{"id":5659127,"date":"2018-11-29T15:45:36","date_gmt":"2018-11-29T17:45:36","guid":{"rendered":"http:\/\/ciendigital.com.br\/?p=5659127"},"modified":"2018-11-29T15:45:36","modified_gmt":"2018-11-29T17:45:36","slug":"na-era-do-tecnopoder-hello-barbie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/2018\/11\/29\/na-era-do-tecnopoder-hello-barbie\/","title":{"rendered":"Na era do tecnopoder:\u00a0Hello Barbie!"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659127?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659127?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><div class=\"alert-danger\">\n<figure id=\"attachment_5659128\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659128\" style=\"width: 225px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5659128\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/carcav280-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/carcav280-225x300.jpg 225w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/carcav280-274x365.jpg 274w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/carcav280.jpg 280w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659128\" class=\"wp-caption-text\">Danielle Carcav, A cage is a cage?, 2009<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Maria Rita Guimar\u00e3es<\/h6>\n<\/div>\n<p>Uma recente novidade \u00a0irrompida no devassado reino das crian\u00e7as, cada vez mais visado pela ind\u00fastria tecnol\u00f3gica no segmento\u00a0 dos brinquedos , est\u00e1 gerando uma interessante e bem vinda pol\u00eamica.<\/p>\n<p>Em fevereiro ( 2015) a fabricante Mattel, dona da Barbie, apresentou na anual\u00a0 feira novaiorquina de brinquedos a nova vers\u00e3o da\u00a0 c\u00e9lebre boneca. Barbie, desde sua cria\u00e7\u00e3o \u201cmarcou uma ruptura nas pr\u00e1ticas sociais e na socializa\u00e7\u00e3o das meninas\u201d<a id=\"_ftnref1\" title=\"\" href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>1<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de agora, portanto, que sua presen\u00e7a perturba. Desde o p\u00f3s-guerra Barbie traduz, de forma fulgurante, os ares dos tempos que avan\u00e7am, desesperados, rumo ao m\u00e1ximo do consumismo. Em 2015 n\u00e3o \u00e9 diferente: Barbie conecta-se \u00e0 internet via wifi e, atrav\u00e9s da tecnologia de reconhecimento de voz, conversa. Com quem?<\/p>\n<p>Aqui, tocamos no ponto \u00e9tico que provoca a pol\u00eamica pois, sob a aparente inoc\u00eancia de um jogo de crian\u00e7a com sua boneca, quase despudoradamente mostra-se o princ\u00edpio que rege nossa contemporaneidade: transformar o que at\u00e9 o momento conhecemos como mundo, em uma espetacular plataforma planet\u00e1ria, com finalidades inquietantes.<\/p>\n<p>Perguntar\u00edamos : \u201cAt\u00e9 tu, Barbie?\u201d se de nada suspeit\u00e1ssemos de seu poder emblem\u00e1tico, exercido sobre as crian\u00e7as de todo o mundo. No entanto, a nova Barbie veio alinhada \u00e0\u00a0ruptura da fronteira p\u00fablico \/ privado \u00a0que aconteceu a partir da colossal coleta de dados que se verifica atrav\u00e9s desses gadgets conectados para usos diversos. A Hello Barbie seria mais um desses objetos e conversaria, sobretudo, com os integrantes da Toy Talk, a parceira de tecnologia da Mattel.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5659129\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659129\" style=\"width: 280px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5659129\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/chamberlain280.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/chamberlain280.jpg 280w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/chamberlain280-274x261.jpg 274w\" sizes=\"auto, (max-width: 280px) 100vw, 280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659129\" class=\"wp-caption-text\">John Chamberlain, The Devil and the Deep Blue Sea, 1983<\/figcaption><\/figure>\n<p>Zigmund Bauman ap\u00f3ia-se na defini\u00e7\u00e3o da Wikip\u00e9dia<a id=\"_ftnref2\" title=\"\" href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>2<\/sup><\/a>\u00a0inglesa do conceito\u00a0\u00a0<em>privacidade<\/em>\u00a0para desenvolver as diferen\u00e7as entre os conceitos de \u201cp\u00fablico\u201d e \u201cprivado\u201d e nos fala de sua interface.<\/p>\n<p>Esses dois campos sem\u00e2nticos, antag\u00f4nicos, conduz \u00e0 formula\u00e7\u00f5es que remetem \u00e0 interface &#8211; inilimin\u00e1vel at\u00e9 ent\u00e3o -, entre\u00a0as fronteiras, os limites e\u00a0o tr\u00e1fego entre\u00a0eles. Na atualidade, devido \u00e0s inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, como ficam tais fronteiras?\u00a0 N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil perceb\u00ea-las. N\u00e3o obstante, facilmente identificamos o incalcul\u00e1vel tr\u00e1fego de dados que alimentam a hiper-tecnologia e que, das \u201cnuvens\u201d, recobre todo o universo como uma sombra que horroriza e fascina ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>Tal como afirma Eric Sadin:<a id=\"_ftnref3\" title=\"\" href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>3<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Entramos em uma nova era na hist\u00f3ria da digitaliza\u00e7\u00e3o, que v\u00ea uma prolifera\u00e7\u00e3o de sensores e de objetos conectados registrarem a maior parte de nossos gestos e a\u00e7\u00f5es. \u00c9 o nosso smartphone, que nos localiza\u00a0geograficamente; o rel\u00f3gio conectado da Apple que registra os nossos ritmos; a balan\u00e7a transformada em personal digital ou os garfos que analisam a nossa alimenta\u00e7\u00e3o e avisam de um ritmo dabsor\u00e7\u00e3o demasiado r\u00e1pido. O resultado \u00e9 que permanentemente disseminamos fluxos exponenciais de dados que s\u00e3o tratados por algoritmos cada vez mais sofisticados, encarregados de nos sugerir ofertas e servi\u00e7os personalizados. Esta \u201cintelig\u00eancia da t\u00e9cnica\u201d pretende otimizar, fluidificar e proteger o nosso cotidiano individual e coletivo, um pouco como um mordomo digital que ficasse cada vez mais e mais diretivo.<a id=\"_ftnref4\" title=\"\" href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>4<\/sup><\/a><\/p>\n<figure id=\"attachment_5659130\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659130\" style=\"width: 280px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5659130\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/lee280.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"211\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/lee280.jpg 280w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/lee280-274x206.jpg 274w\" sizes=\"auto, (max-width: 280px) 100vw, 280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659130\" class=\"wp-caption-text\">Ant\u00f4nio Lee, Tricicla<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nesse contexto de \u201ctecnopoder\u201d estaria a nova Barbie, segundo as cr\u00edticas que sua apresenta\u00e7\u00e3o sofreu e vem sofrendo. O microfone embutido em seu corpo \u00e9 capaz de captar tudo o que \u00e9 dito por aquele que estiver em sua proximidade. Caber\u00e1\u00a0 \u00e0 Toy Talk\u00a0 interpretar e armazenar as frases ouvidas: ser\u00e3o usadas na formula\u00e7\u00e3o de uma resposta pr\u00e9-gravada dita pela boneca \u00e0 crian\u00e7a que a tem, simulando uma conversa.<\/p>\n<p>A Mattel afirma que o maior desejo das crian\u00e7as seria falar com a Barbie e que, agora, n\u00e3o se sentir\u00e3o sozinhas. A fabricante aprender\u00e1 tudo sobre elas: o que gostam, aquilo de que n\u00e3o gostam e lhes\u00a0 dar\u00e1 retorno disso\u00a0 via o alto falante embutido.<\/p>\n<p>Tal pr\u00f3posito evidencia o qu\u00e3o exatas s\u00e3o as palavras de Eric Sadin quando afirma que a meta consiste justamente em buscar a otimiza\u00e7\u00e3o de nossos\u00a0 \u00a0gestos e a\u00e7\u00f5es, tal como se algu\u00e9m, ao passar perto de uma loja de cal\u00e7ados j\u00e1 encontrasse ali uma oferta que corresponderia a seu perfil. Esse seria o aspecto mais perturbador da rela\u00e7\u00e3o que\u00a0podemos manter com as tecnologias contempor\u00e2neas, j\u00e1 que o poder que lhes damos \u00e9 o de, cada vez com mais liberdade, orientar a nossa vida.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5659131\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659131\" style=\"width: 280px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5659131\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/foell280.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"205\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/foell280.jpg 280w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/foell280-274x201.jpg 274w\" sizes=\"auto, (max-width: 280px) 100vw, 280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659131\" class=\"wp-caption-text\">Heike-Karin F\u00f6ll<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Hello Barbie!<\/strong><\/p>\n<p>Uma r\u00e1pida recupera\u00e7\u00e3o do\u00a0<em>curriculum vitae<\/em>\u00a0de Barbie nos esclarece porque a repercuss\u00e3o \u00e0 chegada de sua vers\u00e3o tecnol\u00f3gica est\u00e1 produzindo profundo mal estar nos meios sociais e de defesa\u00a0dos interesse da privacidade, especialmente aqueles relacionados\u00a0\u00e0s crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Do belo ensaio de Marianne Debouzy<a id=\"_ftnref5\" title=\"\" href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>5<\/sup><\/a>\u00a0\u2013 A Boneca Barbie &#8211; destacamos alguns pontos que marcam sua particularidade no mundo da inf\u00e2ncia.<\/p>\n<ol>\n<li>Ela faz a substitui\u00e7\u00e3o do modelo \u201cboneca crian\u00e7a\u201d ao \u201cboneca \/mulher\u201d. Tem uma idade indeterminada, pretendidamente adolescente, mais em realidade uma mulher. Estilo \u201csexy\u201de\u00a0<em>pin up<\/em>. Apesar da vasta fam\u00edlia que habilmente se vai constituindo em seu entorno, pai e\/ou m\u00e3e est\u00e3o ausentes.<\/li>\n<li>Os \u00a0anos 50 \u2013 quando \u00a0\u201cnasce\u201d Barbie &#8211; , s\u00e3o aqueles nos quais \u00a0se descobre a import\u00e2ncia da adolesc\u00eancia, ao mesmo tempo em que avan\u00e7a uma explorac\u00e3o comercial sem precedentes do estilo de vida adotado pelos jovens. Barbie vai fazer as t\u00edpicas atividades daqueles: dan\u00e7ar rock, trabalhar de\u00a0<em>baby sitter,<\/em>\u00a0etc<\/li>\n<li>\u00a0Nos anos 70 Barbie estuda para, na d\u00e9cada dos 80, ser uma mulher realizada profissionalmente, conservando, no entanto, os emblemas do ideal feminino de que se f\u00eaz portadora.<\/li>\n<li>Apesar da impress\u00e3o de uma multiplicidade de Barbies, s\u00e3o apenas pequenas modifica\u00e7\u00f5es sobre uma boneca de base, em fidelidade com uma silhueta que afirmam ser improv\u00e1vel existir. De fato, podemos nos dar conta de como o notici\u00e1rio se ocupa da infelicidade em que mergulham alguns jovens com a finalidade de incarnarem tal \u201cimprov\u00e1vel perfei\u00e7\u00e3o \u201crepresentada\u00a0por Barbie e\/ou Ken. De boneca\/mulher a mulher\/boneca.De qualquer maneira as mudan\u00e7as operadas nos modelos Barbie, se pequenas, acompanham, inversamente proporcional, o tamanho de seu valor comercial, movimentando astron\u00f4micas cifras com seus acess\u00f3rios, com a moda e, igualmente com as parcerias empresariais como Disney, Benneton etc.<\/li>\n<li>Simplificando muit\u00edssimo as estat\u00edsticas do valor merchandise de Barbie, basta que nos lembremos que ela \u00e9 vendida em mais de cem pa\u00edses e, segundo consta pela imprensa, cada crian\u00e7a americana teria em torno de 7 bonecas Barbie; a francesa, de 3 a 11 anos &#8211; 2; a italiana 3; a alem\u00e3, 3. A distribui\u00e7\u00e3o entre as crian\u00e7as \u201cque n\u00e3o t\u00eam nenhuma Barbie\u201d fica assim: 14% na Fran\u00e7a; 2% na Alemanha; 3% nos EUA; 4% na It\u00e1lia.<\/li>\n<\/ol>\n<figure id=\"attachment_5659132\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659132\" style=\"width: 270px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5659132\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/murakami280-270x300.jpg\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/murakami280-270x300.jpg 270w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/murakami280-274x304.jpg 274w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/murakami280.jpg 280w\" sizes=\"auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659132\" class=\"wp-caption-text\">Takashi Murakami, sculpture of miss<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Hello Barbie, uma espi\u00e3?<\/strong><\/p>\n<p>Porque a imprensa alem\u00e3 comparou a Hello Barbie que ser\u00e1 lan\u00e7ada j\u00e1 em novembro, com venda prevista inicialmente nos EUA, com um informante da Stasi?<\/p>\n<p>Segundo Susan Linn que \u00e9 diretora executiva\u00a0<em>da\u00a0<\/em><em>Campanha por uma Inf\u00e2ncia Livre de Comerciais\u00a0<\/em>(Campaign for a Commercial-free Childhood), o fato de Mattel e Toy Talk estarem se envolvendo no que resulta em vigil\u00e2ncia corporativa de como as crian\u00e7as brincam com suas bonecas, deixa crian\u00e7as e fam\u00edlias vulner\u00e1veis a viola\u00e7\u00f5es potenciais como quebra de seguran\u00e7a, publicidade insidiosa e outras.<a id=\"_ftnref6\" title=\"\" href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>6<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Mattel fala de sua pol\u00edtica de privacidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s conversas ouvidas pela Barbie, comprometendo-se a enviar emails aos pais dando a eles a oportunidade de conhec\u00ea-las. Susan Linn diz n\u00e3o poder imaginar o que seria uma boa pol\u00edtica nesse aspecto quando o fato \u00e9 que h\u00e1 uma corpora\u00e7\u00e3o ouvindo crian\u00e7as brincarem. Ela salienta que \u201cs\u00e3o atividades mais \u00edntimas das crian\u00e7as, al\u00e9m de conversas privadas da fam\u00edlia. \u201cComo ser\u00e3o interpretadas as encena\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia ou sexuais, presentes nas atividades l\u00fadicas das crian\u00e7as?\u201d<\/p>\n<p>Vislumbra-se um grande desdobramento \u00e9tico a ser discutido no horizonte das conversas entre Hello Barbie e suas futuras donas.<\/p>\n<hr \/>\n<h6>Notas:<\/h6>\n<p><a id=\"_ftn1\" title=\"\" href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">1<\/a>\u00a0\u00a0LINN, Susan. &#8211; O ESTADO DE S. PAULO &#8211; 21 Mar\u00e7o 2015 | Acessado em 10\/07\/2015.\u00a0<a href=\"http:\/\/alias.estadao.com.br\/noticias\/geral,agente-barbie,1655077\">http:\/\/alias.estadao.com.br\/noticias\/geral,agente-barbie,1655077<\/a><\/p>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">2<\/a>\u00a0\u00a0BAUMAN, Zygmunt. Estranha Aventura da privacidade in\u00a0<em>44 Cartas do Mundo<\/em>\u00a0<em>L\u00edquido Moderno<\/em>, RJ, Jorge Zahar Editor, 2011.<br \/>\n\u201cPrivacidade \u00e9 a capacidade de uma pessoa ou grupo de controlar a exposi\u00e7\u00e3o e a disponibilidade de informa\u00e7\u00f5es a seu respeito, e dessa forma revelar\u2013se de maneira seletiva. Ela se relaciona \u00e0s vezes com a capacidade de existir anonimamente na sociedade, com o desejo de n\u00e3o ser notado ou identificado a esfera p\u00fablica. Quando algo pertence a uma pessoa de modo privado, isso em geral significa que h\u00e1\u00a0 nela algo que se considera inerentemente especial ou pessoal&#8230;A privacidade pode entendida como um aspecto da seguran\u00e7a- pelo qual se torna clara, em geral, a equival\u00eancia entre os interesses de um grupo e os de outro grupo.\u201d<\/p>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">3<\/a>\u00a0\u00a0Escritor, ensaista e filosofo franc\u00eas. Especialista na quest\u00e3o digital. Tradu\u00e7\u00e3o nossa. Acess\u00edvel em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.liberation.fr\/economie\/2015\/03\/22\/il-est-imperatif-de-contenir-la-puissance-du-technopouvoir_1226071\">http:\/\/www.liberation.fr\/economie\/2015\/03\/22\/il-est-imperatif-de-contenir-la-puissance-du-technopouvoir_1226071<\/a><\/p>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">4<\/a>\u00a0\u00a0Eric Sadin. Entrevista \u00e0 Carta Maior. Acess\u00edvel em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cartamaior.com.br\/?\/Editoria\/Internacional\/A-duplicacao-digital-do-mundo-e-os-seus-riscos\/6\/29513\">http:\/\/www.cartamaior.com.br\/?\/Editoria\/Internacional\/A-duplicacao-digital-do-mundo-e-os-seus-riscos\/6\/29513<\/a><\/p>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">5<\/a>\u00a0\u00a0Marianne DEBOUZY \u00e9 professora de hist\u00f3ria americana na Universidadede Paris 8, Vincenne-Saint-Denis. Entre outros livros da autora, encontra-se\u00a0<em>Le Capitalisme &#8220;sauvage&#8221; aux Etats-Unis (1860-1900)<\/em><\/p>\n<div id=\"ftn6\">\n<h6><a title=\"\" href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">6<\/a>\u00a0\u00a0LINN, Susan. \u2013 Obra citada.<\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Rita Guimar\u00e3es Uma recente novidade \u00a0irrompida no devassado reino das crian\u00e7as, cada vez mais visado pela ind\u00fastria tecnol\u00f3gica no segmento\u00a0 dos brinquedos , est\u00e1 gerando uma interessante e bem vinda pol\u00eamica. 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