{"id":5659057,"date":"2018-11-28T20:21:32","date_gmt":"2018-11-28T22:21:32","guid":{"rendered":"http:\/\/ciendigital.com.br\/?p=5659057"},"modified":"2018-11-28T20:21:32","modified_gmt":"2018-11-28T22:21:32","slug":"robert-epstein-e-a-construcao-da-adolescencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/2018\/11\/28\/robert-epstein-e-a-construcao-da-adolescencia\/","title":{"rendered":"Robert Epstein e a constru\u00e7\u00e3o da adolesc\u00eancia"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659057?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659057?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><div class=\"alert-danger\">\n<figure id=\"attachment_5659058\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659058\" style=\"width: 280px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5659058\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/kawasaki280.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"280\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/kawasaki280.jpg 280w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/kawasaki280-150x150.jpg 150w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/kawasaki280-274x274.jpg 274w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/kawasaki280-50x50.jpg 50w\" sizes=\"auto, (max-width: 280px) 100vw, 280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659058\" class=\"wp-caption-text\">Audrey Kawasaki, Just the Two of Us, 2013<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Ana Martha Wilson Maia<\/h6>\n<\/div>\n<p>Permanentemente conectado com os acontecimentos no mundo e vislumbrando as contribui\u00e7\u00f5es que a psican\u00e1lise pode oferecer \u00e0s quest\u00f5es que atravessam a civiliza\u00e7\u00e3o, Miller tem sido \u201ccerteiro\u201d, a cada vez que uma Jornada do Instituto da Crian\u00e7a chega ao final e ele anuncia o tema que orientar\u00e1 o trabalho, durante os dois anos seguintes.<\/p>\n<p>Sua proposta foi especialmente impactante em 2015: na interven\u00e7\u00e3o de encerramento da III Jornada, prop\u00f4s ao Instituto e aos que participam de suas pesquisas que se dedicassem \u201ca pensar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 adolesc\u00eancia\u201d<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>Com o decl\u00ednio do patriarcado, entre as muta\u00e7\u00f5es da ordem simb\u00f3lica, est\u00e1 a destrui\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o. Uma nova tradi\u00e7\u00e3o surge. Que efeitos podem ser apreendidos na forma dos adolescentes de lidarem, atualmente, com a inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual, quando o Outro n\u00e3o mais existe<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a>? Se o gozo do pr\u00f3prio corpo \u00e9 solit\u00e1rio, a ilus\u00e3o de se gozar do corpo do Outro n\u00e3o levaria os adolescentes desorientados a encarnar o corpo do Outro no grupo? Miller pontuou e desdobrou quest\u00f5es fundamentais e o trabalho de pesquisa se iniciou ali.<\/p>\n<p>O que \u00e9 a adolesc\u00eancia? Como vivem hoje os jovens que h\u00e1 pouco mais de um s\u00e9culo se inserem no que chamamos de adolesc\u00eancia? S\u00e3o muitas as defini\u00e7\u00f5es, tantas quantas forem as refer\u00eancias buscadas. Na antropologia, por exemplo, Le Breton a descreve como uma \u201c\u00e9poca de ruptura, de metamorfose, de confus\u00e3o, momento de uma entrada delicada em uma idade adulta cujos contornos ainda est\u00e3o longe de se anunciar com precis\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>\u00a0Seu estudo \u00e9 dedicado \u00e0s condutas de risco \u2013 tentativas de suic\u00eddio, toxicomanias, fugas, err\u00e2ncias, dist\u00farbios alimentares, ades\u00e3o a alguma seita, entre outras \u2013 t\u00e3o frequentes no que chamamos de passagem ao ato, na cl\u00ednica com adolescentes. Para a psican\u00e1lise, \u201ca adolesc\u00eancia \u00e9 uma passagem l\u00f3gica na escolha de uma posi\u00e7\u00e3o na partilha entre os sexos, uma delicada transi\u00e7\u00e3o em que o encontro com o real do sexo comumente suscita ang\u00fastia e solid\u00e3o. A queda dos ideais, o abandono das identifica\u00e7\u00f5es parentais e o gozo indiz\u00edvel se presentificam na estranheza com o pr\u00f3prio corpo\u201d<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a><\/p>\n<figure id=\"attachment_5659059\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659059\" style=\"width: 280px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5659059\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oehlen280.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"279\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oehlen280.jpg 280w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oehlen280-150x150.jpg 150w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oehlen280-274x273.jpg 274w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oehlen280-50x50.jpg 50w\" sizes=\"auto, (max-width: 280px) 100vw, 280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659059\" class=\"wp-caption-text\">Albert Oehlen, Untitled, 1992<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para Miller, as defini\u00e7\u00f5es s\u00e3o controversas e n\u00e3o se sobrep\u00f5em porque a adolesc\u00eancia \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o, ponto em que sua interven\u00e7\u00e3o introduziu a tese do psic\u00f3logo americano Robert Epstein (\u201cque n\u00e3o \u00e9 nada boba\u201d, ressalta Miller) de que a adolesc\u00eancia \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o da cultura que impede que os\u00a0<em>teenagers<\/em>, de treze a dezenove anos, sejam como os adultos, isolando-os em uma cultura que lhes \u00e9 pr\u00f3pria<\/p>\n<p>Epstein \u00e9 pesquisador visitante da University of California, em San Diego, e Fundador e Diretor Em\u00e9rito da Cambridge Center for Behavioral Studies, em Massachusetts. Editor-colaborador da revista\u00a0<em>Scientific American Mind<\/em>, foi editor-chefe da\u00a0<em>Psychology Today<\/em>. Publicou diversos artigos em revistas, entre as quais, a\u00a0<em>Science<\/em>\u00a0e a\u00a0<em>Nature<\/em>, cujos temas s\u00e3o relacionados \u00e0 adolesc\u00eancia, sexualidade, criatividade, rela\u00e7\u00f5es amorosas e motiva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em uma entrevista para a revista \u00c9poca, Epstein<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a>\u00a0sustenta que a adolesc\u00eancia \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o industrial de algumas culturas, uma vez que anteriormente os jovens aprendiam a se tornar adultos convivendo com eles. \u201cH\u00e1 mais de cem pa\u00edses em que n\u00e3o h\u00e1 qualquer vest\u00edgio desse tipo de mau comportamento juvenil \u2013 na maioria dos pa\u00edses mu\u00e7ulmanos e no Jap\u00e3o, por exemplo. Onde h\u00e1 v\u00ednculo com o mundo dos adultos, n\u00e3o existe esse tipo de problema\u201d. Para ele, o comportamento problem\u00e1tico dos adolescentes n\u00e3o se deve ao div\u00f3rcio dos pais, hip\u00f3tese conservadorista, nem \u00e0 ideia do c\u00e9rebro imaturo, mito que ele derruba: \u201cEles passam 70 horas por semana com amigos da mesma idade. N\u00e3o porque eles n\u00e3o queiram ficar com os adultos, mas porque os adultos n\u00e3o permitem que eles participem da vida adulta. Eles caem na armadilha da escola secund\u00e1ria e ficam isolados\u201d.<\/p>\n<p>Epstein critica a forma como s\u00e3o separados em classes, por idade, onde recebem os conte\u00fados das mesmas mat\u00e9rias, no mesmo ritmo. Considera que cada crian\u00e7a tem um modo de aprender e que a escola n\u00e3o \u00e9 um lugar para todos. \u201cThomas Edson, o maior inventor que conhecemos, foi educado em casa\u201d.<\/p>\n<p>Assim, o t\u00edtulo da mat\u00e9ria: \u201cAbaixo a adolesc\u00eancia!\u201d \u00e9 sua forma de dizer que a adolesc\u00eancia n\u00e3o deveria existir e que devemos encarar os jovens de outra maneira, inclusive possibilitando aos adolescentes a escolha de se tornarem adultos quando queiram, a partir de suas habilidades. Epstein exemplifica com o n\u00famero de neg\u00f3cios, milhares, que adolescentes j\u00e1 abriram na internet. Sobre o envolvimento com drogas, acredita que as abandonam se tiverem a oportunidade de trabalhar em uma atividade de responsabilidade, que de fato seja de interesse deles, pois na pr\u00e1tica s\u00f3 conseguem atividades como varrer o ch\u00e3o ou trabalhar como caixa de lachonete.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5659060\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659060\" style=\"width: 280px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5659060\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/tiravanija280.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"209\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/tiravanija280.jpg 280w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/tiravanija280-274x205.jpg 274w\" sizes=\"auto, (max-width: 280px) 100vw, 280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659060\" class=\"wp-caption-text\">Rirkrit Tiravanija, Untitled, 2015<\/figcaption><\/figure>\n<p>O tema da responsabilidade \u00e9 levantado por Epstein quanto trabalho, ao sexo e ao crime. Sobre a redu\u00e7\u00e3o da maioridade penal no Brasil, tema pol\u00eamico que divide opini\u00f5es, sua posi\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma: \u201ca lei deve proteger pessoas que s\u00e3o incapazes e n\u00e3o porque s\u00e3o jovens. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel um jovem de 13 anos cometer um crime e ter total capacidade de entender o que fez? \u00c9 claro que \u00e9.\u201d<\/p>\n<p>Estudos sobre anatomia e atividade cerebral, assim como pesquisas baseadas em t\u00e9cnicas de forma\u00e7\u00e3o de imagens, justificam que um c\u00e9rebro n\u00e3o desenvolvido completamente \u00e9 a causa de problemas emocionais e comportamento irrespons\u00e1vel dos adolescentes. Para Epstein, \u201cn\u00e3o existe um s\u00f3 estudo que demosntre a exist\u00eancia de um c\u00e9rebro adolescente que seja respons\u00e1vel pelos problemas causados pelos jovens. [\u2026] \u00e9 claro que o c\u00e9rebro dos adolescentes tem um aspecto um pouco diferente do c\u00e9rebro de alguns adultos. Isso n\u00e3o explica o comportamento\u201d.<\/p>\n<p>Epstein<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>\u00a0refuta estas hip\u00f3teses, comentando que imagens de determinadas zonas do c\u00e9rebro n\u00e3o possuem informa\u00e7\u00f5es sobre as causas do pensamento, sentimentos e comportamento. \u201cExistem claros ind\u00edcios de que qualquer caracter\u00edstica espec\u00edfica que possa ter os c\u00e9rebro dos adolescentes \u2013 supondo que exista alguma \u2013 \u00e9 o\u00a0<em>resultado<\/em>\u00a0das influ\u00eancias sociais, e n\u00e3o a\u00a0<em>causa<\/em>\u00a0da crise\u201d.<\/p>\n<p>Depress\u00e3o, consumo de drogas e de medicamentos, suic\u00eddio, abandono escolar, etc, s\u00e3o considerados por Epstein uma cria\u00e7\u00e3o da cultura moderna ocidental. E a \u201ccrise da adolesc\u00eancia\u201d, o resultado de um prolongamento artificial da inf\u00e2ncia, refor\u00e7ado pela infantiliza\u00e7\u00e3o pela qual tem sido submetidos pelos adultos.<\/p>\n<p>\u00c9 neste sentido de uma constru\u00e7\u00e3o relativa a uma \u00e9poca que Miller nos apontou uma contribui\u00e7\u00e3o de Epstein, no debate sobre a adolesc\u00eancia. No tempo de incerteza quanto ao real, que Lacan articulou com o semblante, disse Miller, em sua interven\u00e7\u00e3o, e uma vez que a adolesc\u00eancia \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o, \u201cnada mais f\u00e1cil que desconstru\u00ed-la\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6>Notas:<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a>\u00a0Miller, J-A. Em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 adolesc\u00eancia. III Jornada do Instituto da Crian\u00e7a. 2015.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a>\u00a0Miller, J-A. e Laurent, E. El Outro que no existe e sus comit\u00e9s de \u00e9tica. Buenos Aires: Paid\u00f3s. 2005.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a>\u00a0Le Breton, D. (2002) Condutas de risco \u2013 dos jogos de morte ao jogo de viver. S\u00e3o Paulo: Autores Associados. 2009. P.32.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a>\u00a0Maia, AMW. Entre fugas e err\u00e2ncias, um lugar para si. Op\u00e7\u00e3p Lacaniana on line. Julho, 2012. P.2.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a>\u00a0Epstein, R. Entrevista concedida \u00e0 revista \u00c9poca on line.\u00a0<a href=\"http:\/\/revistaepoca.globo.com\/Revista\/Epoca\/0,EDR77573-6014,00.html\">http:\/\/revistaepoca.globo.com\/Revista\/Epoca\/0,EDR77573-6014,00.html<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a>\u00a0Epstein, R. El mito del cerebro adolescente. Mente y cerebro, 32. 2008. P.23.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ana Martha Wilson Maia Permanentemente conectado com os acontecimentos no mundo e vislumbrando as contribui\u00e7\u00f5es que a psican\u00e1lise pode oferecer \u00e0s quest\u00f5es que atravessam a civiliza\u00e7\u00e3o, Miller tem sido \u201ccerteiro\u201d, a cada vez que uma Jornada do Instituto da Crian\u00e7a chega ao final e ele anuncia o tema que orientar\u00e1 o trabalho, durante os dois&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5659058,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[132,23],"tags":[120],"post_series":[],"class_list":["post-5659057","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cien-digital-19","category-contribuicoes","tag-cien_digital_19","entry","has-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659057","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5659057"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659057\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5659058"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5659057"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5659057"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5659057"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=5659057"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}