{"id":5659457,"date":"2019-11-17T09:09:39","date_gmt":"2019-11-17T11:09:39","guid":{"rendered":"http:\/\/ciendigital.com.br\/?p=5659457"},"modified":"2019-11-17T09:28:03","modified_gmt":"2019-11-17T11:28:03","slug":"da-maconha-ao-campao-as-palavras-como-invencao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/2019\/11\/17\/da-maconha-ao-campao-as-palavras-como-invencao\/","title":{"rendered":"Da maconha ao \u201ccamp\u00e3o\u201d: as palavras como inven\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659457?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659457?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><figure id=\"attachment_5659464\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659464\" style=\"width: 214px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5659464\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/006-001-214x300.jpg\" alt=\"Autor: Philipp Trubchenko- Imagem: https:\/\/unsplash.com\" width=\"214\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/006-001-214x300.jpg 214w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/006-001-731x1024.jpg 731w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/006-001-768x1075.jpg 768w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/006-001-1097x1536.jpg 1097w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/006-001-1463x2048.jpg 1463w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/006-001-274x384.jpg 274w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/006-001-1170x1638.jpg 1170w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/006-001-scaled.jpg 1828w\" sizes=\"auto, (max-width: 214px) 100vw, 214px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659464\" class=\"wp-caption-text\">Autor: Philipp Trubchenko- Imagem:<br \/>https:\/\/unsplash.com<\/figcaption><\/figure>\n<h6><strong><em>B\u00e1rbara Snizek Ferraz de Campos<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><br \/>\n<\/em><\/strong><strong><em>Renata Silva de Paula Soares<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a><\/em><\/strong><\/h6>\n<p>O Laborat\u00f3rio Ciranda de Conversa<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> foi solicitado para realizar conversa\u00e7\u00f5es com a turma de 5\u00b0 ano de uma Escola Municipal de Curitiba. Em um primeiro momento, as professoras da turma foram escutadas, trazendo in\u00fameras queixas, que variavam de dificuldades de aprendizagens \u00e0 neglig\u00eancia, drogadi\u00e7\u00e3o nas fam\u00edlias e viol\u00eancia sofrida pelos alunos no ambiente social e familiar. O relato retratava a experi\u00eancia da inf\u00e2ncia dentro de uma favela organizada, grande parte, em torno do tr\u00e1fico de drogas e da viol\u00eancia. Relatavam a grande dificuldade em lidar com a agita\u00e7\u00e3o e a agressividade dos alunos, bem como o que suscitou a procura pelo Laborat\u00f3rio: um acontecimento insuport\u00e1vel para as professoras. Tr\u00eas alunas, Kika, Ana e Maria haviam sido flagradas fumando maconha no banheiro, durante o contraturno. Ou seja, mesmo em uma comunidade centrada no tr\u00e1fico, a escola se prop\u00f5e a ser um lugar de prote\u00e7\u00e3o, um ref\u00fagio. O ideal \u00e9 que as drogas n\u00e3o contaminem a escola e a primeira inf\u00e2ncia, mas foi necess\u00e1rio um evento que furasse a barreira do ideal da escola.<\/p>\n<p>J\u00e1 nas apresenta\u00e7\u00f5es, as meninas demonstram desconfiar do motivo pelo qual o Laborat\u00f3rio foi chamado, pois contam que aprontaram demais e n\u00e3o podem mais frequentar o contraturno. Contudo a conversa\u00e7\u00e3o inicia com as crian\u00e7as falando sobre o uso do celular. Um dos meninos toma a palavra: <em>\u201ceu n\u00e3o sei a hora de sair do celular, mas minha v\u00f3 fica a noite toda namorando no celular. Fica de conversinha: oi querido\u201d.<\/em> Quando pontuamos sobre a dificuldade da crian\u00e7a em se regular sem um adulto que se responsabilize por lhe impor um limite, uma aluna diz que \u00e0s vezes \u00e9 a pr\u00f3pria crian\u00e7a que tem que dizer: chega! Nesse momento, as crian\u00e7as consentem com a oferta da palavra e n\u00e3o mais se colocam, apenas, a partir da agita\u00e7\u00e3o de seus corpos. As crian\u00e7as que resolviam seus impasses com chutes, empurr\u00f5es e socos, ousam falar sobre seu desamparo diante da inconsist\u00eancia do Outro. Miquel Bassols<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> aponta que, da perspectiva lacaniana, devemos nos aproximar e escutar as crian\u00e7as como sujeitos que podem se fazer respons\u00e1veis por suas experi\u00eancias de gozo, e n\u00e3o apenas como objeto de gozo do Outro. Nesta ideia est\u00e1 o centro do que \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o para a crian\u00e7a, tornando a elabora\u00e7\u00e3o de um saber in\u00e9dito poss\u00edvel. Tamb\u00e9m est\u00e1 o cerne do CIEN, que ao oferecer o dispositivo da palavra \u00e0s crian\u00e7as, aposta em seu consentimento com o dizer.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5659463\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659463\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5659463\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/006-002-300x208.png\" alt=\"Autor: Jos\u00e9 Fernando Carli Imagem: abstract-color https:\/\/pt.freeimages.com\/\" width=\"300\" height=\"208\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/006-002-300x208.png 300w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/006-002-274x190.png 274w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/006-002.png 485w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659463\" class=\"wp-caption-text\">Autor: Jos\u00e9 Fernando Carli<br \/>Imagem: abstract-color<br \/>https:\/\/pt.freeimages.com\/<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em uma conversa\u00e7\u00e3o depois, um dos alunos diz: \u201c<em>eu sei o esconderijo de v\u00e1rios maconheiros<\/em>\u201d, e o resto da turma nos conta que \u201c<em>moi\u00f4\u201d, \u201cXL\u201d e \u201ccerveja<\/em>\u201d s\u00e3o g\u00edrias que funcionam como senhas, usadas tamb\u00e9m pelas crian\u00e7as, para anunciar a chegada de policiais. N\u00e3o mais no lugar passivo de v\u00edtimas do tr\u00e1fico, mas como participantes da din\u00e2mica da comunidade, as crian\u00e7as seguem falando sobre seus encontros com a viol\u00eancia. Escutamos uma crian\u00e7a contar que a m\u00e3e limpou sangue de tiro na parede de sua casa, outra relatar que a pol\u00edcia em uma opera\u00e7\u00e3o, disse para ele: \u201c<em>sai da rua filho da puta<\/em>\u201d, e que ele, sabendo que n\u00e3o se provoca policiais, n\u00e3o respondeu. Todos t\u00eam uma hist\u00f3ria que envolve viol\u00eancia, armas, sangue, briga ou morte para contar. Demonstram conhecer e seguir os c\u00f3digos do local e como se comportar para evitar conflitos e perigos, quando os embates acontecem. J\u00e1 se mostram capazes de falar a partir de seus lugares de sujeitos em meio a uma estrutura social t\u00e3o organizada em torno do tr\u00e1fico. Logo em seguida, nos contam que na escola existem maconheiros de 12 anos. Ana parece bastante nervosa, fazendo sinal de sil\u00eancio para os colegas. Quando diz: \u201c<em>moi\u00f4<\/em>\u201d aos colegas, perguntamos: \u201c<em>moi\u00f4, Ana?<\/em>\u201d Kika chega bem nesse momento, escuta e faz cara de susto. Todos riem. Pontuamos que j\u00e1 entendemos que tr\u00eas meninas da sala fumaram maconha no banheiro, mas que ningu\u00e9m vai nos contar quem foi, porque n\u00e3o se cagueta ningu\u00e9m. Assim \u00e9 que s\u00e3o as coisas na Vila. Kika diz: \u201c<em>fui eu, a Ana e a Maria. Eu acendi e j\u00e1 apaguei porque a tia chegou. Deixei no bolso e me levaram para a diretoria<\/em>\u201d. \u201c<em>Depende do lugar que voc\u00ea vai fumar, n\u00e3o d\u00e1 nada. Aqui na escola deu<\/em>\u201d. No t\u00e9rmino dessa conversa\u00e7\u00e3o, Kika se dirige a uma das participantes, pede para conversar separadamente e conta sobre impasses de sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel perceber um desajuste das identifica\u00e7\u00f5es que deram lastro aos sujeitos<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>. Dar a palavra a garotos de uma Vila, \u201cv\u00edtimas\u201d do tr\u00e1fico, para que pudessem falar de sua rela\u00e7\u00e3o com o tr\u00e1fico, sem pretens\u00e3o educativa, foi a verdadeira aposta no dom da palavra e no alcance do dispositivo das conversa\u00e7\u00f5es. A partir desse momento, as crian\u00e7as, em uma clara mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o, passam a dizer que est\u00e3o \u201c<em>mais favor\u00e1veis<\/em>\u201d e a nos contar que o campeonato de futebol da escola vinha tomando uma import\u00e2ncia central para a turma. A escola \u00e9 localizada ao lado de um campo de futebol muito importante na comunidade, o \u201ccamp\u00e3o\u201d, e eles discorrem sobre a import\u00e2ncia de conseguirem jogar uma partida por l\u00e1. Enfim, eles est\u00e3o falando da descoberta de possibilidades para a agita\u00e7\u00e3o de seus corpos. H\u00e1 algo a ser feito com esses corpos que se chocavam indiscriminadamente com a viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Em uma das nossas \u00faltimas conversa\u00e7\u00f5es, um dos meninos conta como controlou sua vontade de bater no irm\u00e3o mais novo, trancando o menino no arm\u00e1rio. Outro diz que est\u00e1 com mais paci\u00eancia: \u201c<em>antes se tinha um empurro eu j\u00e1 brigava, agora eu converso, pe\u00e7o desculpa<\/em>\u201d. Quando um menino dos mais briguentos da turma diz que: \u201c<em>faz uns dois m\u00eas que n\u00e3o brigo<\/em>\u201d, outro colega retruca: \u201c<em>ele briga falando<\/em>\u201d. O menino traz, ent\u00e3o, um saber in\u00e9dito: \u201c<em>\u00e0s veiz xingamento d\u00f3i mais que tapa na cara<\/em>\u201d. As crian\u00e7as mudaram sua rela\u00e7\u00e3o com a palavra e entenderam que falar faz diferen\u00e7a, pois, ao mesmo tempo que pode doer mais do que um tapa na cara, a palavra pode lhes trazer um novo sentido \u00e0 vida. \u201c<em>Um ganho de saber que abre para propostas in\u00e9ditas, trazendo um a-mais de vida ali onde reinava a puls\u00e3o de morte.<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Assim, temos a inven\u00e7\u00e3o dessa turma, feita de palavras que valem muito, que \u00e0s vezes doem, mas que valem a pena. Quem sabe, a inven\u00e7\u00e3o de maneiras de viver a vida, que como as partidas de futebol no camp\u00e3o, valham a pena serem vividas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Psicanalista, Especialista em Sa\u00fade Mental, Psicopatologia e Psican\u00e1lise &#8211; PUC\/PR, Mestre em Antropologia Social &#8211; UFPR. <u>barbarasnizek@gmail.com<\/u>. Participante do Laborat\u00f3rio Ciranda de Conversa\/CIEN-PR<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Psicanalista Praticante, Correspondente da Delega\u00e7\u00e3o Paran\u00e1 \u2013 EBP,\u00a0 <u>renataspsoares@gmail.com<\/u>. Coordenadora do CIEN-PR<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> O Laborat\u00f3rio Ciranda de Conversa realiza conversa\u00e7\u00f5es com os profissionais que atuam em institui\u00e7\u00f5es escolares, assim como com as crian\u00e7as e adolescentes, possibilitando que coloquem em palavras as situa\u00e7\u00f5es de impasses e mal-estar. Seus participantes s\u00e3o Andr\u00e9a Neves, B\u00e1rbara Snizek Ferraz de Campos, Eug\u00eania C. Souza, Fl\u00e1via Cera, Renata Silva de Paula Soares (respons\u00e1vel pelo Laborat\u00f3rio), Suely Poitevin, Stephanie Abr\u00e3o Gorte, Val\u00e9ria Beatriz Araujo, Willie Anne Provin.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Bassols, Miquel (2017) <u>Trauma e Real, o que as crian\u00e7as inventam<\/u>. pg. 53, 56. In. Brown, Nohem\u00ed, Mac\u00eado, Luc\u00edola, Lyra, Rodrigo. Trauma, Solid\u00e3o e La\u00e7o na Inf\u00e2ncia e na Adolesc\u00eancia. Experi\u00eancias do CIEN no Brasil. Belo Horizonte: EBP Editora, 2017<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Laurent, \u00c9ric (2017) Retornar \u00e0 defini\u00e7\u00e3o do projeto do CIEN e examinar sua situa\u00e7\u00e3o atual<u>.<\/u> pg 44. In. Brown, Nohem\u00ed, Mac\u00eado, Luc\u00edola, Lyra Rodrigo. Trauma, Solid\u00e3o e La\u00e7o na Inf\u00e2ncia e na Adolesc\u00eancia. Experi\u00eancias do CIEN no Brasil. Belo Horizonte: EBP Editora, 2017.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> R\u00eago Barros, Maria do Ros\u00e1rio Collier. A Pr\u00e1tica Interdisciplinar do CIEN. pg. 111. In. Brown, Nohem\u00ed, Mac\u00eado, Luc\u00edola, Lyra, Rodrigo. Trauma, Solid\u00e3o e La\u00e7o na Inf\u00e2ncia e na Adolesc\u00eancia. Experi\u00eancias do CIEN no Brasil. Belo Horizonte: EBP Editora, 2017.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>B\u00e1rbara Snizek Ferraz de Campos[1] Renata Silva de Paula Soares[2] O Laborat\u00f3rio Ciranda de Conversa[3] foi solicitado para realizar conversa\u00e7\u00f5es com a turma de 5\u00b0 ano de uma Escola Municipal de Curitiba. 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