{"id":5659298,"date":"2018-11-30T11:12:48","date_gmt":"2018-11-30T13:12:48","guid":{"rendered":"http:\/\/ciendigital.com.br\/?p=5659298"},"modified":"2018-11-30T11:12:48","modified_gmt":"2018-11-30T13:12:48","slug":"das-nuvens-ao-que-sai-do-corpo-rumo-ao-que-so-se-inclui-por-fora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/2018\/11\/30\/das-nuvens-ao-que-sai-do-corpo-rumo-ao-que-so-se-inclui-por-fora\/","title":{"rendered":"Das nuvens ao que sai do corpo rumo ao que s\u00f3 se inclui por fora"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659298?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659298?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><div class=\"alert-danger\">\n<figure id=\"attachment_5659299\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659299\" style=\"width: 280px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5659299\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/cedola280.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"194\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/cedola280.jpg 280w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/cedola280-274x190.jpg 274w\" sizes=\"auto, (max-width: 280px) 100vw, 280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659299\" class=\"wp-caption-text\">Hernan Cedola<\/figcaption><\/figure>\n<h6><small>Laborat\u00f3rio: Docentes Doentes: deixe-os falar! \u2022 Belo Horizonte (MG)<\/small><\/h6>\n<\/div>\n<h6>Virg\u00ednia Carvalho<a title=\"Leia nota\" href=\"#footnote-1\"><sup>1<\/sup><\/a><\/h6>\n<h5 class=\"text-success\"><strong>A crian\u00e7a nos ensina<\/strong><\/h5>\n<p>No campo da educa\u00e7\u00e3o, a crian\u00e7a testemunha o fracasso de uma pol\u00edtica baseada em um projeto de inclus\u00e3o \u201cpara-todos\u201d. Diante dessa dificuldade, a escola produz sintomas e nos pede aux\u00edlio para fazer isso funcionar, buscando eliminar as falhas. Miller (2005) nos adverte que \u201ca pr\u00e1tica lacaniana exclui a no\u00e7\u00e3o de sucesso\u201d, por reconhecer que isso que falha n\u00e3o cessar\u00e1 de n\u00e3o funcionar. Estarmos atentos ao que como dejeto cai, ao que \u201cfaz desaparecer enquanto o ideal resplandece\u201d (MILLER, 2010, p.2), faz-se necess\u00e1rio para que se opere a \u201cfineza\u201d da psican\u00e1lise (MILLER, 2008-9). Tal esfor\u00e7o, entretanto, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel sem uma \u201cdesinser\u00e7\u00e3o\u201d (MILLER, 2008), um \u201cestar fora dessa\u201d. Trata-se de n\u00e3o estarmos submetidos \u00e0 pol\u00edtica de querer o bem, o que n\u00e3o \u00e9 simples quando fazemos parte do cotidiano de uma institui\u00e7\u00e3o educacional.<\/p>\n<p>T\u00falio, uma crian\u00e7a de oito anos que se fazia desaparecer embaixo da mesa da professora, apagado e distante do ouro do projeto educativo, muito nos ensina. Em especial, que dar voz ao que n\u00e3o se inclui (sua extraterritorialidade) pode oferecer a uma crian\u00e7a algum lugar nas rotinas do mundo, o que s\u00f3 se faz por um \u201cdesejo que n\u00e3o seja an\u00f4nimo\u201d (LACAN, 2003, p.369).<\/p>\n<h5 class=\"text-success\"><strong>E.T.: o menino das nuvens<\/strong><\/h5>\n<p>Por ocasi\u00e3o do in\u00edcio do trabalho em uma escola de educa\u00e7\u00e3o infantil, a analista \u00e9 apresentada pela coordena\u00e7\u00e3o a uma cartilha que descrevia a s\u00edndrome gen\u00e9tica de espectro abundante cuja sigla \u00e9 E.T. Os comportamentos, o aspecto f\u00edsico e at\u00e9 mesmo os emocionais estavam ali escritos. T\u00falio era o E.T. da escola.<\/p>\n<p>A cartilha fora levada por sua m\u00e3e, que o considera \u201cum menininho diferente\u201d. Desde o in\u00edcio das convuls\u00f5es, aos tr\u00eas meses de vida, quando foi diagnosticado, ela n\u00e3o tira os olhos dele. Sente-se sobrecarregada por isso e aponta o pai como ausente. Gostaria de trabalhar, como antes de se casar, mas o marido n\u00e3o permite. Acredita na exist\u00eancia de uma rivalidade entre pai e filho.<\/p>\n<p>Na sala de aula do segundo per\u00edodo, n\u00e3o foi dif\u00edcil perceber quem era T\u00falio. Estava na janela, contemplando o c\u00e9u e pronunciando repetidamente a palavra \u201cnuvem\u201d. Oscilava entre observar o desenho das nuvens e ficar embaixo da mesa da professora, sem realizar atividades. Seu vocabul\u00e1rio era reduzido. Al\u00e9m de \u201cnuvem\u201d, dizia \u201ccarinho\u201d e \u201ccora\u00e7\u00e3o\u201d. A professora, para n\u00e3o ficar tomada de ang\u00fastia por n\u00e3o saber o que fazer com essa crian\u00e7a, optava por acolher seus \u201cdias de n\u00e3o querer fazer nada\u201d, deixando-o quieto. Os colegas faziam o mesmo. Quando T\u00falio escapava de debaixo da mesa para fora da sala, uma das crian\u00e7as o trazia de volta pelo bra\u00e7o de modo autom\u00e1tico. Era um dejeto da sala.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5659300\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659300\" style=\"width: 280px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5659300\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/cave280.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"175\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/cave280.jpg 280w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/cave280-274x171.jpg 274w\" sizes=\"auto, (max-width: 280px) 100vw, 280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659300\" class=\"wp-caption-text\">Nick Cave, Soundsuit<\/figcaption><\/figure>\n<h5 class=\"text-success\"><strong>Extrair a nuvem?<\/strong><\/h5>\n<p>Podemos localizar tr\u00eas tempos de nosso percurso com T\u00falio: no p\u00e1tio, na sala e com a equipe.<\/p>\n<p>No p\u00e1tio, ele se apresentava com seu corpo, dizendo sempre \u201ccarinho\u201d e se aconchegando com uma intimidade inapropriada. Era uma esp\u00e9cie de automatismo que evidenciava o quanto o corpo era um prolongamento do corpo do outro. Para a surpresa das professoras, a analista interveio recusando esse movimento e colocando um intervalo entre os corpos. T\u00falio perguntava: \u201cpor qu\u00ea?\u201d e, aos poucos, brincava de esconde-esconde. Passou a se interessar pela trajet\u00f3ria dela perguntando: \u201conde voc\u00ea vai?\u201d.<\/p>\n<p>Na sala, estava em seu mundo das nuvens e, como de costume, ao perceber a aproxima\u00e7\u00e3o, pronunciou \u201colha a nuvem!\u201d. Desta vez, por\u00e9m, ao ser questionado sobre o que havia nas nuvens, falou: \u201cUma nuvem que parece que vai chover porque t\u00e1 cinza. A chuva vai cair aqui\u201d. E, logo em seguida: \u201cPor que uma nuvem t\u00e1 pegando a outra? A nuvem t\u00e1 pegando outra\u201d. A analista pontua que \u201ca nuvem est\u00e1 indo embora&#8230;\u201d, ao que ele categoricamente responde: \u201cN\u00e3o!\u201d. Convidado a deixar as nuvens caminhando no c\u00e9u para desenh\u00e1-las, novamente, interp\u00f5e um \u201cn\u00e3o!\u201d. A analista se dirige para sua sala e ele vai at\u00e9 a metade do caminho dizendo: \u201cn\u00e3o!\u201d. Volta para as nuvens e, aos poucos, vai entrando e permitindo uma aproxima\u00e7\u00e3o. Questiona: \u201cpor que voc\u00ea vai embora?\u201d. O movimento de ir embora e voltar se anuncia para ele. Movimento de alguma separa\u00e7\u00e3o: dos corpos, das nuvens, da nomea\u00e7\u00e3o de E.T. Ap\u00f3s esse momento, os encontros com T\u00falio foram cada vez menos ocasionais. \u201cO T\u00falio parecia estar te procurando\u201d, dizia uma professora da escola, \u201cficou indo na sua sala o dia todo\u201d. A partir da\u00ed, buscamos favorecer para ele a regularidade da presen\u00e7a\/aus\u00eancia na institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com a equipe, foi necess\u00e1rio viabilizar a entrada da palavra como mediadora do la\u00e7o com as pessoas, no lugar de onde s\u00f3 se respondia com o \u201ccarinho\u201d. Para isso, sugeriu-se uma reuni\u00e3o de estudo do caso, com a participa\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios da escola. Em geral, os professores levavam muitos elementos sobre os casos a serem trabalhados, mas, de T\u00falio pouco tinham a dizer. Surpreenderam-se ao ouvir seu saber sobre as nuvens a partir de minha transmiss\u00e3o de sua fala. A diretora sintetizou bem o momento: \u201cAcho que a gente acaba tratando ele como um bebezinho, que precisa de carinho. N\u00e3o deixamos ele crescer. Quero que ele fale comigo o tanto que voc\u00ea diz que ele fala!\u201d. Ap\u00f3s essa conversa\u00e7\u00e3o, a escola promoveu o in\u00edcio de um reposicionamento com T\u00falio, o que n\u00e3o foi sem consequ\u00eancias.<\/p>\n<h5 class=\"text-success\"><strong>Pelas palavras, seus dejetos extraordin\u00e1rios<\/strong><\/h5>\n<p>Ele passou a falar muito e a agredir a professora em quem apenas fazia carinho. Mostrava, \u00e0s vezes em ato, quando o Outro estava sendo invasivo com ele, ao que antes respondia se desconectando. \u201cParece que \u00e9 a forma como est\u00e1 tentando ser algu\u00e9m que diz n\u00e3o, deixar de ser um bonequinho\u201d &#8211; conclu\u00edram na equipe.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"img-polaroid pull-left\" title=\"Sandra Cinto\" src=\"images\/cinto280.jpg\" alt=\"Sandra Cinto\" \/>Sandra Cinto, 2010<\/p>\n<p>O interesse pelas atividades dos colegas e pela arruma\u00e7\u00e3o da sala se sobressaiu \u00e0 agressividade. Continuava olhando para as nuvens, mas estas se ampliaram para \u201cnuvens que andam\u201d, \u201cvento que balan\u00e7a as folhas\u201d, \u201cchuva que vem e vai\u201d, trov\u00e3o e raio&#8230; Come\u00e7ou a querer saber o que se passava em seu corpo por meio dos objetos que se desprendiam dele. Podia ter os seus dejetos, o que \u00e9 diferente de s\u00ea-los. Gostava de ficar no banheiro vendo as fezes indo embora. Quis aprender a se limpar. Saiu da escola e n\u00e3o tivemos mais contato. Ainda se fazia necess\u00e1ria uma inven\u00e7\u00e3o com seu dejeto \u201cextraordin\u00e1rio\u201d. Seu nome, no entanto, deixou marcas na equipe, aprendizes de que as palavras valem mais que um gesto, que um \u201cquerer bem\u201d. T\u00falio nos transmite a fineza de sermos ensinados pelas crian\u00e7as e seus desfuncionamentos &#8211; seus \u201cmundos das nuvens\u201d, o que \u00e9 bem diferente de tentar apag\u00e1-los. Ele nos ensina como, embora \u00e0 primeira vista os ideais de &#8220;inclus\u00e3o&#8221; pare\u00e7am muito humanit\u00e1rios, \u00e9 preciso um ponto de exterioridade, um &#8220;fora dessa&#8221;, para que essa crian\u00e7a deixe de ser um &#8220;ET&#8221;, para que deixe de estar fora do mundo. Fica claro que suas dificuldades como &#8220;ET&#8221; n\u00e3o estavam relacionadas \u00e0 sua desinser\u00e7\u00e3o, mas \u00e0 sua inclus\u00e3o radical: o corpo em continuidade com o corpo do outro. A interven\u00e7\u00e3o orientada pela psican\u00e1lise buscou propiciar &#8220;inclu\u00ed-lo fora dessa&#8221;. Criar um fora &#8211; um intervalo entre os corpos &#8211; o permitiu se abrir para novos la\u00e7os. T\u00falio nos mostra a import\u00e2ncia de um trabalho que leva em considera\u00e7\u00e3o um re-posicionamento dos professores em seu fazer cotidiano. Os pilares do CIEN nos permitem, mais do que fazer essa aposta, colher os efeitos do que ela produz.<\/p>\n<footer>______________________________<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>LACAN, J. Nota sobre a crian\u00e7a. Outros escritos. Rio de Janeiro: JZE, 2003.<\/p>\n<p>________ J-A. Uma fantasia. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, S\u00e3o Paulo, n. 42, p. 7-18, 2005.<\/p>\n<p>________ J-A. Sobre o desejo de inser\u00e7\u00e3o e outros temas. Correio, S\u00e3o Paulo, n.62, p. 5- 17, 2008.<\/p>\n<p>_________ J-A.Coisas de fineza em psican\u00e1lise. Horizontes, Belo Horizonte, 2008-9. Dispon\u00edvel em http\/\/:institutopsicanalise-mg.com.br\/horizontes\/textos\/licoes.pdf . Acesso em: 05\/08\/12.<\/p>\n<p>________ J-A. A salva\u00e7\u00e3o pelos dejetos. Correio, S\u00e3o Paulo, n.67, p.19-26, 2010.<\/p>\n<hr \/>\n<p id=\"footnote-1\"><sup>1<\/sup>\u00a0Respons\u00e1vel pelo Laborat\u00f3rio que funciona em Minas Gerais, intitulado \u201cDocentes Doentes: deixem-os falar!\u201d composto tamb\u00e9m por Ana Lydia Santiago, Ana Carolina Cadar, Eduardo Moreira, Fernanda Costa, M\u00e1rcia Mesquita e Maria Ang\u00e9lica Serpa.<\/p>\n<\/footer>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Laborat\u00f3rio: Docentes Doentes: deixe-os falar! \u2022 Belo Horizonte (MG) Virg\u00ednia Carvalho1 A crian\u00e7a nos ensina No campo da educa\u00e7\u00e3o, a crian\u00e7a testemunha o fracasso de uma pol\u00edtica baseada em um projeto de inclus\u00e3o \u201cpara-todos\u201d. Diante dessa dificuldade, a escola produz sintomas e nos pede aux\u00edlio para fazer isso funcionar, buscando eliminar as falhas. 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