{"id":5659449,"date":"2019-11-17T08:57:32","date_gmt":"2019-11-17T10:57:32","guid":{"rendered":"http:\/\/ciendigital.com.br\/?p=5659449"},"modified":"2019-11-17T09:28:36","modified_gmt":"2019-11-17T11:28:36","slug":"o-infamiliar-e-o-extimo-nas-conversacoes-inter-disciplinares-do-cien","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/2019\/11\/17\/o-infamiliar-e-o-extimo-nas-conversacoes-inter-disciplinares-do-cien\/","title":{"rendered":"O infamiliar e o \u00eaxtimo nas conversa\u00e7\u00f5es inter-disciplinares do CIEN"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659449?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659449?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><figure id=\"attachment_5659451\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659451\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5659451\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/009-001-300x225.png\" alt=\"Autor: Anni Roenkae \u2013 Imagem: shallow-focus-photo-of-clear-ball https:\/\/www.pexels.com\/ \" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/009-001-300x225.png 300w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/009-001-274x206.png 274w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/009-001.png 449w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659451\" class=\"wp-caption-text\">Autor: Anni Roenkae \u2013 Imagem:<br \/>shallow-focus-photo-of-clear-ball<br \/>https:\/\/www.pexels.com\/<\/figcaption><\/figure>\n<h6><strong><em>Ana Martha Wilson Maia<\/em><\/strong><\/h6>\n<blockquote><p>\u201c\u00c9 numa casa que a gente se sente s\u00f3. N\u00e3o do lado de fora, mas de dentro. Em um parque, h\u00e1 p\u00e1ssaros, gatos. E de vez em quando um esquilo, um fur\u00e3o. Em um parque a gente n\u00e3o est\u00e1 sozinha. Mas dentro da casa a gente fica t\u00e3o s\u00f3 que \u00e0s vezes se perde.\u201d<\/p>\n<h6>Marguerite Duras, <em>Escrever<\/em>.<\/h6>\n<\/blockquote>\n<p>Para escrever \u201clivros desconhecidos\u201d por ela mesma, diferentes dos que havia escrito at\u00e9 ent\u00e3o, Marguerite Duras conta que permaneceu dez anos em casa, numa solid\u00e3o feita por ela e para ela. Foi assim que escreveu <em>Le ravissement de Lol V. Stein<\/em>, um de seus mais belos romances cinematogr\u00e1ficos, <em>Le Vice-c\u00f4nsul<\/em> e muitos outros. E entre tantas coisas, Duras nos ensina poeticamente sobre estar s\u00f3, \u201cdentro\u201d da casa.<\/p>\n<p>Recentemente publicada pela Editora Aut\u00eantica, uma nova tradu\u00e7\u00e3o bil\u00edngue de um pequeno texto de Sigmund Freud transmite a grandiosidade de sua obra e a import\u00e2ncia da palavra para o ser falante. Ex\u00edmio cl\u00ednico e pesquisador, Freud faz refer\u00eancia a diversos campos de saber &#8211; como \u00e0 ci\u00eancia, filologia, est\u00e9tica, lingu\u00edstica, filosofia e \u00e0 literatura fant\u00e1stica -, recolhe uma palavra alem\u00e3 da vida cotidiana e a transforma em conceito, depois de t\u00ea-la dissecado at\u00e9 o osso. At\u00e9 o que do real, esta palavra recorta.<\/p>\n<p>Em seu cent\u00e9simo anivers\u00e1rio, <em>Das Unheimliche<\/em> (1919) recebe uma tradu\u00e7\u00e3o brasileira que ressalta a constru\u00e7\u00e3o de um conceito-neologismo: \u201cO infamiliar\u201d, seja por sua forma ou uso inauditos.<\/p>\n<p>O estranho, O inquietante, O estranho-familiar, O infamiliar &#8211; nas tradu\u00e7\u00f5es para a l\u00edngua portuguesa, <em>Unheimliche<\/em> apresenta varia\u00e7\u00f5es em torno do intraduz\u00edvel, no sentido do que Cassin descreve como \u201co que n\u00e3o cessa de (n\u00e3o) traduzir\u201d (p.17).<\/p>\n<p>Se o intraduz\u00edvel \u00e9 \u201co sintoma por excel\u00eancia da diversidade das l\u00ednguas\u201d (Santoro, p.158), o infamiliar expressa a impossibilidade de sobreposi\u00e7\u00e3o de uma palavra na tradu\u00e7\u00e3o de uma l\u00edngua a outra e mostra que \u201co muro entre as l\u00ednguas n\u00e3o \u00e9 intranspon\u00edvel, mas tamb\u00e9m que a passagem de uma l\u00edngua a outra exige um certo for\u00e7amento\u201d (Iannini e Tavares, p.9).<\/p>\n<p>Podemos dizer que a impossibilidade da tradu\u00e7\u00e3o perfeita coloca em evid\u00eancia o muro da linguagem, o imposs\u00edvel da rela\u00e7\u00e3o sexual na express\u00e3o de Lacan, que separa o que \u00e9 de cada um em seu dizer e na solid\u00e3o do seu gozo, como ilustra Duras.<\/p>\n<p><em>Das Unheimliche<\/em> trata do que o ser falante encontra como estrangeiro em si mesmo, em seu \u201cinfinito particular\u201d, diria Marisa Monte, com sua linda voz.<\/p>\n<p>Nas palavras de Freud:<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[\u2026] o <em>infamiliar<\/em> \u00e9 uma esp\u00e9cie do que \u00e9 aterrorizante, que remete ao velho conhecido, h\u00e1 muito \u00edntimo. [\u2026] Quanto mais uma pessoa se orienta por aquilo que se encontra a sua volta, menos \u00e9 atingida pela impress\u00e3o de <em>infamiliaridade<\/em> quanto \u00e0s coisas ou aos acontecimentos\u201d (Freud, 2018 [1919], p.33).<\/p><\/blockquote>\n<p>O encontro com o infamiliar causa ang\u00fastia. E quanto mais um profissional se queixa do sintoma da crian\u00e7a e insiste numa solu\u00e7\u00e3o protocolar que coloca etiquetas, menos inventivo ele pode ser no trabalho com a crian\u00e7a e a partir de seu lugar na institui\u00e7\u00e3o. O que o sintoma da crian\u00e7a diz sobre o seu pr\u00f3prio sintoma? \u2013 \u00e9 uma quest\u00e3o que se coloca e circunscreve que na aposta do CIEN na conversa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se trata de uma \u201cpsicoterapia generalizada\u201d (Laurent, p.41), embora vise reintroduzir a causalidade ps\u00edquica.<\/p>\n<p>No dispositivo fundamentado na proposta de Miller (2005) de uma associa\u00e7\u00e3o livre coletiva, a conversa\u00e7\u00e3o inter-disciplinar visa abrir um espa\u00e7o para a inven\u00e7\u00e3o por meio de solu\u00e7\u00f5es singulares de cada um: da crian\u00e7a e dos profissionais que lidam com ela nas institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Disso resulta os efeitos poss\u00edveis da enuncia\u00e7\u00e3o para aquele que fala, ao tomar uma posi\u00e7\u00e3o subjetiva diante de seu dizer. Efeitos que podem alcan\u00e7ar todos que est\u00e3o de algum modo implicados no impasse apresentado na conversa\u00e7\u00e3o, a saber: aquele que tomou a palavra, os que est\u00e3o presentes na cena da conversa\u00e7\u00e3o e os que dela fazem parte indiretamente, como outros profissionais da institui\u00e7\u00e3o, as crian\u00e7as e seus pais.<\/p>\n<p>Freud enfatiza que o \u201c<em>infamiliar<\/em> seria tudo o que deveria permanecer em segredo, oculto, mas que veio \u00e0 tona.\u201d (p.45) Algo que \u00e9 tanto \u00edntimo e conhecido, como estranho, desconhecido, inquietante, infamiliar. \u00c9 justamente por ser intraduz\u00edvel que o infamiliar traz uma contribui\u00e7\u00e3o para o trabalho que os laborat\u00f3rios do CIEN realizam, pois de que se trata nas conversa\u00e7\u00f5es inter-disciplinares sen\u00e3o de seres falantes com suas pr\u00f3prias l\u00ednguas, em torno de um real que lhes concerne?<\/p>\n<p>Aberta a conversa\u00e7\u00e3o e colocado o impasse, cada um que deseja \u201cfala\u201d. E para n\u00e3o tornar a oferta da palavra um bl\u00e1bl\u00e1bl\u00e1 que infinitiza a produ\u00e7\u00e3o de sentido, \u201ca aposta na conversa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma aposta sobre o corte\u201d (Laurent, p.43) em que se opera um traumatismo, uma interrup\u00e7\u00e3o na fala, cujo objetivo \u00e9 manter o desejo de saber em torno de \u201cum vazio pulsante\u201d, (Maia, 2012).<\/p>\n<p>Como n\u00e3o h\u00e1 um saber pr\u00e9vio e exterior, mas poss\u00edveis e diferentes respostas, a demanda de saber \u00e9 decepcionada de uma boa maneira e pode se tornar um motor de trabalho (Udenio, 2011). Deste modo, o vazio pulsante desaloja o ser falante do lugar de mestre e promove inven\u00e7\u00f5es. Mas como manter vazio este lugar do saber?<\/p>\n<p>Para que se preserve um vazio pulsante na conversa\u00e7\u00e3o e, consequentemente o trabalho dos participantes, \u00e9 fundamental a presen\u00e7a de ao menos um <em>analisante esclarecido<\/em> &#8211; na precisa express\u00e3o cunhada, h\u00e1 muitos anos, por Beatriz Udenio -, que possa sustentar uma posi\u00e7\u00e3o de n\u00e3o-saber. \u201cTrata-se muito mais de despojar-se de toda expectativa de tornar-se c\u00e9lebre\u201d (Udenio, 2018, p.59) como um mestre que traria alguma \u201cverdadeira\u201d solu\u00e7\u00e3o para o impasse, ao inv\u00e9s de estar numa posi\u00e7\u00e3o de dentro-fora, visando o vazio pulsante. Assim, a posi\u00e7\u00e3o do analisante esclarecido numa conversa\u00e7\u00e3o do CIEN est\u00e1 diretamente relacionada a uma posi\u00e7\u00e3o de \u00eaxtimo.<\/p>\n<p>Como o infamiliar de Freud, o \u00eaxtimo \u00e9 um neologismo criado por Lacan para indicar paradoxalmente aquilo que sendo o mais \u00edntimo, interior e singular, \u00e9 algo que est\u00e1 fora, no exterior.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5659450\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659450\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5659450\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/009-002-300x200.png\" alt=\"Foto por: Shopify Partners Imagem: sparkler-at-night https:\/\/burst.shopify.com\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/009-002-300x200.png 300w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/009-002-274x183.png 274w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/009-002.png 520w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659450\" class=\"wp-caption-text\">Foto por: Shopify Partners<br \/>Imagem: sparkler-at-night<br \/>https:\/\/burst.shopify.com<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lacan esclarece a estrutura topol\u00f3gica do \u00eaxtimo em seu ensino. Em <em>A inst\u00e2ncia da letra no inconsciente ou a raz\u00e3o desde Freud<\/em>, ele aborda o inconsciente freudiano e pergunta: \u201cO que assim pensa em meu lugar ser\u00e1, pois, um outro eu?\u201d (1957, p.527). E, apontando \u201cuma excentricidade radical de si em si mesmo com que o homem \u00e9 confrontado\u201d (p.528), indaga: \u201cQual \u00e9 pois esse outro a quem sou mais apegado do que a mim, j\u00e1 que, no seio mais consentido de minha identidade comigo mesmo, \u00e9 ele que me agita?\u201d (p. 528).<\/p>\n<p>No <em>Semin\u00e1rio 7<\/em>, Lacan se refere \u00e0 extimidade primordial: \u201ca esse lugar central, essa exterioridade \u00edntima, essa extimidade, que \u00e9 a Coisa\u201d (1959-1960, p. 173) e alguns anos depois, no <em>Semin\u00e1rio 16<\/em>, localiza o objeto <em>a<\/em> dizendo que este \u201cest\u00e1 num lugar que podemos designar pelo termo \u2018\u00eaxtimo\u2019, conjugando o \u00edntimo com a exterioridade radical\u201d (p. 241).<\/p>\n<p>Por meio do objeto e do Outro, pois na \u00e9poca em que descreve o inconsciente como o discurso do Outro ele apresenta o Outro como \u00eaxtimo do sujeito, Lacan se refere ao ponto vazio da estrutura que inclui o dentro e o fora, o mais \u00edntimo e o \u00eaxtimo.<\/p>\n<p>A formula\u00e7\u00e3o lacaniana da extimidade trata do ser falante com o seu gozo. Extimidade \u00e9 o tema de um curso inteiro de Miller (2010) em que ele ressalta, na estrutura do \u00eaxtimo, o \u00edntimo como um corpo estranho, dizendo que a extimidade \u00e9 \u201cuma fratura constitutiva da intimidade\u201d (p.17).<\/p>\n<p>Em refer\u00eancia ao que diz Lacan sobre o hiato central da identidade consigo mesmo, Miller considera que \u201cEste Outro que me agita no seio de mim mesmo \u00e9 uma formula\u00e7\u00e3o adequada para toda loucura\u201d. (p.26)<\/p>\n<p>A loucura da educa\u00e7\u00e3o para todos e da patologiza\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia cria um cen\u00e1rio que compromete os la\u00e7os sociais. Algu\u00e9m ser\u00e1 apontado como o estranho, o diferente. A ang\u00fastia do profissional diante da crian\u00e7a incontrol\u00e1vel aponta para algo nele que n\u00e3o \u00e9 reconhecido como pr\u00f3prio, mas como do outro, estranho, estrangeiro. \u201cO estatuto estrangeiro do sujeito \u00e9 de se sentir estrangeiro consigo mesmo\u201d. (Laurent, 2018) \u00c9 a crian\u00e7a, ent\u00e3o, que ser\u00e1 etiquetada e segregada.<\/p>\n<p>Se \u201cO drama do sujeito [\u2026] \u00e9 n\u00e3o conseguir estar plenamente em sua casa\u201d (p.25), como diz Miller (2010), ou estar t\u00e3o s\u00f3 que \u00e0s vezes nela ele se perde, nas palavras de Duras, a aposta do CIEN \u00e9 que as conversa\u00e7\u00f5es inter-disciplinares constituam um lugar aberto \u00e0s inven\u00e7\u00f5es visando aos la\u00e7os e a um lugar menos estrangeiro para que cada um possa estar com os outros e consigo mesmo, no encontro com seu sintoma infamiliar, \u00eaxtimo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6>Bibliografia<\/h6>\n<h6>Cassin, B. (Coord.) <em>Dicion\u00e1rio dos intraduz\u00edveis: um vocabul\u00e1rio das filosofias. Volume um: L\u00ednguas. <\/em>Fernando Santoro e Luisa Buarque (Org.). Belo Horizonte: Aut\u00eantica. 2018.<\/h6>\n<h6>Duras, M. <em>Escrever<\/em>. Rio de Janeiro: Rocco.1994.<\/h6>\n<h6>Freud, S. (1919) \u201cO infamiliar\u201d. In: <em>Obras Incompletas de Sigmund Freud<\/em>. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2018.<\/h6>\n<h6>Iannini, G. e Tavares, P.H. \u201cFreud e o infamiliar\u201d. In: <em>Obras Incompletas de Sigmund Freud<\/em>. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2018.<\/h6>\n<h6>Lacan, J. (1957) \u201cA inst\u00e2ncia da letra no inconsciente ou a raz\u00e3o desde Freud\u201d. In: <em>Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar. 1998.<\/h6>\n<h6>Lacan, J. (1959-1960). <em>O Semin\u00e1rio, livro 7: a \u00e9tica da psican\u00e1lise<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar. 1991.<\/h6>\n<h6>Lacan, J. (1968-1969). <em>O Semin\u00e1rio, livro 16: de um outro ao outro<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar. 2008.<\/h6>\n<h6>Laurent, \u00c9. \u201cRetomar a defini\u00e7\u00e3o do projeto do CIEN e examinar sua situa\u00e7\u00e3o atual\u201d. In: Brown, N.; Mac\u00eado, L. e Lyra, R. (Orgs.) <em>Trauma, solid\u00e3o e la\u00e7o na inf\u00e2ncia e na adolesc\u00eancia: experi\u00eancias do CIEN no Brasil<\/em>. Belo Horizonte: EBP Editora. 2017.<\/h6>\n<h6>Laurent, \u00c9. \u201cL\u2019\u00e9tranger extime (1)\u201d. In: <em>Lacan Quotidien<\/em>, n.770. 22\/03\/2018.<\/h6>\n<h6>Maia, A.M.W. \u201cUm vazio pulsante\u201d. In: <em>CIEN Digital<\/em>, n. 11. Janeiro, 2012.<\/h6>\n<h6>Miller, J-A. [et al] <em>La pareja y el amor: conversciones clinicas con Jacques-Alain Miller<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s. 2005.<\/h6>\n<h6>Miller, J-A. Extimidad. Buenos Aires: Paid\u00f3s. 2010.<\/h6>\n<h6>Santoro, F. Introdu\u00e7\u00e3o. In: Cassin, B. (Coord.). <em>Dicion\u00e1rio dos intraduz\u00edveis: um vocabul\u00e1rio das filosofias. Volume um: L\u00ednguas. <\/em>Fernando Santoro e Luisa Buarque (Org.). Belo Horizonte: Aut\u00eantica. 2018.<\/h6>\n<h6>Udenio, B. \u201cA modo de orientacio\u0301n\u201d. In: <em>Boletim Preparato\u0301rio \u00e0 V Jornada Internacional do CIEN<\/em>, n.4, abril\/2011.<\/h6>\n<h6>Udenio, B. Indart, JC. Conversa\u00e7\u00e3o Internacional do Cien 2017. In: Cien Digital n 22. Revista do Cien Brasil. http:\/\/ciendigital.com.br\/<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ana Martha Wilson Maia \u201c\u00c9 numa casa que a gente se sente s\u00f3. N\u00e3o do lado de fora, mas de dentro. Em um parque, h\u00e1 p\u00e1ssaros, gatos. E de vez em quando um esquilo, um fur\u00e3o. Em um parque a gente n\u00e3o est\u00e1 sozinha. 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