{"id":5659364,"date":"2019-03-17T11:42:42","date_gmt":"2019-03-17T14:42:42","guid":{"rendered":"http:\/\/ciendigital.com.br\/?p=5659364"},"modified":"2019-03-17T12:02:21","modified_gmt":"2019-03-17T15:02:21","slug":"laboratorio-trocando-em-miudos-a-experiencia-de-analisante-e-o-real-em-jogo-nas-escolas-para-alem-da-mistura-do-ouro-ao-cobre1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/2019\/03\/17\/laboratorio-trocando-em-miudos-a-experiencia-de-analisante-e-o-real-em-jogo-nas-escolas-para-alem-da-mistura-do-ouro-ao-cobre1\/","title":{"rendered":"Laborat\u00f3rio: &#8220;Trocando em Mi\u00fados&#8221; A experi\u00eancia de analisante e o real em jogo nas escolas: Para al\u00e9m da mistura do ouro ao cobre?1"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659364?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659364?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h6>Margarete Parreira Miranda (Respons\u00e1vel)<\/h6>\n<p>Frente ao real que toma de s\u00fabito o espa\u00e7o das institui\u00e7\u00f5es escolares, o analisante \u00e9 colocado em xeque pelos professores, crian\u00e7as e adolescentes. \u00c9 usual, no transcorrer de uma Conversa\u00e7\u00e3o, os professores, por exemplo, dizerem, sem se despojarem de intensa agressividade: \u201cQueria ver voc\u00ea dentro de uma sala de aula\u201d, desafiando o suposto saber. Mas, \u00e9 dessa posi\u00e7\u00e3o que o trabalho do analisante opera?<\/p>\n<p>Como analisante, tenho de me responsabilizar pelo desejo de trabalhar em contextos t\u00e3o desafiadores. Interpelo o que me causa ao intervir nos sintomas da sociedade contempor\u00e2nea, apreensiva com a segrega\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes nas escolas.<\/p>\n<p>Como praticar esse saber n\u00e3o saber, pergunta Judith Miller<a title=\"Leia nota\" href=\"#footnote-2\"><sup>2<\/sup><\/a>, como sustentar o vazio do n\u00e3o saber em uma pr\u00e1tica interdisciplinar? O inter que aproxima as disciplinas seria tamb\u00e9m o marcador que as diferencia? Considero que a a\u00e7\u00e3o do analista se estende sem se fundir, sustentandose no vai e vem de sua pr\u00e1tica em extens\u00e3o, com sua forma\u00e7\u00e3o em inten\u00e7\u00e3o e a transmiss\u00e3o, como nos orienta Lacan no \u201cAto de Funda\u00e7\u00e3o\u201d (2003).<\/p>\n<p>Trago, nesse artigo, uma vinheta pr\u00e1tica de onde extraio elementos que possam elucidar pontos referentes \u00e0 quest\u00e3o proposta: Como minha experi\u00eancia de analisante me permite apoiar a interven\u00e7\u00e3o em uma Conversa\u00e7\u00e3o, levando em conta o real em jogo para cada sujeito nas institui\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<h5 class=\"text-success\"><strong>O tr\u00e2mite na institui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h5>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o escolar lida com urg\u00eancias, barulhos, suores, gemidos, poucos risos, muita comida \u2013 merendas, almo\u00e7os, lanchinhos \u2013 sil\u00eancios, entona\u00e7\u00f5es variadas do dizer, indo dos cochichos aos gritos e conting\u00eancias. \u201cA agita\u00e7\u00e3o perturba o repouso favor\u00e1vel \u00e0s reflex\u00f5es\u201d, dizem os educadores.<\/p>\n<p>Nesse contexto, adentra pela sala dos professores, no intervalo para o caf\u00e9, uma professora aos prantos. Imediatamente os colegas acolhem seu choro, justificado pela agress\u00e3o de seu aluno que a chamou de \u201cvagabunda!\u201d Cercaram-na considerando aquele estado de coisas, e aludindo refer\u00eancias aos comportamentos desmedidos dos alunos de hoje. A professora chorava e chorava dizendo como estava \u201cofendida com a falta de respeito do aluno\u201d. Negava-se a retomar aquela sala de aula se o adolescente ali se mantivesse. Essa cena se desenrolava em nossa presen\u00e7a.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5659366\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659366\" style=\"width: 226px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5659366\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/guimaraes280-226x300.jpg\" alt=\"\" width=\"226\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/guimaraes280-226x300.jpg 226w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/guimaraes280-274x363.jpg 274w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/guimaraes280.jpg 280w\" sizes=\"auto, (max-width: 226px) 100vw, 226px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659366\" class=\"wp-caption-text\">Jos\u00e9 de Guimar\u00e3es<\/figcaption><\/figure>\n<p>O que os professores esperavam de n\u00f3s, j\u00e1 que agiam sob nossas vistas, dando a ver seu desconforto? A colega que me acompanhava interrogou: \u201cN\u00e3o vamos fazer nada?\u201d Ao que lhe respondi: \u201cVamos aguardar\u201d.<\/p>\n<p>Antes de sair da sala dos professores, para coordenar uma Conversa\u00e7\u00e3o j\u00e1 agendada anteriormente, me aproximei da referida professora \u2013 que ainda estava se queixando chorosa para os colegas \u2013 e lhe disse: \u201cSe voc\u00ea quiser conversar, voc\u00ea me procura?\u201d Ela respondeu que sim. Pretendia com aquela r\u00e1pida interven\u00e7\u00e3o marcar a diferen\u00e7a entre um lugar anal\u00edtico poss\u00edvel na institui\u00e7\u00e3o, ao que Miller (2007) nomeia \u201cLugar Alfa\u201d. Esse seria um lugar em que o \u201cfalar \u00e0 toa\u201d assumiria a forma de quest\u00e3o ou de resposta, distinto da situa\u00e7\u00e3o que lhes ofertavam os colegas naquele momento, em que o sujeito fala o que quiser, \u00e0 vontade, para \u201caliviar\u201d ou \u201cdesabafar\u201d ou mesmo para ser \u201cconsolado\u201d.<\/p>\n<h5 class=\"text-success\"><strong>O real em jogo e o analisante fora da situa\u00e7\u00e3o standard<\/strong><\/h5>\n<p>A emerg\u00eancia do real coloca ao analisante concernido nas institui\u00e7\u00f5es v\u00e1rias quest\u00f5es frente ao gozo contempor\u00e2neo. Como intervir para descompletar com seu ato uma sequ\u00eancia de sentidos e interpreta\u00e7\u00f5es que potencializam o lugar do nada mort\u00edfero e da impot\u00eancia? Diante do \u201cisso quer gozar\u201d o corte pode arrefecer o excesso de sentido. A posi\u00e7\u00e3o do analisante permite intervir de outro lugar e restava saber em que ponto o sujeito ou aquela professora consentiria com outra oferta, diferente da compreens\u00e3o e empatia que os colegas lhe destinavam. Cottet (2005) nos alerta que, \u201cuma cl\u00ednica do real que n\u00e3o \u00e9 apenas uma cl\u00ednica do sentido ou do simb\u00f3lico, deve necessariamente tocar o sujeito no ponto em que sua fala toca em sua puls\u00e3o\u201d (2005, p. 22).<\/p>\n<p>Se estamos lidando com o real na institui\u00e7\u00e3o, como suportar o malestar produzido pelo gozo da professora ofendida diante do \u201cvagabunda\u201d de seu aluno, sem apressar em responder a essa demanda de amor ou de saber? Algo do real do analisante est\u00e1 tamb\u00e9m em jogo em seu ato. E esse real tem destino na psican\u00e1lise pura, onde se produz uma opera\u00e7\u00e3o subjetiva com manejo mais favor\u00e1vel do pr\u00f3prio mal-estar do analisante.<\/p>\n<p>Nas Conversa\u00e7\u00f5es que se seguiram, aquela professora expressou o seu insuport\u00e1vel ao ser chamada de \u201cvagabunda\u201d pelo aluno. Em vez de buscar sentidos v\u00e1rios para aquele significante em sua vida ou produzir uma sucess\u00e3o de significados que justificassem o ato do adolescente, interpelei: \u201cComo se posicionar frente ao adolescente que provoca chamando a professora de vagabunda?\u201d Essa interven\u00e7\u00e3o deslocou o fluir da puls\u00e3o para outros significantes da cadeia. Esvaziado o excesso de sentido que recobria o mal-estar dos professores, estes subjetivaram quest\u00f5es sobre a dificuldade de lidar com esse enfrentamento di\u00e1rio, com as diferen\u00e7as do adolescente de hoje com o de seu tempo, as dificuldades em se posicionarem como autoridade, dentre outras.<\/p>\n<p>Naquele momento da Conversa\u00e7\u00e3o, o discurso psicanal\u00edtico pode ainda interagir com a educa\u00e7\u00e3o ofertando esclarecimentos sobre o \u201cdespertar e o ex\u00edlio dos adolescentes\u201d, seus comportamentos de risco, sua dif\u00edcil travessia e a transfer\u00eancia para outros representantes \u2013 no caso os professores \u2013 de suas d\u00favidas e ressentimentos frente a ang\u00fastia do \u201cn\u00e3o saber a priori\u201d sobre a sexualidade. Para Miller (MILLER, 2009, p. 2)<a title=\"Leia nota\" href=\"#footnote-3\"><sup>3<\/sup><\/a>\u00a0\u201cos efeitos psicanal\u00edticos n\u00e3o resultam apenas do enquadre, mas do discurso, quer dizer, da instala\u00e7\u00e3o de coordenadas simb\u00f3licas por algu\u00e9m, que \u00e9 analista [&#8230;]\u201d. Os professores em Conversa\u00e7\u00e3o buscaram outros significantes que revestissem o objeto produtor do seu mal-estar, fazendo deslocar o eixo da queixa para elabora\u00e7\u00e3o de respostas. Um afrouxamento foi produzido incidindo sobre o real da professora, permitindo novos arranjos libidinais, o que teve efeitos sobre sua pr\u00e1tica.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5659365\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659365\" style=\"width: 280px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5659365\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/paredes280.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"257\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/paredes280.jpg 280w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/paredes280-274x251.jpg 274w\" sizes=\"auto, (max-width: 280px) 100vw, 280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659365\" class=\"wp-caption-text\">Cecilia Paredes<\/figcaption><\/figure>\n<p>No transcorrer das Conversa\u00e7\u00f5es, foram produzidas pequenas e novas amarra\u00e7\u00f5es concluindo com o dizer dos professores acerca da mudan\u00e7a de seu manejo com os adolescentes. Os educadores j\u00e1 n\u00e3o se colocavam t\u00e3o vulner\u00e1veis diante das \u201cofensas\u201d, lidando de maneiras diferentes. Aquela professora disse: \u201cEst\u00e1 mais poss\u00edvel lidar com os alunos: j\u00e1 n\u00e3o tomo o que dizem como se fosse diretamente para mim\u201d. Uma professora declarou que \u201cos alunos mudaram, pois j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o t\u00e3o dif\u00edceis\u201d. Outros professores reafirmaram esse dizer. Interpelei: \u201cOs alunos \u00e9 que n\u00e3o est\u00e3o mais t\u00e3o dif\u00edceis?\u201d Rimos.<\/p>\n<p>Simone Souto (SOUTO, 2008, p. 12) nos lembra em refer\u00eancia \u00e0 psican\u00e1lise aplicada aos CPCTs, que essa pr\u00e1tica da psican\u00e1lise \u201cp\u00f5e em primeiro plano a vertente libidinal da transfer\u00eancia e o analista como objeto, fazendo surgir o avesso do sujeito suposto saber, mas tamb\u00e9m, paradoxalmente, o que, em \u00faltima inst\u00e2ncia constitui sua sustenta\u00e7\u00e3o e sua causa: esse objeto sem nenhum valor que o analista \u00e9\u201d.<\/p>\n<p>Para o analisante resta, ent\u00e3o, o ganho da elabora\u00e7\u00e3o sobre a forma de responder em que experimenta um saber fazer correlato com o objeto a que, na transfer\u00eancia, ele suporta.<\/p>\n<p>Naquela escola, o \u201canalista n\u00f4made\u201d<a title=\"Leia nota\" href=\"#footnote-4\"><sup>4<\/sup><\/a>\u00a0\u00e9 convidado a voltar.<\/p>\n<footer>______________________________<\/p>\n<h6><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/h6>\n<h6>COTTET, Serge. Efeitos terap\u00eauticos na cl\u00ednica psicanal\u00edtica contempor\u00e2nea. In:\u00a0<em>Efeitos terap\u00eauticos na psican\u00e1lise aplicada<\/em>. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2005.<\/h6>\n<h6>FREUD, Sigmund. Linhas de progresso na terapia psicanal\u00edtica (1919[1918]). Rio de Janeiro: Imago, 1969 (<em>Edi\u00e7\u00e3o standard das obras psicol\u00f3gicas completas de Freud,\u00a0<\/em>17).<\/h6>\n<h6>LACAN, Jacques. Ato de Funda\u00e7\u00e3o. In:\u00a0<em>Outros Escritos<\/em>. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2003.<\/h6>\n<h6>MILLER, J. A. Rumo ao Pipol 4. Dispon\u00edvel em http:\/\/br.roups.uahooo.com\/group\/ebp-veredas.<\/h6>\n<h6>MILLER, J. Apresenta\u00e7\u00e3o do CIEN Digital 2. Dispon\u00edvel em www.clin-a.com.br.<\/h6>\n<h6>SOUTO, Simone. O CTPC e seu tempo. In: Curinga, v. 1, n. 0 (out 1993) \u2013 Belo Horizonte: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise \u2013 Se\u00e7\u00e3o Minas, n. 26, jun. 2008.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 id=\"footnote-1\"><sup>1<\/sup>\u00a0Refer\u00eancia \u00e0 argumenta\u00e7\u00e3o de Freud no texto de 1918 \u201cLinhas de Progresso na Terapia Psicanal\u00edtica\u201d, quando colocava em debate a quest\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise e os seus benef\u00edcios para classes sociais menos privilegiadas. Chamava aten\u00e7\u00e3o para os cuidados com a aplica\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise: \u201c\u00c9 muito prov\u00e1vel, tamb\u00e9m, que a aplica\u00e7\u00e3o em larga escala da nossa terapia nos force a fundir o ouro puro da an\u00e1lise livre com o cobre da sugest\u00e3o direta [&#8230;]\u201d. (FREUD, 1918, p. 180-181).<\/h6>\n<h6 id=\"footnote-2\"><sup>2<\/sup>\u00a0Apresenta\u00e7\u00e3o do CIEN Digital 2, 2007.<\/h6>\n<h6 id=\"footnote-3\"><sup>3<\/sup>\u00a0MILLER, J.A. Rumo ao Pipol 4. Dispon\u00edvel em hppt:\/\/br.roups.uahooo.com\/ group\/ebp-veredas<\/h6>\n<h6 id=\"footnote-4\"><sup>4<\/sup>\u00a0Em uma aproxima\u00e7\u00e3o ao analista como \u201cobjeto n\u00f4made\u201d, referenciado por Miller em \u201cRumo ao Pipol 4\u201d, obra anteriormente citada.<\/h6>\n<\/footer>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Margarete Parreira Miranda (Respons\u00e1vel) Frente ao real que toma de s\u00fabito o espa\u00e7o das institui\u00e7\u00f5es escolares, o analisante \u00e9 colocado em xeque pelos professores, crian\u00e7as e adolescentes. \u00c9 usual, no transcorrer de uma Conversa\u00e7\u00e3o, os professores, por exemplo, dizerem, sem se despojarem de intensa agressividade: \u201cQueria ver voc\u00ea dentro de uma sala de aula\u201d, desafiando&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5659366,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[138,22],"tags":[125],"post_series":[],"class_list":["post-5659364","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cien-digital14","category-laboratorios","tag-cien_digital_14","entry","has-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659364","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5659364"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659364\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5659366"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5659364"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5659364"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5659364"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=5659364"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}