{"id":5658985,"date":"2018-11-28T19:22:03","date_gmt":"2018-11-28T21:22:03","guid":{"rendered":"http:\/\/ciendigital.com.br\/?p=5658985"},"modified":"2018-11-28T19:22:03","modified_gmt":"2018-11-28T21:22:03","slug":"impossivel-me-separar-do-celular-o-uso-adicto-das-tecnologias-digitais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/2018\/11\/28\/impossivel-me-separar-do-celular-o-uso-adicto-das-tecnologias-digitais\/","title":{"rendered":"&#8220;Imposs\u00edvel me separar do celular!&#8221; O uso adicto das tecnologias digitais"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5658985?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5658985?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h6>N\u00e1dia Lagu\u00e1rdia de Lima<br \/>\nCl\u00e1udia Maria Generoso<\/h6>\n<figure id=\"attachment_5658987\" aria-describedby=\"caption-attachment-5658987\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5658987\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/familia-de-fusileiros-300x235.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"235\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/familia-de-fusileiros-300x235.png 300w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/familia-de-fusileiros-274x215.png 274w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/familia-de-fusileiros.png 599w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5658987\" class=\"wp-caption-text\">Daniel Lannes, Fam\u00edlia de fusileiros, 2014<\/figcaption><\/figure>\n<h4>Introdu\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Conversa\u00e7\u00f5es com adolescentes, de onze a treze anos de idade, em escolas p\u00fablicas, tem apontado um uso excessivo que os jovens fazem dos celulares. A proposta da conversa\u00e7\u00e3o surgiu a partir da demanda da escola de interven\u00e7\u00e3o junto aos alunos, em fun\u00e7\u00e3o da ocorr\u00eancia de uma s\u00e9rie de problemas envolvendo os adolescentes e as redes sociais da internet.<\/p>\n<p>Nas conversa\u00e7\u00f5es, buscamos conhecer as diferentes formas de utiliza\u00e7\u00e3o das redes sociais pelos jovens, al\u00e9m dos impasses e problemas que eles vivenciam na internet, tentando localizar um ponto de mal-estar no uso que cada adolescente faz desse espa\u00e7o virtual. Alguns adolescentes afirmam que mant\u00e9m uma rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia com os seus celulares: \u201c\u00e9 a minha vida!\u201d, \u201cimposs\u00edvel me separar dele\u201d, \u201cpreciso conferir as postagens a todo instante!\u201d, \u201c\u00e9 algo incontrol\u00e1vel\u201d. O uso excessivo, incontrol\u00e1vel do celular, revela que h\u00e1 algo de pulsional em jogo, um gozo com esse objeto tecnol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Esse uso excessivo dos celulares nos convoca a fazer uma leitura dessa nova forma de adi\u00e7\u00e3o, decorrente da forma de conex\u00e3o e uso dos objetos e tecnologias colocados \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para o consumo imediato. Consideramos que a a\u00e7\u00e3o toxic\u00f4mana n\u00e3o se restringe ao consumo de uma droga no formato de uma subst\u00e2ncia qu\u00edmica que tem um efeito no organismo. H\u00e1 um uso adicto no mundo contempor\u00e2neo que atinge especialmente os adolescentes.<\/p>\n<p>Galante (2009) em seu artigo \u201cLazosocialintoxicado\u201d, recorre a Freud (1898) para nos lembrar que essa quest\u00e3o j\u00e1 se encontrava em seus estudos iniciais, apontando-nos que n\u00e3o \u00e9 o fato de consumir uma droga que gera uma adi\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 necess\u00e1rio que aquilo que se usa como forma de se intoxicar tenha uma finalidade de substitui\u00e7\u00e3o (Freud, 1898). Ou seja, \u00e9 a modalidade de uso que pode tornar um objeto nocivo ao sujeito e n\u00e3o apenas o efeito de uma subst\u00e2ncia no organismo. Nesse artigo, Freud fazia uma aproxima\u00e7\u00e3o entre o h\u00e1bito da masturba\u00e7\u00e3o e qualquer outra forma de v\u00edcio. Ele diz: \u201cEntregue a si mesmo, o masturbador est\u00e1 acostumado, sempre que acontece alguma coisa que o deprime, a retornar a sua c\u00f4moda forma de satisfa\u00e7\u00e3o\u201d. E continua a afirmar que se trata de um processo mais complexo, pois o \u201ch\u00e1bito\u201d \u00e9 uma simples palavra, sem nenhum valor explicativo. Nem todos que tem oportunidade de tomar morfina, coca\u00edna, hidrato de cloral, etc. por algum tempo adquirem um \u2018v\u00edcio\u2019. A pesquisa mais minuciosa geralmente mostra que esses narc\u00f3ticos visam a servir \u2013 direta ou indiretamente \u2013 de substitutos da falta de satisfa\u00e7\u00e3o sexual (Freud, 1898, p. 246).<\/p>\n<p>Freud (1898) comenta que o v\u00edcio da masturba\u00e7\u00e3o estava associado \u00e0 neurastenia, cuja etiologia era de tipo contempor\u00e2neo, juntamente com a neurose de ang\u00fastia: fadiga, cansa\u00e7o generalizado, dificuldade de digest\u00e3o. Dessa forma, qualquer objeto pode ser usado de forma adicta, especialmente no mundo contempor\u00e2neo em que sobressai a rela\u00e7\u00e3o direta com os objetos\/tecnologias, sem anteparo do falo. A opera\u00e7\u00e3o toxicoman\u00edaca \u00e9 aquela que visa interpor ou interceptar a rela\u00e7\u00e3o do sujeito com o falo, com a castra\u00e7\u00e3o. Tomando a toxicomania a partir dessa no\u00e7\u00e3o, podemos dizer que a fun\u00e7\u00e3o t\u00f3xica \u00e9 decorrente n\u00e3o apenas do efeito da droga como subst\u00e2ncia no organismo, mas sim do uso de qualquer objeto que funcione como obturador da rela\u00e7\u00e3o do sujeito com a castra\u00e7\u00e3o, levando-o a um gozo aut\u00edstico, sem o Outro. Podemos dizer que \u00e9 essa dimens\u00e3o aut\u00edstica do gozo que \u00e9 t\u00f3xica, pois tem uma perspectiva mort\u00edfera.<\/p>\n<p>A adolesc\u00eancia \u00e9 o momento de reencontro com o objeto como causa do desejo, com o n\u00facleo real e traum\u00e1tico do gozo, o mais \u00edntimo e tamb\u00e9m o mais \u00eaxtimo ao sujeito (Lima e Coelho dos Santos, 2015). O adolescente \u00e9 confrontado com um real imposs\u00edvel, com o que padece de significante. A aproxima\u00e7\u00e3o desse gozo \u00edntimo, desse vazio estrutural, tanto pode despertar a ang\u00fastia quanto abrir caminho para a singularidade do desejo de cada um. Permite que o sujeito tenha acesso ao universo dos semblantes, fazendo uma escolha de posi\u00e7\u00e3o na partilha sexual, para servir-se dos pap\u00e9is sexuais na vida amorosa. Assim, o trabalho ps\u00edquico da adolesc\u00eancia requer a articula\u00e7\u00e3o do \u00edntimo na cena p\u00fablica (Lima e Coelho dos Santos, 2015).<\/p>\n<p>A extimidade n\u00e3o equivale \u00e0 pura exterioridade, mas designa um hiato do centro da identidade consigo mesmo, que condena o sujeito a identifica\u00e7\u00f5es, na tentativa de recobrir esse hiato (Miller, 2011). Miller explica que o \u00eaxtimo \u00e9, em primeiro lugar, o Outro do significante, \u00eaxtimo ao sujeito, mas \u00e9 tamb\u00e9m o objeto, esse que se desprende da cadeia significante no processo de separa\u00e7\u00e3o na opera\u00e7\u00e3o l\u00f3gica constitutiva da subjetividade. Esse objeto a \u00e9 t\u00e3o \u00eaxtimo ao sujeito quanto ao Outro.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5658986\" aria-describedby=\"caption-attachment-5658986\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5658986\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/apoteose-para-tela-branca-300x285.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"285\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/apoteose-para-tela-branca-300x285.png 300w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/apoteose-para-tela-branca-274x260.png 274w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/apoteose-para-tela-branca.png 505w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5658986\" class=\"wp-caption-text\">Bruno Miguel, Apoteose para tela branca<\/figcaption><\/figure>\n<p>O n\u00facleo da subjetividade \u00e9 justamente o objeto a, que condensa para cada um seu modo pr\u00f3prio de gozar do corpo. O modo de gozo de satisfa\u00e7\u00e3o pulsional \u2013 oral, anal, f\u00e1lico, esc\u00f3pico ou invocante \u2013 est\u00e1 na origem da constitui\u00e7\u00e3o do sintoma de cada sujeito. No tempo da puberdade h\u00e1 uma quebra dos envolt\u00f3rios que recobrem essa fratura \u00edntima da identidade de todo sujeito, desvelando o objeto a. Se as identifica\u00e7\u00f5es visam a recobrir esse hiato traum\u00e1tico, a queda das identifica\u00e7\u00f5es desperta a ang\u00fastia, sinalizando a proximidade do objeto. O sujeito adolescente \u00e9 confrontado com a experi\u00eancia de um real imposs\u00edvel que Lacan nomeia de n\u00e3o-rela\u00e7\u00e3o sexual. A Coisa \u00e9 o que do real padece de significante, que est\u00e1 al\u00e9m do princ\u00edpio de prazer, o gozo. A aproxima\u00e7\u00e3o desse gozo \u00edntimo, desse vazio estrutural, tanto desperta a ang\u00fastia quanto abre caminho para a singularidade do desejo de cada um. Permite que o sujeito tenha acesso ao universo dos semblantes, fazendo uma escolha de posi\u00e7\u00e3o na partilha sexual, para servir-se dos pap\u00e9is sexuais na vida amorosa. Assim, o trabalho ps\u00edquico da adolesc\u00eancia requer a articula\u00e7\u00e3o do \u00edntimo na cena p\u00fablica, ou seja, uma articula\u00e7\u00e3o do gozo no campo do Outro (Lima e Coelho dos Santos, 2015).<\/p>\n<p>Na contemporaneidade, a queda da significa\u00e7\u00e3o do falo e a vacila\u00e7\u00e3o dos semblantes que tradicionalmente viabilizavam o encontro entre os sexos dificultam o acesso do adolescente ao gozo f\u00e1lico. Em seu lugar, muitas vezes, \u00e9 despertado um gozo suplementar, feminino, que escapa \u00e0 significa\u00e7\u00e3o f\u00e1lica (Lima e Coelho dos Santos, 2015).<\/p>\n<p>Lacan esclarece que a queda do Ideal e a ascens\u00e3o do objeto imp\u00f5em a tirania do mais-de-gozar. Para Miller (2011), a sociedade deixou de viver sob o reino do pai e a estrutura do Todo deu lugar ao n\u00e3o-todo, que pode ser localizada no lado feminino da t\u00e1bua da sexua\u00e7\u00e3o. O autor descreve o surgimento de uma nova ordem no s\u00e9culo XXI, que se caracteriza pela feminiza\u00e7\u00e3o do mundo. Sinatra (2013) destaca que o n\u00e3o-todo \u00e9 uma s\u00e9rie em desenvolvimento sem limite e sem totaliza\u00e7\u00e3o. Se na l\u00f3gica do Todo a exce\u00e7\u00e3o assegura e d\u00e1 consist\u00eancia ao conjunto, sem a exce\u00e7\u00e3o o Todo n\u00e3o fecha. Sinatra ressalta que \u00e9 a partir da posi\u00e7\u00e3o do l\u00edder, ou seja, daquele que ocupa a posi\u00e7\u00e3o de exce\u00e7\u00e3o, do \u201cao-menos-um\u201d que se excetua \u00e0 l\u00f3gica coletiva, que se constitui a \u201cconsist\u00eancia\u201d do conjunto como um todo. Esse elemento que est\u00e1 fora do conjunto e que \u00e9 condi\u00e7\u00e3o de seu fechamento \u00e9 um \u201cOutro consistente\u201d (Sinatra, 2013, p. 29).<\/p>\n<p>Na mesma perspectiva, Alvarenga (2015) comenta que, se na toxicomania h\u00e1 uma ruptura do casamento com o falo, nas adi\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas tamb\u00e9m est\u00e1 em jogo certa ruptura com o falo, que \u00e9 curto circuitado em fun\u00e7\u00e3o de uma rela\u00e7\u00e3o mais direta com o objeto a. O decl\u00ednio dos semblantes f\u00e1licos na \u00e9poca atual deixa a satisfa\u00e7\u00e3o da puls\u00e3o sem interdi\u00e7\u00e3o, sem o limite dado pelo falo, que \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o que introduz a falta. Assim, como efeito, h\u00e1 a emerg\u00eancia do lado feminino das f\u00f3rmulas da sexua\u00e7\u00e3o, enquanto aspira\u00e7\u00e3o a um gozo sem limites. Nas adi\u00e7\u00f5es \u00e0 internet, destaca-se a emerg\u00eancia do objeto olhar.<\/p>\n<p>As adi\u00e7\u00f5es ou compuls\u00f5es virtuais demonstram uma falha na regula\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica. Para Miller (2006), o simb\u00f3lico contempor\u00e2neo est\u00e1 em continuidade com o imagin\u00e1rio e submetido a ele. Parece que \u201ccerto rompimento com o falo\u201d exp\u00f5e as adolescentes a um gozo excedente. O confronto com o real do sexo abala a consist\u00eancia corporal, provocando a irrup\u00e7\u00e3o de um gozo aut\u00edstico no lugar do gozo f\u00e1lico, em fun\u00e7\u00e3o da falta de um apoio simb\u00f3lico no campo do Outro. O Outro se mostra inconsistente na atualidade, n\u00e3o oferecendo recursos suficientes para a identifica\u00e7\u00e3o sustentada pelo Ideal.<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o aut\u00edstica do gozo relaciona-se \u00e0 puls\u00e3o de morte, cuja finalidade \u00e9 a satisfa\u00e7\u00e3o total que leva \u00e0 inatividade, \u00e0 morte. Ou seja, a energia desligada, provocadora de ruptura, associada aos processos prim\u00e1rios que n\u00e3o se ligam \u00e0 vida. \u00c9 nessa perspectiva que Freud em seu texto de 1920,\u00a0<em>Mais al\u00e9m do princ\u00edpio do prazer<\/em>, debater\u00e1 o mecanismo da compuls\u00e3o \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o. Para Freud, a repeti\u00e7\u00e3o indica que a puls\u00e3o &#8220;\u00e9 um impulso, inerente \u00e0 vida org\u00e2nica, a restaurar um estado anterior de coisas&#8221;. (Freud, 1920: 53\/54). Desta forma, a compuls\u00e3o \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m comporta uma manifesta\u00e7\u00e3o pulsional em estado bruto, sem a rela\u00e7\u00e3o com o Outro portador do simb\u00f3lico que fa\u00e7a exce\u00e7\u00e3o ao infinito de uma s\u00e9rie, evidenciando a\u00ed a compuls\u00e3o na toxicomania. \u00c9 nessa via que podemos perceber uma a\u00e7\u00e3o toxic\u00f4mana no uso das tecnologias digitais.<\/p>\n<p>O psicanalista pode ofertar a palavra e a escuta, levando a uma interrup\u00e7\u00e3o na compuls\u00e3o \u201ca olhar\u201d, \u201ca se mostrar\u201d, \u201ca postar\u201d, para criar uma zona de sombra, algum anteparo no empuxo \u201ca se ver\u201d e \u201ca ser visto\u201d, pela via do simb\u00f3lico. \u00c9 uma interven\u00e7\u00e3o cl\u00ednica que a tecnologia sozinha n\u00e3o \u00e9 capaz de efetuar.<\/p>\n<p>Se a sociedade hipermoderna pretende abolir a dimens\u00e3o subjetiva, a oferta da palavra visa criar um intervalo entre as imagens, para instaurar o enigma, permitindo passar das imagens \u00e0 palavra. \u00c9 o que nos mostra Sofia, que ao final das conversa\u00e7\u00f5es, comenta: \u201cAgora estou pensando antes de postar&#8230;.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<div class=\"footer-notes\">\n<h6>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/h6>\n<h6>ALVARENGA,E.\u00a0<em>N\u00e3o-todo adictos!<\/em>\u00a0(2012). O que quer a m\u00e3e hoje. Jornada EBPMG. http:\/\/jornadaebpmg.blogspot.com.br\/2012_09_01_archive.html<\/h6>\n<h6>FREUD,S.(1898\/1974). A sexualidade na etiologia das Neuroses. In: _____. Primeiras publica\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas. Rio de Janeiro: Imago, p.235-256. (Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud, 3).<\/h6>\n<h6>_________ (1920\/1974). Al\u00e9m do princ\u00edpio do prazer. In: _____.\u00a0<em>Al\u00e9m do Princ\u00edpio do prazer, psicologia de grupo e outros trabalhos<\/em>. Rio de Janeiro: Imago, p.13-88. (Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud, 18).<\/h6>\n<h6>GALANTE, D.(2009). Lazosocialintoxicado. In:\u00a0<em>Pharmakon<\/em>\u00a011- El lazo social intoxicado. Buenos Aires, Grama Ediciones, v. 11, p.51-55.<\/h6>\n<h6>LIMA,N.L.e Coelho dos Santos, T. (2015).\u00a0<em>O crescimento da exposi\u00e7\u00e3o ao real traum\u00e1tico na adolesc\u00eancia: decl\u00ednio do pudor no imagin\u00e1rio contempor\u00e2neo<\/em>. In: Trauma e suas Vicissitudes. Cadernos de Psican\u00e1lise \u2013 SPCRJ- Sociedade de Psican\u00e1lise da Cidade do Rio de Janeiro. V.31, n.34. (p. 265-284).<\/h6>\n<h6>MILLER, J.A. (2006).\u00a0<em>El Outro que no existe y sus comit\u00e9s de \u00e9tica<\/em>. Semin\u00e1rio en colaboraci\u00f3n com \u00c9ric Laurent. 1\u00aa ed. Buenos Aires: Paid\u00f3s.<\/h6>\n<h6>________ J.A. (2011).\u00a0<em>Extimidad<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s.<\/h6>\n<h6>SINATRA, E.(2013).\u00a0<em>@s nov@s adit@s: a implos\u00e3o do g\u00eanero na feminiza\u00e7\u00e3o do mundo..<\/em>\u00a0Florian\u00f3polis: Cultura e Barb\u00e1rie (Cole\u00e7\u00e3o Anima)<\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e1dia Lagu\u00e1rdia de Lima Cl\u00e1udia Maria Generoso Introdu\u00e7\u00e3o Conversa\u00e7\u00f5es com adolescentes, de onze a treze anos de idade, em escolas p\u00fablicas, tem apontado um uso excessivo que os jovens fazem dos celulares. 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