brasil, Belo Horizonte, EBP Ed., 2017. 398 e 409<\/p>\n<div id=\"ftn6\">\n<h6><a title=\"\" href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><\/a>Bassols, M: Trauma e Real, o que as crian\u00e7as inventam, in Trauma, solid\u00e3o e la\u00e7o na inf\u00e2ncia e na adolesc\u00eancia, experi\u00eancia do Cien no Brasil, org.: Brown,N; Mac\u00eado, L.; Lyra, R., BH Ed. 2017.<\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00edlvia Sato A pr\u00e1tica do Cien A pr\u00e1tica do Cien &#8211; Centro Inter-disciplinar de Estudos sobre a Crian\u00e7a e Adolescente &#8211; nasce de uma fun\u00e7\u00e3o que Lacan prop\u00f5e para sua Escola, de manter uma rela\u00e7\u00e3o entre a psican\u00e1lise e os psicanalistas com outras disciplinas. 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