{"id":5659608,"date":"2023-03-05T15:53:13","date_gmt":"2023-03-05T18:53:13","guid":{"rendered":"https:\/\/ciendigital.com.br\/?p=5659608"},"modified":"2023-03-05T16:02:50","modified_gmt":"2023-03-05T19:02:50","slug":"violencia-e-confronto-na-adolescencia-o-que-pode-fazer-borda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/2023\/03\/05\/violencia-e-confronto-na-adolescencia-o-que-pode-fazer-borda\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia e confronto na adolesc\u00eancia: o que pode fazer borda?"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659608?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659608?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h6><em>Pedro Braccini Pereira<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup><strong>[1]<\/strong><\/sup><\/a><\/em><\/h6>\n<figure id=\"attachment_5659609\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659609\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5659609\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/orbita001-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/orbita001-200x300.jpg 200w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/orbita001-683x1024.jpg 683w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/orbita001-768x1152.jpg 768w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/orbita001-274x411.jpg 274w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/orbita001.jpg 794w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659609\" class=\"wp-caption-text\">Foto de Vitor Freitas [pexels-victor-freitas-1072842 (1)]<\/figcaption><\/figure>N\u00e3o nos \u00e9 habitual, para designar os adolescentes que vem nos ver devido a seu sintoma e sofrimento, destacar um qualificativo comumente estigmatizante, tal como pode ser o significante \u201cviolento\u201d. Por\u00e9m, partimos da constata\u00e7\u00e3o de que esse termo nos convoca cada vez mais a uma posi\u00e7\u00e3o, a partir do discurso do Outro social e suas institui\u00e7\u00f5es. Os pais de hoje exprimem, frequentemente, uma inquieta\u00e7\u00e3o diante de algumas atitudes de suas crian\u00e7as e adolescentes, especialmente quando eles se op\u00f5em aos seus anseios. A neuropsiquiatria dominante j\u00e1 consagrou, atualmente, no campo social, sob a sigla T.O.D., um diagn\u00f3stico com o significante vazio \u201ctranstorno opositivo desafiador\u201d, considerado nessa l\u00f3gica um transtorno de conduta da inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>Adolescentes ou jovens \u201cviolentos\u201d \u00e9 uma express\u00e3o do discurso corrente, que tende a al\u00e7ar as manifesta\u00e7\u00f5es violentas dos adolescentes a uma categoria comportamental. Sabemos que dar consist\u00eancia a uma categoria assim a torna suscet\u00edvel de ser instrumentalizada por pol\u00edticas autorit\u00e1rias. Temos visto inclusive a passagem de um paradigma da prote\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia, com o Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente &#8211; ECA &#8211; e seus avatares, a um paradigma de prote\u00e7\u00e3o contra os chamados adolescentes violentos ou potencialmente violentos. O maior exemplo disso \u00e9 o constante retorno da discuss\u00e3o sobre a diminui\u00e7\u00e3o da maioridade penal.<\/p>\n<p>Para a psican\u00e1lise lacaniana, a express\u00e3o \u201cadolescentes violentos\u201d nomeia uma s\u00e9rie de fen\u00f4menos que fazem obje\u00e7\u00e3o \u00e0 coes\u00e3o do la\u00e7o social. \u00c9 o nome de um impasse coletivo, uma assinatura do fracasso do la\u00e7o simb\u00f3lico no tratamento do que surge como real. Por isso, \u00e9 crucial situar nessas situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia, que elas s\u00e3o, antes de tudo, uma queixa do Outro. Uma vez que elas fazem sintoma menos para o adolescente que transborda a viol\u00eancia do que para os seus respons\u00e1veis e seu entorno<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de aceitarmos com os olhos fechados a imposi\u00e7\u00e3o do significante violento pela fam\u00edlia ou escola. N\u00e3o podemos negligenciar que existe uma revolta do adolescente que pode ser s\u00e3 e se distinguir da viol\u00eancia err\u00e1tica. Essa revolta \u00e9 importante de acolher, na medida em que eventualmente podemos sim ter raz\u00e3o de nos revoltarmos.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Para Lacan<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>, o lugar no mundo se adquire em geral \u201cem virtude da precipita\u00e7\u00e3o\u201d. Poder\u00edamos dizer de algo da ordem de um atropelo. No caso, \u00e9 o atropelo do Outro como condi\u00e7\u00e3o do sujeito. Afinal, desde a sua chegada ao mundo, o que est\u00e1 em jogo para a crian\u00e7a \u00e9 se fazer um lugar como corpo falante entre os outros corpos.<\/p>\n<p>As quase infinitas possibilidades de modos de gozo, que se desinibiram no corpo social contempor\u00e2neo, fazem escalar na cena o lado obscuro da for\u00e7a das puls\u00f5es sexuais, que Freud chamou puls\u00e3o de morte. Cada investimento pulsional de um objeto carrega consigo essa marca. A escolha de um objeto, ao se afirmar, produz tamb\u00e9m, e ao mesmo tempo, uma rejei\u00e7\u00e3o daquilo que n\u00e3o foi eleito. \u00c9 esse rejeito que \u00e9 o terreno f\u00e9rtil da viol\u00eancia<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5659610\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659610\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5659610\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/orbita002-300x206.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"206\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/orbita002-300x206.jpg 300w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/orbita002-1024x702.jpg 1024w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/orbita002-768x527.jpg 768w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/orbita002-274x188.jpg 274w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/orbita002-1170x803.jpg 1170w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/orbita002.jpg 1299w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659610\" class=\"wp-caption-text\">Foto de Steve Johnson no Pexels<\/figcaption><\/figure>\n<p>Por\u00e9m, viol\u00eancia tampouco se trata de um conceito psicanal\u00edtico, n\u00e3o sendo redut\u00edvel nem \u00e0 agressividade, nem \u00e0 puls\u00e3o de morte. Entretanto, ela n\u00e3o depende apenas do registro do fen\u00f4meno, e certamente toca algo da estrutura. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio se extrair de uma cl\u00ednica da observa\u00e7\u00e3o, em que o fen\u00f4meno satura a percep\u00e7\u00e3o da trama desses novos sintomas.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia convoca, especialmente, \u00e0 dimens\u00e3o do ato, um ato que separaria do insuport\u00e1vel e esvaziaria o gozo. A l\u00f3gica de um ato violento \u00e9 a de uma expuls\u00e3o, ou seja, uma expuls\u00e3o do objeto que est\u00e1 em excesso e que passa fora do corpo, impondo a expuls\u00e3o do pr\u00f3prio sujeito. Por vezes a expuls\u00e3o se efetua na pr\u00f3pria realidade, quando, por exemplo, um sujeito \u00e9 expulso da sua escola.<\/p>\n<p>Se o momento de viol\u00eancia ultrapassa o sujeito e constitui para ele um puro fora do sentido no tempo do seu surgimento, uma maneira de torn\u00e1-lo leg\u00edvel \u00e9 situar que ele \u00e9 uma resposta \u00e0 ang\u00fastia, compreendida como sinal de um mais de gozo ou de um imposs\u00edvel de suportar. No Semin\u00e1rio 10 sobre a ang\u00fastia, encontramos essa correla\u00e7\u00e3o forte entre ang\u00fastia e ato, quando Lacan<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> indica que no momento em que o sujeito vai passar ao ato, existe a dimens\u00e3o de ang\u00fastia que precede.<\/p>\n<p>Jacques-Alain Miller<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> se pergunta se a viol\u00eancia \u00e9 um sintoma, uma vez que definimos o sintoma como uma recusa do gozo. A emerg\u00eancia da viol\u00eancia, por sua vez, seria o pr\u00f3prio testemunho de que n\u00e3o houve substitui\u00e7\u00e3o de gozo. A pr\u00e1xis psicanal\u00edtica, com os adolescentes de hoje, se modifica justamente devido ao fato de sua extens\u00e3o ao \u201cisso que n\u00e3o \u00e9 sintoma\u201d, e o tema da viol\u00eancia \u00e9 mais uma maneira de entrar nessa explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para uma pragm\u00e1tica da abordagem de adolescentes com essas apresenta\u00e7\u00f5es, Miller<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> sugere, entre outros, que pode ser que a manifesta\u00e7\u00e3o violenta anuncie uma psicose em forma\u00e7\u00e3o. Diante de cada caso e a cada vez, ele sugere sempre nos perguntarmos sobre alguns pontos. Seria essa viol\u00eancia manifesta naquele sujeito uma viol\u00eancia sem frase? Seria uma pura irrup\u00e7\u00e3o da puls\u00e3o de morte e de um gozo no real? O adolescente consegue colocar palavras e simboliz\u00e1-la? Mesmo que ela seja signo de um puro gozo no real, isso n\u00e3o quer necessariamente dizer que se trata de psicose. De qualquer forma, ela traduz em todos os casos um rasgo na trama simb\u00f3lica. Trata-se de procurar saber qual a extens\u00e3o desse rasgo.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso descolar adolescentes e viol\u00eancia. Filtrar para fora do pequeno sujeito a coisa violenta, para podermos situar o que a desencadeou. Porque procuramos menos sua causa do que sua ocasi\u00e3o. Come\u00e7amos por disjuntar o adolescente como corpo falante da coisa violenta que toma posse desse corpo. Como fazer essa distin\u00e7\u00e3o? Uma pista talvez se d\u00ea a partir dos seguintes questionamentos: quais s\u00e3o os contornos ou roupagens da coisa violenta no adolescente? Como pode advir da\u00ed um processo de formata\u00e7\u00e3o de um sintoma? Quais recursos ele encontrou para construir uma sa\u00edda \u00e0 invas\u00e3o que fez crise no seu grupo social, no seu corpo e no seu mental? Qual acolhimento esse momento de viol\u00eancia recebeu da parte dos adultos presentes? Quais sa\u00eddas dar a isso que se produz nesses momentos de impasse?<\/p>\n<p>Por vezes o adolescente fica agitado por uma presen\u00e7a excessiva no seu pr\u00f3prio corpo, cujos movimentos s\u00e3o para ele confusos e fora do sentido. A psican\u00e1lise permite ler e circunscrever esses movimentos na sua fonte, via de regra n\u00e3o identificada pelo adolescente: um ou v\u00e1rios objetos pulsionais (objeto oral, anal, olhar e voz) que se autonomizam, como tantos objetos violentos n\u00e3o identificados que o bombardeiam de gozo. Falar a um psicanalista permite um processo de formaliza\u00e7\u00e3o do objeto ou objetos em causa, o que introduz um limite a essa invas\u00e3o.<\/p>\n<p>Em outras s\u00e9ries de eventos violentos, \u00e9 um Outro feroz que encarna a coisa violenta. Esse Outro para o adolescente pode ser representado por um colega ou grupo de colegas, um adulto em posi\u00e7\u00e3o de poder (professor, pais, etc.), as institui\u00e7\u00f5es do Outro social, ou pela pr\u00f3pria linguagem. Trata-se ent\u00e3o de operar um movimento visando diminuir o poder desse Outro, de descompletar sua vontade e de abrir um espa\u00e7o vazio onde o sujeito possa se alojar sem se sentir em perigo.<\/p>\n<p>As duas situa\u00e7\u00f5es t\u00eam seu come\u00e7o no surgimento de um \u201cexcesso\u201d que vem se associar ao corpo. Esse excesso n\u00e3o \u00e9 nome\u00e1vel nas coordenadas da l\u00edngua intima do sujeito<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>. \u00c9 crucial na nossa a\u00e7\u00e3o fazer valer a efic\u00e1cia pragm\u00e1tica do recurso aos semblantes diante da puls\u00e3o de morte, para que esta ache um lugar. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio temer a exist\u00eancia dessa pot\u00eancia de destrui\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que temos que estar cientes dessa presen\u00e7a em cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Miller<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> diz que o analista deve proceder com a crian\u00e7a violenta, porque n\u00e3o com o adolescente, de prefer\u00eancia por meio da do\u00e7ura, sem renunciar a manejar, se preciso, uma contra\u2013viol\u00eancia simb\u00f3lica. Frequentemente somos tentados a nos mostrarmos firmes para parar a viol\u00eancia de uma crian\u00e7a. Entretanto, firmeza n\u00e3o se op\u00f5e a do\u00e7ura. Podemos agir firmemente e falar com do\u00e7ura. O chamado \u00e0 interdi\u00e7\u00e3o n\u00e3o opera a partir do momento em que a viol\u00eancia \u00e9 a pr\u00f3pria puls\u00e3o, a satisfa\u00e7\u00e3o que o adolescente encontra no simples fato de quebrar e de destruir. Existe um fora de limite imediatamente presente, em que o simples enunciado de um limite n\u00e3o limita o ilimitado.<\/p>\n<p>Diante de um gozo sem limite, nem um enquadramento, nem regulamentos e nem uma lei conv\u00eam. O que opera \u00e9 a constitui\u00e7\u00e3o de uma borda. A borda se constitui entre real e saber, entre um gozo que transborda e o campo significante que se trata de dizer apenas uma parte. Essa borda, Lacan a nomeou fun\u00e7\u00e3o da letra<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>. Ela pode reduzir para o sujeito o peso do sentido e permitir \u00e0 viol\u00eancia ceder lugar \u00e0 fala. Fazer borda \u00e9 introduzir a dimens\u00e3o do semblante.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Psicanalista, psiquiatra.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> LEDUC, C. Ce que les enfants disent de la violence? In: Institut Psychanalytique de L\u2019Enfant (org.). Enfants violents. Paris: Navarin \u00e9diteur, 2019. p.83.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> MILLER, J-A. Enfants Violents. In: Institut Psychanalytique de L\u2019Enfant (org.). Enfants violents. Paris: Navarin \u00e9diteur, 2019. p.19-31.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> LACAN, J. Meu Ensino (1967-1968). Rio de Janeiro: Zahar, 2006. p.13.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> ROY, D. Mon enfant est-il violent ? In: Institut Psychanalythique de L\u2019Enfant (org.). Enfants violents. Paris: Navarin \u00e9diteur, 2019, p.35-37.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> LACAN, J. (1962-1963). O Semin\u00e1rio, livro 10: a ang\u00fastia Rio de Janeiro: Zahar, 2005. p.128.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> MILLER, J-A. Enfants Violents. In: Institut Psychanalytique de L\u2019Enfant (org.). Enfants violents. Paris: Navarin \u00e9diteur, 2019. p.19-31.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> MILLER, J-A. Enfants Violents. In: Institut Psychanalytique de L\u2019Enfant (org.). Enfants violents. Paris: Navarin \u00e9diteur, 2019. p.19-31.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> ROY, D. Deux violences, un noyau. In: Institut Psychanalythique de L\u2019Enfant (org.). Enfants violents. Paris : Navarin \u00e9diteur, 2019, p. 55-56.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> MILLER, J-A. Enfants Violents. In: Institut Psychanalytique de L\u2019Enfant (org.). Enfants violents. Paris: Navarin \u00e9diteur, 2019. p.19-31.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> STEVENS, A. Un cadre ou un bord ? In: Institut Psychanalythique de L\u2019Enfant (org.). Enfants violents. Paris : Navarin \u00e9diteur, 2019. p. 147.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedro Braccini Pereira[1] N\u00e3o nos \u00e9 habitual, para designar os adolescentes que vem nos ver devido a seu sintoma e sofrimento, destacar um qualificativo comumente estigmatizante, tal como pode ser o significante \u201cviolento\u201d. 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