{"id":5659243,"date":"2018-11-30T10:33:06","date_gmt":"2018-11-30T12:33:06","guid":{"rendered":"http:\/\/ciendigital.com.br\/?p=5659243"},"modified":"2018-11-30T10:33:06","modified_gmt":"2018-11-30T12:33:06","slug":"num-pedacinho-azul-do-papel-trauma-e-invencao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/2018\/11\/30\/num-pedacinho-azul-do-papel-trauma-e-invencao\/","title":{"rendered":"\u201cNum pedacinho azul do papel&#8230;\u201d \u2013 trauma e inven\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659243?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659243?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><div class=\"alert-danger\">\n<h6><small>Laborat\u00f3rio: \u201cA crian\u00e7a entre a mulher e a m\u00e3e\u201d \u2022 Rio de Janeiro (RJ)<\/small><\/h6>\n<\/div>\n<h6>Ana Martha Maia, Ana Cl\u00e1udia Junqueira e Natalia Gomes<a title=\"Leia nota\" href=\"#footnote-1\"><sup>1<\/sup><\/a><\/h6>\n<blockquote>\n<p class=\"sidebox\">Entre as nuvens vem surgindo um lindo avi\u00e3o rosa e gren\u00e1<br \/>\nTudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar<br \/>\nBasta imaginar e ele est\u00e1 partindo, sereno e lindo<br \/>\nE se a gente quiser, ele vai pousar. (Toquinho,\u00a0<em>Aquarela<\/em>)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A inexist\u00eancia do Outro n\u00e3o implica na impossibilidade de o sujeito reinventar um lugar no Outro, como nos versos desta bel\u00edssima can\u00e7\u00e3o da m\u00fasica popular brasileira, cantados por um menino, em uma das conversa\u00e7\u00f5es realizadas pelo laborat\u00f3rio\u00a0<em>A crian\u00e7a entre a mulher e a m\u00e3e.<\/em>\u00a0Uma vinheta relata como foi essa experi\u00eancia de inven\u00e7\u00e3o para ele e para as participantes do laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O trauma toca o real. Atrav\u00e9s da figura do toro, Lacan mostra como o encontro com a linguagem \u00e9 traum\u00e1tico, por estrutura. Laurent (LAURENT, 2002) circunscreve os dois lugares topol\u00f3gicos do trauma: como um buraco no interior do simb\u00f3lico, ponto de real imposs\u00edvel de ser absorvido que o analista busca dar sentido para restituir ao sujeito seus la\u00e7os sociais; ou como simb\u00f3lico no real, referindo-se ao que h\u00e1 de real na linguagem, a n\u00e3o-rela\u00e7\u00e3o sexual. Nesta perspectiva, o analista est\u00e1 no lugar do trauma como um parceiro que traumatiza o discurso comum, visando o surgimento do inconsciente.<\/p>\n<blockquote>\n<h6 class=\"sidebox\">Nesta perspectiva, depois de um trauma, \u00e9 preciso reinventar um Outro que n\u00e3o existe mais. \u00c9 preciso ent\u00e3o \u201ccausar\u201d um sujeito para que ele reencontre as regras de vida com um Outro que foi perdido. (LAURENT, 2002)<\/h6>\n<\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_5659244\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659244\" style=\"width: 280px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5659244\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/julianschnabel280.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"279\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/julianschnabel280.jpg 280w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/julianschnabel280-150x150.jpg 150w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/julianschnabel280-274x273.jpg 274w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/julianschnabel280-50x50.jpg 50w\" sizes=\"auto, (max-width: 280px) 100vw, 280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659244\" class=\"wp-caption-text\">Julian Schnabel, The Patients and the Doctors, 1978<\/figcaption><\/figure>\n<p>A fun\u00e7\u00e3o do \u201canalista esclarecido\u201d (UDENIO, 2011) nos laborat\u00f3rios do CIEN se articula a esse segundo lugar do trauma. Por ter avan\u00e7ado em sua an\u00e1lise pessoal, o analista contribui para que a Conversa\u00e7\u00e3o aconte\u00e7a sustentando o vazio pulsante (MAIA,2012) como ferramenta, na proposta de restabelecer um la\u00e7o social poss\u00edvel para a crian\u00e7a e o adolescente. Nos tempos atuais, furar as etiquetas produzidas pelos procedimentos que buscam manter a inf\u00e2ncia sob controle, \u00e9 um objetivo e um desafio, na medida em que as institui\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas funcionam sob o imperativo da vigil\u00e2ncia.<\/p>\n<p><strong>Viol\u00eancia e n\u00e3o querer aprender<\/strong><\/p>\n<p>Ao chegarem ao port\u00e3o, uma menina se disp\u00f5e a levar as participantes do laborat\u00f3rio \u00e0 sala da Dire\u00e7\u00e3o da escola. Pelo caminho, diversos cartazes: \u201cViol\u00eancia, N\u00c3O!\u201d, anunciando o que est\u00e1 para \u201cser visto\u201d. Alguns metros antes, a menina aponta a sala e desaparece. Recebidas na porta pelas diretoras, a primeira cena: na sala, de castigo, um menino faz deveres e \u00e9 surpreendido pelo grito de uma delas que descobre um vidro de ado\u00e7ante derramado sobre os pap\u00e9is, em uma das gavetas de sua mesa. Interrompendo as apresenta\u00e7\u00f5es, dirige-se a ele: \u201ctinha que ser voc\u00ea, n\u00e3o faz nada que preste!\u201d. In\u00fatil ele dizer que n\u00e3o havia mexido na gaveta. \u201cQual \u00e9 a outra crian\u00e7a que est\u00e1 nesta sala, heim?!\u201d<\/p>\n<p>Alguns minutos depois, enquanto uma diretora permanece desinteressada e duas participam da entrevista, contextualizando a institui\u00e7\u00e3o, a segunda cena: dois meninos entram na sala. Um levado pelo outro. A mesma diretora grita: \u201ceu n\u00e3o acredito, voc\u00ea est\u00e1 machucado de novo! Voc\u00eas est\u00e3o vendo, \u00e9 isso quase todo dia!\u201d Um ferro havia furado a perna do menino, que j\u00e1 tinha um dedo da m\u00e3o ferido. \u201cVem aqui, mostre este dedo para elas\u201d. Quieto, o menino mostra o dedo inchado, enorme, em pus. Seu corpo, objeto de gozo, en-cena a viol\u00eancia que est\u00e1 por ali, em todos os lugares.<\/p>\n<p>As diretoras se queixam da carga hor\u00e1ria de trabalho, aus\u00eancia dos pais, mau comportamento e dificuldade de aprendizado das crian\u00e7as. De repente, uma se lembra do ado\u00e7ante e diz para o menino ainda sentado, de castigo: \u201ceu vou te dar um soco na cara!\u201d. A outra completa: \u201cdevia pingar todo o ado\u00e7ante no nariz dele!\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEles n\u00e3o querem aprender a ler e escrever. Criamos um problema maior porque colocamos todos nesta turma que \u00e9 agora o lixo desta escola\u201d. A professora \u00e9 chamada para contar o que se passa na sala de aula. Ela descreve a fragilidade de alguns alunos e sua dificuldade de lidar com esta turma que \u201cn\u00e3o quer aprender a ler e escrever\u201d, express\u00e3o que se repete como sintoma da institui\u00e7\u00e3o. Conta a hist\u00f3ria de Iuri, desamparado pelos pais desde muito pequeno, que apresenta grandes problemas com \u201cintera\u00e7\u00e3o e disciplina\u201d. \u00c9 justamente este menino que surpreende com esta can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5659245\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659245\" style=\"width: 280px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5659245\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pauletaverasoria280.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"210\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pauletaverasoria280.jpg 280w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pauletaverasoria280-274x206.jpg 274w\" sizes=\"auto, (max-width: 280px) 100vw, 280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659245\" class=\"wp-caption-text\">Paule Tavera-Soria, 24 notes, 2012<\/figcaption><\/figure>\n<p>Com a queixa e o impasse, \u00e9 combinado que seriam realizadas de tr\u00eas a cinco conversa\u00e7\u00f5es com a turma, dependendo de como se desenvolvessem e, ao final, com as diretoras e a professora.<\/p>\n<p><strong>Primeira conversa\u00e7\u00e3o: a rela\u00e7\u00e3o sexual n\u00e3o existe.<\/strong><\/p>\n<p>Entre uma agita\u00e7\u00e3o e outra, \u00e9 dif\u00edcil para as crian\u00e7as escutarem e falarem sem reproduzir o que \u00e9 dito sobre elas. Algumas interrogam o que o Laborat\u00f3rio faz ali. Outras, simplesmente, ignoram. A sexualidade \u00e9 o tema levantado pela turma.<\/p>\n<p>A agita\u00e7\u00e3o chega \u00e0s cadeiras que as crian\u00e7as jogam, violentamente, umas nas outras. Uma das participantes do Laborat\u00f3rio recorre ao discurso pedag\u00f3gico, dizendo a Iuri, o menino mais agitado: \u201cVoc\u00ea tem algum problema para ficar sentado?&#8221; Diante da indisciplina da turma, ela perde o controle: &#8220;N\u00f3s n\u00e3o viemos aqui para isso, estamos decepcionadas com voc\u00eas&#8221;. A conversa\u00e7\u00e3o termina quando h\u00e1 uma briga violenta. Na porta, uma menina pergunta: \u201cvoc\u00eas v\u00e3o voltar?\u201d<\/p>\n<p><strong>Segunda conversa\u00e7\u00e3o: quem det\u00e9m o saber?<\/strong><\/p>\n<p>A mesma participante do Laborat\u00f3rio, apreensiva, solicita a presen\u00e7a da professora, o que inibe a turma. As meninas que &#8220;falam, falam&#8230;&#8221; ficam quietas. Os meninos que \u201cgritam, gritam&#8221; resolvem falar e contam sobre o &#8220;bonde&#8221; (grupo formado s\u00f3 por eles), os apelidos &#8211;\u00a0<em>Mendiga\u00a0<\/em>\u00e9 a feia,\u00a0<em>Adelaide<\/em>\u00a0(nome de uma &#8220;mulher louca&#8221;) \u00e9 um menino &#8211; e sobre uma menina mais velha que destr\u00f3i o bonde, \u201cporque \u00e9 forte\u201d. A resposta da turma \u00e0 tentativa de controle modifica a posi\u00e7\u00e3o das participantes. Nas palavras de Miller: \u201c\u00c9 a crian\u00e7a, na psican\u00e1lise, quem \u00e9 suposto saber, e \u00e9 mais ao Outro que se trata de educar; \u00e9 o Outro que conv\u00e9m aprender a se conter\u201d.(MILLER,2012,p.9) Enquanto uma delas, por n\u00e3o conseguir se colocar de outra forma, neste momento, prefere n\u00e3o prosseguir, o desejo decidido das outras duas participantes sustenta o trabalho, a partir de ent\u00e3o, de outro modo.<\/p>\n<p><strong>Terceira conversa\u00e7\u00e3o: marcando a diferen\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>As participantes s\u00e3o recebidas com alguns abra\u00e7os. Informam que uma n\u00e3o prosseguir\u00e1. \u201cA Diretora paga voc\u00eas?\u201d \u2013 \u00e9 a pergunta que permite esclarecer a proposta desse trabalho e o lugar de cada um.<\/p>\n<p>Iuri senta no colo de uma participante. Quando fica pesado, ela o acomoda a seu lado, mas ele logo levanta e se afasta da roda de conversa\u00e7\u00e3o. O \u201cgrande desenhista\u201d traz seus desenhos, como havia prometido. A menina mais velha diz que \u00e9 dif\u00edcil juntar palavras. Outra menina conta um segredo para as duas participantes e pergunta: &#8220;Voc\u00eas n\u00e3o v\u00e3o contar para a professora, n\u00e9?!&#8221;<\/p>\n<p><strong>Quarta conversa\u00e7\u00e3o: inven\u00e7\u00f5es singulares<\/strong><\/p>\n<p>Muitos abra\u00e7os, novas crian\u00e7as e espa\u00e7o para segredos e confiss\u00f5es. A Festa Junina se aproxima. O assunto, ent\u00e3o, \u00e9 pares na dan\u00e7a e paix\u00f5es n\u00e3o correspondidas. As crian\u00e7as cantam a m\u00fasica de uma novela da televis\u00e3o brasileira:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"sidebox\">Eu n\u00e3o existo longe de voc\u00ea<br \/>\ne a solid\u00e3o \u00e9 o meu pior castigo.<br \/>\nEu conto as horas pra poder te ver<br \/>\nmas o rel\u00f3gio t\u00e1 de mal comigo.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Durante toda a conversa\u00e7\u00e3o, diversos profissionais do col\u00e9gio entram na sala. Um briga duramente com um menino e sai. Outros tr\u00eas chegam com pranchetas, fazem anota\u00e7\u00f5es e se retiram, sem dar uma palavra. Uma participante do laborat\u00f3rio se levanta e canta um Rap com uma letra sobre a conversa\u00e7\u00e3o, um convite \u00e0 inven\u00e7\u00e3o de cada um. Mais interrup\u00e7\u00f5es, bronca nos alunos. Iuri se aproxima e canta:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"sidebox\">Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo<br \/>\nE com cinco ou seis retas \u00e9 f\u00e1cil fazer um castelo<br \/>\nCorro o l\u00e1pis em torno da m\u00e3o e me dou uma luva<br \/>\nE se fa\u00e7o chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva<br \/>\nSe um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel<br \/>\nNum instante imagino uma linda gaivota a voar no c\u00e9u. (Toquinho\/Vin\u00edcius)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ele n\u00e3o arrisca um Rap, mas toma a palavra, do seu jeito. Uma letra longa, com rimas complexas, \u00e9 cantada por todos, na forma que conseguem.<\/p>\n<p>Outra interrup\u00e7\u00e3o. Dois meninos brigam com viol\u00eancia e a Conversa\u00e7\u00e3o \u00e9 encerrada. As meninas n\u00e3o gostam. Uma canta: \u201cgosto de ir \u00e0 escola e estar com meus amigos, eu gosto de aprender brincand\u00f4\u00f4\u00f4!\u201d.<\/p>\n<p><strong>Para concluir: \u201c\u00e9 a crian\u00e7a que interpreta o mundo\u201d<\/strong>\u00a0(MILLER, 2013, p.19)<\/p>\n<p>Um per\u00edodo longo de greve e f\u00e9rias interrompe as conversa\u00e7\u00f5es previstas. Todavia, a quinta n\u00e3o se realiza por impedimento do col\u00e9gio. Segundo uma quarta diretora: \u201cPensei que a presen\u00e7a de voc\u00eas seria por um breve tempo\u201d, diz ela se recusando a cumprimentar as participantes do laborat\u00f3rio.<\/p>\n<h6 class=\"sidebox\">Existe alguma coisa do gozo da crian\u00e7a que a escola n\u00e3o consegue tratar e este excesso de energia pode levar a crian\u00e7a a uma certa rejei\u00e7\u00e3o da escola, uma agressividade, e at\u00e9 um \u00f3dio. (LAURENT, 2013, p.153.)<\/h6>\n<p>As tentativas de enquadrar as crian\u00e7as em patologias da inf\u00e2ncia est\u00e3o de acordo com o atual regime de controle aplicado tanto \u00e0s fam\u00edlias, que s\u00e3o constantemente criticadas por neglig\u00eancia, quanto \u00e0 crian\u00e7a que ora fica no lugar de ideal da civiliza\u00e7\u00e3o, ora de gozo. A dire\u00e7\u00e3o se queixa, traz o impasse, mas se retira. N\u00e3o se implica. As invas\u00f5es na sala, vigil\u00e2ncia que inclui o trabalho das participantes do laborat\u00f3rio, fazem parte da s\u00e9rie de atos violentos que surgem de todos os lugares. Paix\u00f5es mort\u00edferas est\u00e3o em jogo.<\/p>\n<p>E as crian\u00e7as n\u00e3o querem falar de viol\u00eancia, de aprender [\u201cassunto muito chato\u201d]. Querem falar de amor, de meninos e meninas. \u201cPor que aprender \u00e9 chato?\u201d \u2013 o Rap da menina explica: querem aprender brincando. Esta experi\u00eancia enriquece o trabalho do laborat\u00f3rio, principalmente porque as crian\u00e7as ensinam como \u00e9 poss\u00edvel fazer parceria com elas e, assim, acompanh\u00e1-las em suas inven\u00e7\u00f5es. Como o menino que conta, cantando, o que pode fazer com \u201cum pinguinho de tinta\u201d que, inesperadamente, cai \u201cnum pedacinho azul do papel\u201d e se transforma em \u201cuma linda gaivota, a voar no c\u00e9u\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<footer>\n<hr \/>\n<h6><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/h6>\n<h6 id=\"footnote-1\"><sup>1<\/sup>\u00a0Atualmente, participam deste Laborat\u00f3rio Amanda Nunes, Ana Claudia Junqueira, Ana Martha Maia (respons\u00e1vel), Claudia Amoedo, Karina Guimar\u00e3es, Marina Valle, Natalia Gomes, Paola Vargas, Rafaella Tavares Tinoco, Simone Monnerat e Vanessa Carrilho dos Anjos.<br \/>\nCampo de investiga\u00e7\u00e3o: a sexualidade feminina, a maternidade, a crian\u00e7a e o adolescente, a fam\u00edlia hipermoderna.<\/h6>\n<h6 id=\"footnote-2\"><sup>2<\/sup>\u00a0Claudinho e Bochecha. M\u00fasica: Fico assim sem voc\u00ea.<\/h6>\n<h6 id=\"footnote-3\"><sup>3<\/sup>\u00a0LAURENT, E. Les traumatismes du savoir, Le savoir de l&#8217;enfant, Paris: Navarin, 2013<\/h6>\n<h6 id=\"footnote-4\"><sup>4<\/sup>\u00a0MAIA, Ana Martha. Um vazio pulsante. CIEN Digital 11. Maio 2012. Dispon\u00edvel em http:\/\/www.institutopsicanalise-mg.com.br\/ciendigital\/<\/h6>\n<h6 id=\"footnote-5\"><sup>5<\/sup>\u00a0MAIA, Ana Martha. Um vazio pulsante. CIEN Digital 11. Maio 2012. Dispon\u00edvel em http:\/\/www.institutopsicanalise-mg.com.br\/ciendigital\/<\/h6>\n<h6 id=\"footnote-6\"><sup>6<\/sup>\u00a0__________. Interpr\u00e9ter l\u2019enfant. Le savoir de l\u2019enfant. Paris: Navarin. 2013.<\/h6>\n<h6 id=\"footnote-7\"><sup>7<\/sup>TOQUINHO \/ MORAIS, V. &#8211; Aquarela \u00e9 uma p\u00e9rola musical que encanta diferentes gera\u00e7\u00f5es.<\/h6>\n<h6 id=\"footnote-8\"><sup>8<\/sup>UDENIO, B. A modo de orientaci\u00f3n. Boletim Preparat\u00f3rio \u00e0 5\u00aa Jornada Internacional do CIEN, n. 4, abr. 2011. http:\/\/www.institutopsicanalise-mg.com.br\/ciendigital\/<\/h6>\n<\/footer>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Laborat\u00f3rio: \u201cA crian\u00e7a entre a mulher e a m\u00e3e\u201d \u2022 Rio de Janeiro (RJ) Ana Martha Maia, Ana Cl\u00e1udia Junqueira e Natalia Gomes1 Entre as nuvens vem surgindo um lindo avi\u00e3o rosa e gren\u00e1 Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar Basta imaginar e ele est\u00e1 partindo, sereno e lindo E se a&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5659244,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[136,22],"tags":[123],"post_series":[],"class_list":["post-5659243","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cien-digital-16","category-laboratorios","tag-cien_digital_16","entry","has-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659243","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5659243"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659243\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5659244"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5659243"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5659243"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5659243"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=5659243"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}