{"id":5659888,"date":"2026-04-08T09:41:41","date_gmt":"2026-04-08T12:41:41","guid":{"rendered":"https:\/\/ciendigital.com.br\/?p=5659888"},"modified":"2026-04-08T09:41:41","modified_gmt":"2026-04-08T12:41:41","slug":"editorial-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/2026\/04\/08\/editorial-4\/","title":{"rendered":"EDITORIAL"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659888?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659888?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><p>&nbsp;<\/p>\n<h6><em>Claudia Santa e Fl\u00e1via C\u00eara<\/em><\/h6>\n<p>Neste n\u00famero faremos um sobrevoo sobre os \u00faltimos temas de trabalho das Redes sobre a Inf\u00e2ncia do Campo Freudiano trazendo textos orientadores e os destinos que eles ganharam no CIEN-Brasil. Come\u00e7amos com o texto de Eve Miller-Rose que abriu a conversa\u00e7\u00e3o das Redes na Am\u00e9rica, em Belo Horizonte,\u00a0 com o tema Imagens que d\u00e3o medo. Neste texto temos orienta\u00e7\u00f5es precisas que apontam para as surpresas, para o lugar do inconsciente, do saber da crian\u00e7a e a posi\u00e7\u00e3o do analista. \u00c9 uma b\u00fassola para acompanharmos os lugares \u201conde a crian\u00e7a tenta dizer, para fisgar o imposs\u00edvel de suportar, para cernir o indiz\u00edvel\u201d. Neste n\u00famero tamb\u00e9m trazemos o texto de Carolina Koretzky que atravessa o tema dos Sonhos e fantasmas na crian\u00e7a, intitulado Sobre a necessidade da fic\u00e7\u00e3o que faz um percurso sobre seus usos e as fun\u00e7\u00f5es para a crian\u00e7a Destacamos como uma orienta\u00e7\u00e3o para o CIEN, cujo trabalho com os sonhos se sustentam delicadamente em real\u00e7\u00e1-los como uma uma p\u00e9rola indicando que \u201cprecisamos permanecer vigilantes. Alguns discursos hoje em dia n\u00e3o gostam que fa\u00e7amos os sonhos falarem\u201d.<\/p>\n<p>Sobre o trabalho que est\u00e1 por vir, podemos ler no texto de Daniel Roy, <em>As crian\u00e7as e seus objetos<\/em> que apresenta uma leitura muito precisa sobre os objetos percorrendo Freud, Klein, Winnicott, <em>\u00a0<\/em>que Lacan traz com muita novidade na cl\u00ednica. Temos tamb\u00e9m o texto de Ligia Gorini, <em>Comer: a puls\u00e3o oral nas crian\u00e7as, <\/em>que \u00e9 o argumento da pr\u00f3xima Jornada do Instituto da Crian\u00e7a e que orienta os trabalhos das Redes sobre a Inf\u00e2ncia. Um texto para \u201cser trabalhado, temperado e saboreado\u201d!<\/p>\n<p>Os laborat\u00f3rios se debru\u00e7aram em torno do tema Sonho e Fantasma na Crian\u00e7a, proposto pelo \u00a0Instituto Psicanal\u00edtico da Crian\u00e7a do Campo Freudiano, na Fran\u00e7a. Conceitos caros \u00e0 psican\u00e1lise. Como pensar este mote, a partir dos impasses e discursos interdisciplinares, fundamentais a um laborat\u00f3rio do CIEN? Pergunta que nos orienta h\u00e1 algum tempo. Nestes textos, podemos ter uma amostra de como \u00e9 interessante fazer esse giro, entre disciplinas e psican\u00e1lise, com as conversa\u00e7\u00f5es que ilustram as viv\u00eancias das institui\u00e7\u00f5es e do trabalho com crian\u00e7as e adolescentes na cidade, e por fim, ter essa vis\u00e3o panor\u00e2mica do trabalho do CIEN neste encontro entre a cidade e a psican\u00e1lise.\u00a0 Alguns dos trabalhos nos mostram como essa interface do tema com a pr\u00e1tica da conversa\u00e7\u00e3o pode ocorrer, outros nos faz refletir os impasses do contempor\u00e2neo e de como \u00e9 poss\u00edvel seguir os efeitos da conversa\u00e7\u00e3o como aposta fecunda do dispositivo do CIEN. Seguimos com os escritos dos laborat\u00f3rios:<\/p>\n<p>No texto escrito pelo laborat\u00f3rio Bola de Gude, <em>Caminhos de significantes e sonhos, efeitos de CIEN que despertam<\/em>,\u00a0\u00a0 a partir da pergunta \u201co que \u00e9\u00a0 terror?\u201d\u00a0 instalou-se a conversa\u00e7\u00e3o. O terror vivido e o terror dos filmes, d\u00e3o lugar \u00e0 palavra que circula, encontrando nos relatos de sonhos um dizer que pode fazer algo se movimentar no discurso.<\/p>\n<p>O laborat\u00f3rio Ser, parecer, sonhar nas redes sociais com o texto <em>Therians: Identidade, corpo e pertencimento nas redes sociais<\/em> traz uma interessante contribui\u00e7\u00e3o, refletindo o tema sonho e fantasma na crian\u00e7a atrav\u00e9s das conversa\u00e7\u00f5es com jovens e suas intera\u00e7\u00f5es nas redes sociais. A conversa\u00e7\u00e3o acontece trazendo a baila a quest\u00e3o dos chamados\u00a0 Therians, um nicho de adolescentes \u201cque acreditam ser de alguma esp\u00e9cie animal.\u201d.<\/p>\n<p>O Laborat\u00f3rio A crian\u00e7a entre a mulher e a m\u00e3e apresenta o texto <em>Eu at\u00e9 sonhei com voc\u00ea<\/em><strong>\u00a0<\/strong>traz uma rica vinheta sobre um sonho, que presente nas conversa\u00e7\u00f5es deu lugar n\u00e3o a uma interpreta\u00e7\u00e3o psicoter\u00e1pica, mas a chance\u00a0 de \u201cdar lugar \u00e0 palavra da crian\u00e7a com os significantes que ela traz e articula na constru\u00e7\u00e3o de seu saber sobre o que se passa com ela\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>O texto <em>A morte e os sonhos: O encontro do CIEN com adolescentes Guarani<\/em> do Laborat\u00f3rio Afinidades nos faz pensar o que \u00e9 escutar outras culturas, e como extrair a pot\u00eancia\u00a0 do CIEN, em sua contribui\u00e7\u00e3o para que \u201calgo dos outros discursos tamb\u00e9m afete a psican\u00e1lise\u201d.\u00a0 E destaco no texto a seguinte pergunta: \u201cComo \u00e9 poss\u00edvel pensar o enlace dos desejos singulares dos jovens com seus corpos e com a coletividade da cultura Guarani da qual fazem parte?\u201d<\/p>\n<p>No texto\u00a0 do Laborat\u00f3rio Entre Escolhas e Expectativas, intitulado <em>A conversa\u00e7\u00e3o sobre sonhos: ponto de imposs\u00edvel ou um lugar a pertencer?<\/em>, o sonho come\u00e7a a aparecer na conversa\u00e7\u00e3o como um sonho de vida, passando depois aos\u00a0 sonhos e seus significados, at\u00e9 esbarrarem nos sonhos que angustiam,\u00a0 ou seja, o sonho est\u00e1 sempre presente, e que podemos querer saber ou n\u00e3o do que eles nos mostram.<\/p>\n<p>O laborat\u00f3rio Encontro de Saberes no texto <em>Por ter sido sonhado<\/em>, apresenta uma s\u00e9rie de cinco conversa\u00e7\u00f5es com crian\u00e7as de uma escola p\u00fablica demandada pelos respons\u00e1veis por uma presen\u00e7a importante da viol\u00eancia. As conversa\u00e7\u00f5es v\u00e3o permitindo que cada crian\u00e7a tome a palavra, nomeie, e diga do seu pr\u00f3prio mal-estar.<\/p>\n<p>No texto <em>A escola teria uma fantasia sobre os corpos pretos?<\/em> do laborat\u00f3rio A escola e suas cores, as autoras tomam a leitura do texto de orienta\u00e7\u00e3o sob um vi\u00e9s interessante, pelo prisma do fantasma. Uma escrita que questiona os lugares dos discursos dominantes e como a institui\u00e7\u00e3o escolar pode lidar com quest\u00f5es raciais, abrindo caminhos para um trabalho poss\u00edvel, e isso fica mais f\u00e1cil \u201cquando deslocamos do mundo de domina\u00e7\u00e3o para fazer permear o objeto a, dar lugar para a falta.\u201d<\/p>\n<p>Nos trabalhos a seguir, teremos contribui\u00e7\u00f5es sobre os efeitos que o dispositivo do CIEN pode despertar, e assim, evidenciando que o CIEN se faz cada vez mais necess\u00e1rio na contemporaneidade.<\/p>\n<p>O trabalho <em>O corte entre o sil\u00eancio e a palavra: O que fazer com isso?<\/em> Nos apresenta uma quest\u00e3o crucial. Quais efeitos nessa pr\u00e1tica de conversa\u00e7\u00e3o, podem tamb\u00e9m operar na forma\u00e7\u00e3o anal\u00edtica? No laborat\u00f3rio A crian\u00e7a e o jovem na hipermodernidade, surge um ponto: se deparar com um n\u00e3o saber, e dele, um \u201cquerer dizer\u201d sobre as quest\u00f5es dolorosas que surgem na oferta da conversa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No texto <em>As Conversa\u00e7\u00f5es na Biblioteca Hans C. Andersen e as dan\u00e7as das cadeiras<\/em> do laborat\u00f3rio Criar o espa\u00e7o de uma biblioteca p\u00fablica \u00e9 local para que a conversa\u00e7\u00e3o aconte\u00e7a, e nela, temas como medo, perdas, mudan\u00e7as, e tantos outros ditos que surgiram, nas \u201cdan\u00e7as dos discursos\u201d.<\/p>\n<p>No texto <em>Autismo, como um sonho que n\u00e3o foi sonhado<\/em>, do laborat\u00f3rio Protocolo Aberto, as conversa\u00e7\u00f5es com os pais possibilitam surgir quest\u00f5es importantes,\u00a0 como por exemplo, a maquinaria estrat\u00e9gica que o mercado capitalista vem utilizando, fazendo da inf\u00e2ncia um de seus produtos, e tamb\u00e9m o empuxo a uma \u201cfor\u00e7agem de encaixe da crian\u00e7a\u201d no sonho idealizado dos pais.<\/p>\n<p>O Laborat\u00f3rio Janela da Escuta temos o texto: <em>O adolescente especialista de si e o adolescente pesquisador: uma aposta na conversa\u00e7\u00e3o<\/em> vai discorrer sobre o saber que as disciplinas como o direito podem tecer sobre os adolescentes versus o saber do pr\u00f3prio adolescente, e como uma conversa\u00e7\u00e3o abre espa\u00e7o para um saber do lado do que o adolescente tem a dizer.<\/p>\n<p>Nas <em>Contribui\u00e7\u00f5e<\/em>s, o texto de Emelice Prado Bagnola que extrai da experi\u00eancia de conversa\u00e7\u00f5es dos laborat\u00f3rios do CIEN algumas localiza\u00e7\u00f5es importantes dos seus efeitos al\u00e9m de uma quest\u00e3o fundamental para pensarmos esse dispositivo: \u201cqual a particularidade do discurso anal\u00edtico na pr\u00e1tica do CIEN?\u201d. A coordena\u00e7\u00e3o do CIEN MG, composta por Clarice T\u00falio Duarte, Fernanda Bezerra Santiago e Marina da Cunha Pinto Colares, escreveu o texto <em>A opera\u00e7\u00e3o do inconsciente sobre o sonho: um recorte do dizer de jovens,<\/em> apresentando como os laborat\u00f3rios \u201cSer, parecer, sonhar nas redes sociais\u201d, \u201cN\u00e3o dormir para n\u00e3o sonhar\u201d e \u201cEntre escolhas e expectativas\u201d trabalharam o tema proposto do sonho e fantasma, elucidando como a pr\u00e1tica do CIEN pode transmitir um saber que se produz como efeito das conversa\u00e7\u00f5es. Temos tamb\u00e9m o texto de Mirta Fernandes, <em>Fazer ex-istir o inconsciente<\/em>, que apresenta a partir da sua experi\u00eancia no CIEN-RJ, a aposta das conversa\u00e7\u00f5es na constru\u00e7\u00e3o de novas formas de la\u00e7o.<\/p>\n<p>Na rubrica CINE-CIEN temos quatro contribui\u00e7\u00f5es luminosas. Ana Lydia Santiago faz um convite para ver o filme Billy Elliot como uma alegoria do inconsciente apresentando uma leitura do fantasma. Luciana Silviano Brand\u00e3o Lopes escreve sobre o filme <em>Meu p\u00e9 de laranja lima<\/em> a partir do lugar da brincadeira e da fantasia na inf\u00e2ncia. Sobre a famosa s\u00e9rie <em>Adolesc\u00eancia<\/em> temos dois textos, um da coordena\u00e7\u00e3o do CIEN-Rio que d\u00e1 not\u00edcias da animada noite de conversa\u00e7\u00e3o. O outro de Maria do Ros\u00e1rio Collier do R\u00eago Barros que extrai quatro sequ\u00eancias para ler a s\u00e9rie tendo como fio norteador a pergunta: com quem contar? Cada um dos textos traz perspectivas novas para lermos a nossa \u00e9poca. Por a\u00ed que seguimos com nosso trabalho inter-disciplinar de pesquisa e conversa\u00e7\u00f5es para continuar a fazer vibrar o vivo do CIEN-Brasil. Boa leitura!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Claudia Santa e Fl\u00e1via C\u00eara Neste n\u00famero faremos um sobrevoo sobre os \u00faltimos temas de trabalho das Redes sobre a Inf\u00e2ncia do Campo Freudiano trazendo textos orientadores e os destinos que eles ganharam no CIEN-Brasil. 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