{"id":5659642,"date":"2023-03-05T16:18:36","date_gmt":"2023-03-05T19:18:36","guid":{"rendered":"https:\/\/ciendigital.com.br\/?p=5659642"},"modified":"2023-03-05T16:18:36","modified_gmt":"2023-03-05T19:18:36","slug":"do-impossivel-do-furo-a-contingencia-de-um-parkour","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/2023\/03\/05\/do-impossivel-do-furo-a-contingencia-de-um-parkour\/","title":{"rendered":"Do imposs\u00edvel do furo \u00e0 conting\u00eancia de um <em>parkour<\/em>"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659642?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659642?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h6><em>Laborat\u00f3rio Brota \u2013 CIEN-MG &#8211; Cristiane F. C. Grillo e N\u00e1dia L. Lima<\/em><\/h6>\n<figure id=\"attachment_5659643\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659643\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5659643\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/lab009-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/lab009-300x192.jpg 300w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/lab009-768x492.jpg 768w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/lab009-274x175.jpg 274w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/lab009.jpg 828w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659643\" class=\"wp-caption-text\">Silvio Jess\u00e9, Mucug\u00ea-Bahia<\/figcaption><\/figure>\n<p>Uma demanda da Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de Belo Horizonte referente \u00e0 evas\u00e3o escolar provocou a cria\u00e7\u00e3o de um Laborat\u00f3rio do CIEN: Brota \u2013 juventude, educa\u00e7\u00e3o e cultura. Iniciamos o trabalho com os adolescentes e os professores de uma escola localizada na periferia da cidade. O trabalho orientado pela psican\u00e1lise lacaniana n\u00e3o objetiva restaurar o v\u00ednculo do adolescente com a escola, atendendo a uma demanda da pol\u00edtica educacional, mas aposta na abertura de um lugar de conversa\u00e7\u00e3o sobre os impasses e os enla\u00e7amentos poss\u00edveis entre os adolescentes, o saber e a cultura.<\/p>\n<p>As conversa\u00e7\u00f5es com os professores permitem que os docentes possam falar dos seus pr\u00f3prios impasses, da sua rela\u00e7\u00e3o com um certo ideal educativo, mas tamb\u00e9m com o desejo de uma transmiss\u00e3o. Em uma das conversa\u00e7\u00f5es, depois de um ano de trabalho, a diretora da escola nos diz que aprendeu muito no <em>Brota<\/em>, sobretudo que <em>o adolescente \u00e9 o que a gente v\u00ea nele<\/em>. Ela traduz, \u00e0 sua maneira, a coloca\u00e7\u00e3o de Lacad\u00e9e<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> sobre \u00a0o risco mais grave que um jovem corre, o de ser aprisionado em uma nomea\u00e7\u00e3o \u00a0predicativa que vem do Outro.<\/p>\n<p>Os adolescentes s\u00e3o convidados a participar das conversa\u00e7\u00f5es e de ateli\u00eas no Centro de Refer\u00eancia da Juventude (CRJ). Os ateli\u00eas, de artes visuais, circo, dan\u00e7a, escrita, design, gastronomia e teatro, se pautam pelo desejo e pelo saber dos adolescentes. As conversa\u00e7\u00f5es alojam a palavra dos adolescentes, produzindo enigmas e deslocamentos. A equipe, constitu\u00edda por alunos e professores de diferentes cursos da Universidade, como medicina, psicologia, educa\u00e7\u00e3o, artes visuais, dan\u00e7a e letras, alguns deles participantes do laborat\u00f3rio do CIEN, se debru\u00e7a sobre as falas e inven\u00e7\u00f5es nos ateli\u00eas e nas conversa\u00e7\u00f5es, como forma de elaborar e de construir continuamente esse trabalho inter-disciplinar.<\/p>\n<p>Alguns adolescentes participam dos ateli\u00eas e das conversa\u00e7\u00f5es de um modo peculiar. Jo\u00e3o interrogou uma psicanalista sobre o motivo dela trabalhar com <em>esses meninos dif\u00edceis<\/em>. Ela respondeu que n\u00e3o os acha dif\u00edceis e ele acrescenta vivamente: <em>por isso eu gosto de vir aqui.<\/em> Jo\u00e3o trabalha nos sinais de tr\u00e2nsito, fazendo malabares. Ele participava pontualmente dos ateli\u00eas e das conversa\u00e7\u00f5es, dizendo: <em>j\u00e1 fiz, j\u00e1 conversei<\/em>. Aprendemos com ele que seu tempo era o do sinal, fugaz. Os professores relatavam que esse menino que ficava nos corredores da escola, passou a entrar na sala de aula, ainda que n\u00e3o permanecesse durante todo o tempo proposto.<\/p>\n<p>Felipe, inteligente e provocador, hesitava em falar sobre a fam\u00edlia, especialmente sobre o pai, que estava preso. Na conversa\u00e7\u00e3o, ele tecia uma hist\u00f3ria familiar fragmentada: relatava que alguns dos irm\u00e3os eram na verdade primos, filhos de um tio assassinado por um policial. Ele dizia que mesmo assim queria ser policial e tamb\u00e9m psic\u00f3logo, <em>porque tem muito jeito para ajudar os outros. <\/em>Contudo, Felipe tinha muitas dificuldades para fazer amigos e justificava: <em>eu perco o amigo, mas n\u00e3o perco a piada<\/em>. No teatro, ele escolheu representar o coordenador mais querido da escola.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5659644\" aria-describedby=\"caption-attachment-5659644\" style=\"width: 238px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5659644\" src=\"http:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/lab010-238x300.jpg\" alt=\"\" width=\"238\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/lab010-238x300.jpg 238w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/lab010-811x1024.jpg 811w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/lab010-768x970.jpg 768w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/lab010-274x346.jpg 274w, https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/lab010.jpg 855w\" sizes=\"auto, (max-width: 238px) 100vw, 238px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5659644\" class=\"wp-caption-text\">Foto de M Venter:<br \/>https:\/\/www.pexels.com\/pt-br\/foto\/pessoa-sentada-na-montanha-1659438\/<\/figcaption><\/figure>\n<p>Leo abordou uma psicanalista depois da conversa\u00e7\u00e3o para pedir emprego: <em>preciso de dinheiro para comprar casa, carro e moto. <\/em>Ela perguntou sobre sua vida e ele respondeu que a vida dele daria um livro. Ela questionou se ele gostaria de fazer esse livro e ele prop\u00f4s come\u00e7ar do in\u00edcio da sua vida. Ele disse que nasceu em Belo Horizonte e que <em>o pai n\u00e3o teve coragem para carreg\u00e1-lo no colo<\/em>. Leo interrompeu seu relato nesse ponto dizendo que a ma\u00e7\u00e3 que ele havia comido pesava como uma pedra no seu est\u00f4mago (os adolescentes haviam comido ma\u00e7\u00e3s que faziam parte de uma exposi\u00e7\u00e3o de arte). Na semana seguinte, na conversa\u00e7\u00e3o, ele falou da sua inf\u00e2ncia, da cena de um assassinato em frente \u00e0 escola e de como a m\u00e3e o carregou para transpor uma po\u00e7a de sangue. Posteriormente, ao longo das conversa\u00e7\u00f5es, ele esbo\u00e7ou um projeto para seu futuro: queria ter uma vida boa, para compartilhar com uma mulher e um filho. N\u00e3o queria ser muito rico, nem criminoso, nem pobre. Apontou uma moto que desejava. Disse que queria uma vida boa, com amor, mas n\u00e3o sem os objetos.<\/p>\n<p>Observamos que os adolescentes participam, cada um com seu estilo, das conversa\u00e7\u00f5es e ateli\u00eas, e que tamb\u00e9m erram pelo espa\u00e7o, eventualmente nos procurando durante seus percursos, em um tempo delimitado por eles. Observamos seus deslocamentos espaciais e discursivos, o que emerge das conversa\u00e7\u00f5es e o que retorna a elas.<\/p>\n<p>Observamos tamb\u00e9m os atos, que escapam aos acordos estabelecidos. Em uma ocasi\u00e3o alguns adolescentes esvaziaram extintores de inc\u00eandios no CRJ. Interrogados sobre o ato, Pedro relatou que gostava de ver o p\u00f3 se espalhar no ch\u00e3o, e Marcos alegou que o ato foi uma resposta \u00e0 fala jocosa de outro adolescente: <em>acenda meu fogo<\/em>. Marcos falou ent\u00e3o de seu impasse, alternando um discurso homof\u00f3bico com uma vida sexual marcada por experimenta\u00e7\u00f5es homoafetivas.<\/p>\n<p>Em uma tarde, Marcos deu socos na parede, fazendo tr\u00eas furos. Ele nos disse que n\u00e3o sabia que a parede era fr\u00e1gil (de gesso), mas n\u00e3o havia nada a dizer sobre o segundo e o terceiro furos. O adolescente se ofereceu para consertar a parede, o que n\u00e3o aconteceu. Ele faltou algumas vezes e retornou.<\/p>\n<p>Este epis\u00f3dio convocou a equipe a falar sobre a forma como cada um foi tocado pelo furo, e sobre a proposta de um conserto. Colocamos tal impasse no centro da conversa\u00e7\u00e3o da equipe inter-disciplinar. Conclu\u00edmos que o deixar\u00edamos sozinho diante do ato e da proposta de repara\u00e7\u00e3o, pois nos precipitamos em apagar o furo, ao inv\u00e9s de sustentarmos a vitalidade de um furo operante.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Esse ato do adolescente apontava para um imposs\u00edvel de dizer. Conclu\u00edmos que, ao inv\u00e9s de buscarmos tamponar o furo com um sentido, a aposta no real desvelado no ato poderia abrir o campo dos poss\u00edveis.<\/p>\n<p>Assim, propusemos uma conversa\u00e7\u00e3o sobre os destinos dos furos, pensando em interven\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, que n\u00e3o tamponam ou procuram explicar os atos. Marcos participou com entusiamo da interven\u00e7\u00e3o de bricolagem e depois nos apresentou um projeto de ateli\u00ea de <em>parkour,<\/em> detalhando a etimologia da palavra e a hist\u00f3ria do movimento. Explica que oriundo dos sub\u00farbios de Paris, o <em>parkour<\/em> consiste em percorrer um caminho cheio de obst\u00e1culos e ultrapass\u00e1-los. Ressalta que esse ateli\u00ea ser\u00e1 importante para que os jovens possam\u00a0 superar obst\u00e1culos.<\/p>\n<p>O adolescente pode ent\u00e3o criar um percurso novo, nos mostrando como sabia fazer com os obst\u00e1culos (muros, etc.) e como podia transmitir esse saber-fazer. Nas conversa\u00e7\u00f5es da equipe, do laborat\u00f3rio, pudemos tamb\u00e9m aprender certo saber fazer com uma exuber\u00e2ncia pulsional que escapa ao sentido, deixa marcas e subverte cada proposta. O dispositivo da conversa\u00e7\u00e3o interdisciplinar \u00e9 uma forma de tratamento do real para que as respostas dos adolescentes possam tomar o valor de uma inven\u00e7\u00e3o.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Vemos que para alguns n\u00e3o \u00e9 a lei, ou as normas, os acordos simb\u00f3licos que operam. \u00c9 necess\u00e1ria uma borda, mais do que um limite.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Algo que se interponha entre o adolescente e um ato destrutivo, mas tamb\u00e9m entre o adolescente e a nomea\u00e7\u00e3o que vem do Outro.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Aprendemos com os jovens a apostar neles, sempre, acolhendo as suas respostas como inven\u00e7\u00f5es diante do real. Do indiz\u00edvel, do imposs\u00edvel do furo, pode advir a conting\u00eancia de um <em>parkour<\/em>, de um percurso singular e sintom\u00e1tico. A conversa\u00e7\u00e3o <em>pode acolh\u00ea-los como seres falantes, que \u00e0s vezes n\u00e3o sabem que o s\u00e3o, podendo alojar a palavra e dar-lhe curso, para que seu ser de palavra brote!<\/em> <a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> LACAD\u00c9E, P. <em>O despertar e o ex\u00edlio: Ensinamentos psicanal\u00edticos da mais delicada das transi\u00e7\u00f5es, a adolesc\u00eancia<\/em>. Rio de janeiro, Contra Capa, 2011.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> BRISSET, F. Apresenta\u00e7\u00e3o. In: Brisset, F.O; Santiago, A.L e Miller, J. (orgs.). Crian\u00e7as falam! e t\u00eam o que dizer. Experi\u00eancias do CIEN no Brasil. Belo Horizonte, Scriptum, 2013.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> BROWN, N. O trauma e o real na cl\u00ednica: o que inventam as crian\u00e7as? In: Trauma nos corpos, viol\u00eancia nas cidades. Revista Curinga, n 39. Belo Horizonte, Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, Se\u00e7\u00e3o Minas, junho de 2015, p. 69-72.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> STEVENS, A. Devant l\u2019enfant violent: un cadre ou un bord? Dispon\u00edvel em: http:\/\/institut-enfant.fr\/2018\/12\/03\/devant-lenfant-violent-un-cadre-ou-un-bord\/. Acesso em 07 de junho de 2019.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> MILLER. J. -A. Crian\u00e7as Violentas. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, 77. S\u00e3o Paulo, abril de 2017.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> FAJNWAKS, F. Fazer borda. In: Grillo, C.F.C.; Lima, N.L. Brota: Juventude, Educa\u00e7\u00e3o e Cultura. Tubar\u00e3o, Copiart, 2020.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Laborat\u00f3rio Brota \u2013 CIEN-MG &#8211; Cristiane F. C. Grillo e N\u00e1dia L. 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