{"id":5659396,"date":"2019-03-17T11:57:24","date_gmt":"2019-03-17T14:57:24","guid":{"rendered":"http:\/\/ciendigital.com.br\/?p=5659396"},"modified":"2019-03-17T11:59:31","modified_gmt":"2019-03-17T14:59:31","slug":"editorial-no-14","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/2019\/03\/17\/editorial-no-14\/","title":{"rendered":"Editorial &#8211; Abril de 2013"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659396?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659396?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><figure id=\"attachment_5659397\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659397\" style=\"width: 229px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5659397\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/pich280-229x300.jpg\" alt=\"\" width=\"229\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/pich280-229x300.jpg 229w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/pich280-274x359.jpg 274w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/pich280.jpg 280w\" sizes=\"auto, (max-width: 229px) 100vw, 229px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659397\" class=\"wp-caption-text\">Sopheap Pich<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Maria Rita Guimar\u00e3es<\/h6>\n<div class=\"row-fluid\">\n<div id=\"divMain\" class=\"span12\">\n<p>Caro leitor,<\/p>\n<p>No n\u00famero inaugural do CIEN Digital dissemos, parafraseando Jacques Alain-Miller<a title=\"Leia nota\" href=\"#footnote-1\"><sup>1<\/sup><\/a>, que sua ambi\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cbem aquela de ser o Boletim eletr\u00f4nico do real\u201d. Desde ent\u00e3o nos esfor\u00e7amos por manter esse objetivo e esse n\u00famero o comprova, de modo inequ\u00edvoco. N\u00e3o menos importante ser\u00e1 constatar de que se trata de um objetivo compartilhado por muitos e de muitos lugares. Percorra os textos e veja a extens\u00e3o geogr\u00e1fica aqui inserida, mapeada pelo fio orientador advindo das quest\u00f5es sobre o real, real das \u201ccrian\u00e7as do real\u201d, real de uma \u00e9poca em que seu ideal prescreve que se encaixe todo o excesso de cada sujeito numa classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vamos percorr\u00ea-lo! Que acha de partirmos de Buenos Aires? Partimos de l\u00e1 ou vamos para l\u00e1? Claro, vamos todos \u00e0 vizinha\u00a0<strong>Buenos Aires<\/strong>, em\u00a0<strong>20 de novembro de 2013<\/strong>, por ocasi\u00e3o da\u00a0<strong>Jornada Internacional do CIEN<\/strong>, que acontecer\u00e1 junto ao VI Encontro Americano de Psican\u00e1lise de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana (Enapol), mas, primeiramente, partiremos da leitura de sua\u00a0<strong>Apresenta\u00e7\u00e3o<\/strong>, feita por Fernanda Otoni de Barros Brisset, coordenadora do CIEN no Brasil, com o texto:\u00a0<strong>Prega leve no mundo do furor dominandis<\/strong>. Leia-o atentamente e detenha-se no convite:<\/p>\n<p>As resson\u00e2ncias da Conversa\u00e7\u00e3o de Salvador se far\u00e3o ouvir no argumento que preparamos para animar a cada um de voc\u00eas, em especial, a enviar sua vinheta para esse encontro, cujo tema \u201cMe inclui fora dessa \u2013 b\u00fassola que cada um inventa\u201d, diz de nossa aposta nas inven\u00e7\u00f5es das nossas crian\u00e7as e adolescentes, no seu saber fazer, em sua decis\u00e3o apaixonada pelo futuro, se servindo do mestre (me inclui) ao prescindir dele (fora dessa) \u2013 tra\u00e7o fundante da juventude de cada \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>Argumento<\/strong>. Vamos nos deixar levar pela chamada ao trabalho produzida pela enigm\u00e1tica frase de um jovem: \u201cme inclui fora dessa\u201d, \u00e0 qual Celio Garcia concedeu grande valor e para qual nos voltamos para \u201cler\u201d o que h\u00e1 de saber a\u00ed inscrito. No argumento est\u00e1 escrito:<\/p>\n<p class=\"text-success\">Esta Jornada do CIEN prop\u00f5e-se ao exerc\u00edcio de nos esburacar, nossas vendas, nossos protetores de ouvidos, para dar lugar \u00e0s formas variadas, \u00e0 \u201cvaridade\u201d (do sintoma), com as quais nos esbarramos cada vez mais.<\/p>\n<p class=\"text-success\"><small>Jornada Internacional do CIEN<cite title=\"Fonte\">\u00a0\u2022 Buenos Aires \u2022 20 de novembro de 2013<\/cite><\/small><\/p>\n<p>Os indicativos de que a frase \u201cme inclui fora dessa\u201d nos provoca, j\u00e1 se mostram: voc\u00ea encontrar\u00e1 tr\u00eas elabora\u00e7\u00f5es da mesma, ressoando a natureza interdisciplinar do trabalho do CIEN. Cristiana Pittella, apoiando-se em Miller, reporta-se \u00e0 ideia de exclus\u00e3o interna, referindo-se ao paradoxo de Russel, aquele do barbeiro que \u201cse barbeia a si mesmo, ele n\u00e3o \u00e9 o barbeiro que barbeia todos aqueles que n\u00e3o se barbeiam: se ele \u00e9, n\u00e3o \u00e9.\u201d Ap\u00f3s evocar Groucho Marx, deixa-nos a pergunta se a frase estudada n\u00e3o indica alguma possibilidade de socializa\u00e7\u00e3o do gozo e abertura ao la\u00e7o social.<\/p>\n<p>Como \u00e9 a abordagem do oximoro \u201cme inclui fora dessa\u201d pela matem\u00e1tica? Fernando Prado introduz-nos no mundo das probabilidades, utilizando-se do evento do lan\u00e7amento de duas moedas, para nos propor uma interessante leitura dos conceitos de independ\u00eancia, disjun\u00e7\u00e3o, intercess\u00e3o, exclus\u00e3o.<\/p>\n<p>No trabalho de Hern\u00e1n Villar encontramos o mito da Hidra de Lerna, que, com tr\u00eas cabe\u00e7as, Mercado, Ci\u00eancia e T\u00e9cnica, obriganos a pensar no empuxo \u00e0 hiperdisciplina. Atrav\u00e9s de cuidadoso desenvolvimento de suas formula\u00e7\u00f5es, o autor analisa suas consequ\u00eancias em nossas vidas, submetidos como estamos ao comando das figuras acima destacadas. Incluir-se fora das etiquetas apresenta-se como uma bufada de ar fresco para cada um.<\/p>\n<p>Sim, a psican\u00e1lise oferece a oportunidade de bons ares ao sujeito, ao mant\u00ea-lo ao abrigo da puls\u00e3o de morte e lhe conceder a possibilidade de buscar um modo de viver melhor com seu real. Quem nos fala disso \u00e9 Eric Laurent, na rubrica\u00a0<strong>ENTREvista<\/strong>.<\/p>\n<p>Nela, voc\u00ea encontrar\u00e1 as ideias que o autor apresenta em seu livro\u00a0<strong>A batalha do autismo<\/strong>.<\/p>\n<p>E os\u00a0<strong>LABOR(a)t\u00f3rios do CIEN<\/strong>? Frutificam seus efeitos e, sobre-tudo, frutificam os esfor\u00e7os do participante\/analisante em extrair e formular as respostas que, de sua rela\u00e7\u00e3o \u00e0 psican\u00e1lise, p\u00f4de o-ferecer ao impasse que lhe foi apresentado. Margarete Miranda e M\u00f4nica Campos, atrav\u00e9s de duas preciosas vinhetas pr\u00e1ticas, nos demonstram \u201ccomo a experi\u00eancia anal\u00edtica de cada uma lhes serviu de apoio para sua a\u00e7\u00e3o levando em conta o real em jogo\u201d<a title=\"Leia nota\" href=\"#footnote-2\"><sup>2<\/sup><\/a>, nas institui\u00e7\u00f5es em que trabalham.<\/p>\n<p>E os Laborat\u00f3rios do CIEN tamb\u00e9m se frutificam, pois aqui vemos os registros de dois novos Laborat\u00f3rios em forma\u00e7\u00e3o, conforme nos relatam Claudia Reis, de Ribeir\u00e3o Preto (SP) e M\u00f4nica Hage, de Salvador (BA). No texto A inimputabilidade e a b\u00fassola de cada um, Miguel Antunes nos conta como Ana Beatriz, a jovem etiquetada de \u201cbandida\u201d e destinada a \u201cn\u00e3o ser nada na vida\u201d, encontra seu lugar, um lugar na vida, auxiliada pela pr\u00e1tica da Conversa\u00e7\u00e3o interdisciplinar.<\/p>\n<p>Em\u00a0<strong>\u00d3rbita<\/strong>\u00a0chegamos \u00e0 Bol\u00edvia pela m\u00e3o de Alexandre Stevens. Com ele podemos conhecer e aprender muito sobre o trabalho ali desenvolvido com meninos de rua. Situa\u00e7\u00e3o extremamente semelhante ao que acontece no Brasil, encontramos em suas palavras uma generosa transmiss\u00e3o ,\u00e0 qual nos resta agradecer.<\/p>\n<p>A rubrica\u00a0<strong>CineCIEN<\/strong>\u00a0oferece-nos a oportunidade de focalizar o filme grego\u00a0<strong>Canino (Kynodontas)<\/strong>\u00a0\u00e0 luz do que chamamos a pol\u00edtica da psican\u00e1lise. Esse estranho filme \u00e9 uma alegoria que nos conduz, pelo absurdo, ao encontro de uma fam\u00edlia que vive num mundo intramuros, descontaminada do la\u00e7o social, consequentemente, dos efeitos de subjetiva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E, se chegamos at\u00e9 a Gr\u00e9cia, \u00e9 hora de pensar em todas, algu-mas, umas, enfim, numa palavra que lhe ficou dessa trajet\u00f3ria. Queremos que nos conte, depois!<\/p>\n<p>Boa leitura!<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"footerInnerSeparator\"><\/div>\n<footer>\n<hr \/>\n<h6 id=\"footnote-1\"><sup>1<\/sup>\u00a0MILLER. Jacques Alain, Lacan voulait m\u00eame qu\u2019une analyse aboutisse \u00e0 un th\u00e9or\u00e8me. On a laiss\u00e9 \u00e0 Ornicar? son sous-titre historique,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.lacanian.net\/Ornicar%20online\/index.htm\">\u201crevue du Champ freudien\u201d<\/a>. Mais son ambition est bien d\u2019\u00eatre la Revue du R\u00e9el.<\/h6>\n<h6 id=\"footnote-2\"><sup>2<\/sup>\u00a0Nos termos utilizados por Agn\u00e8s Giraudel, presidente do CIEN franc\u00f3fano.<\/h6>\n<\/footer>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Rita Guimar\u00e3es Caro leitor, No n\u00famero inaugural do CIEN Digital dissemos, parafraseando Jacques Alain-Miller1, que sua ambi\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cbem aquela de ser o Boletim eletr\u00f4nico do real\u201d. Desde ent\u00e3o nos esfor\u00e7amos por manter esse objetivo e esse n\u00famero o comprova, de modo inequ\u00edvoco. 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